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quarta-feira, dezembro 24, 2014

Natal e outras compras mais


São Francisco na sua humildade, simplicidade e amor criou o presépio como maneira de ensinar a importância do nascimento de Jesus. Enfeitar e engrandecer através dos tempos um marco fundamental: Deus na Terra, Deus Encarnado, Deus Feito Homem, mesmo sendo onipotente e eterno. O Natal é o brilho do humano pela divindade. 

É certo que celebrações já existiam nessa data, também carregadas de simbolismos e sentidos, mas é o Natal cristão que fez o mundo inteiro ter uma data memorial. 

O feriado natalino foi, ao longo do tempo, encorporado pela comércio, que passou a estabelecer as cores, os objetos e gestos do natal para qualquer credo e sem necessidade de credo. Como um "encanto" as mercadorias e as compras consomem mais tempo e atenção do que a devoção espiritual. É um simplificação da racionalidade instrumental a favor da economia. A satisfação e o sentido da vida tem uma equivalência monetária etiquetada. A vida e os produtos são para ser consumidos e descartados. 

O Natal cristão é de algo que não se consome, não se descarta porque é de esperança e da vida que não é consumida com a morte, é sempre vida.

Feliz Natal... paz e graças!  

quarta-feira, dezembro 19, 2012

Noel Walker... Keep Walking




Creio na existência de Papai Noel, mas não creio em Papai Noel. Meu Natal é aquele mesmo cristianizado, tem relação com Jesus. Mas não acreditar no Papai Noel é uma coisa e não perceber um dado na realidade é outra coisa. 

Nossa realidade social é nitidamente marcada por ofertas tentadoras de consumo e cheia de mercadorias. Mercadoria é mercadoria, não pode ser confundida com qualquer coisa, objeto. Presente é uma coisa boa, gratificante. Existe presente em diversas culturas, e desde épocas remotas. 

Papai Noel é perfeito para a forma de presente mercadoria. Não quero também dizer que todos os presentes que serão recebidos e dados, em breve, são mercadorias. Porém... o Papai Noel vermelhinho é a forma mais perfeita para propagar e manter o presente na condição de mercadoria. Porque afirma a doação. Aí mora a grande construção desse negócio. Esse bom velhinho ganhou força quando a Coca-cola o tornou vermelho, velhinho e grudou nele sua mensagem de amor, fraternidade e faturamento através do seu líquido preto gasoso, vendido como essencial para satisfação da vida.Uma felicidade líquida,perfeita para o mercado.

Hoje Papai Noel reina feliz vermelhinho em qualquer comércio. Em que pese a camisa de força do capitalismo, há sempre a possibilidade de se estabelecer um novo sentido. Mesmo comprando algo (uma mercadoria) vários sentidos podem ser postos no ato seguinte, particularmente no que envolve o ato de dar e receber. E sentido é o que a existência nos exige todos os dias. Felizes sentidos... É Natal.

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