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sábado, maio 16, 2015

Coisas atuais e os escritos de Maquiavel


"Precisamos ter em mente que não há nada mais difícil e perigoso, ou que tenha sucesso mais duvidoso, que uma tentativa de introduzir uma nova ordem de coisas em qualquer Estado. Pois o inovador tem por inimigo todos aqueles que obtinham vantagens com a antiga ordem de coisas, ao passo que os que esperam benefícios das novas instituições serão defensores desinteressados. Essa indiferença surge em parte pelo medo de seus adversários, favorecidos pelas leis existentes, e em parte pela incredulidade dos homens que não têm fé no novo que não seja resultado de uma experiência bem fundamentada. Assim, sempre que os oponentes da nova ordem tiverem a oportunidade de atacar, eles o farão com o ardor do sectarismo, enquanto os outros defendem, mas debilmente; portanto, é perigoso contar com eles. (...) 
Pois, além das razões acima expostas, a disposição das pessoas é variável. É fácil persuadi-los de qualquer coisa, mas é difícil firmá-los nessa convicção." (Maquiavel- O príncipe) 

Os dias atuais é de um estado de suspensão. Os indivíduos desejosos do novo ficam ainda vacilantes por falta de visibilidade e de maior concretude do que possa ser a mudança, ou o novo desejado. O desconhecido ou o indefinido são geradores de temeridades, hesitações. As pessoas mudam suas percepções e suas inclinações, o que ajuda na constituição da dinâmica social. Mudam os que querem e os que não querem diante de condições que vão sendo alteradas. O cenário nacional mudou com o impacto do desastre de gestão sobre a economia. O Governo Federal já não pode o quanto parecia poder em termos de financiamento e apoio nos estados sub-nacionais. 

O mal estar não é só do que é e foi, mas também do que ainda não é.

sexta-feira, março 29, 2013

Comissão de direitos Humanos e o oportunismo hipócrita


Feliciano fez brotar uma passarela para uma legião de hipócritas e oportunistas desfilarem. A questão não é se ele é pastor ou não. Não é para se discutir seu ministério pastoral, mas o desempenho de função pública em um Estado laico, democrático e republicano, nos termos da nossa Constituição de 1988.
A questão é ampla e passa pela qualidade dos nossos processos políticos e dos nossos representantes e governantes. O problema maior é a falta de mecanismos que garantam a efetividade dos direitos e da cidadania. A homofobia é uma negação de cidadania. O problema da falta de efetividade dos direitos tem se agravado com a ausência de instrumentos democráticos de ação popular direta, na forma do princípio de soberania popular.
Por outro lado, nem toda discordância pode ser vista como FOBIA ou ÓDIO. Assim como o dever de tolerância não é dever de concordância. A democracia é feita de contraditório e pluralidade, mas com o limite de que não pode alimentar aquilo que destrói os seus próprios princípios. Discordância e visão diferenciada é parte desse campo, apologia a intolerância, o insulto e a violência são coisas danosas a qualquer democracia. Infelizmente esse deputado já deu demonstrações de não saber o que é tolerância e respeito às diferenças. bem como o pressuposto de combater a desigualdade. Porém, Feliciano enquanto presidente dessa comissão não é uma invenção de si mesmo.
A chegada de Feliciano à presidência da Comissão de Direitos Humanos e sua eleição teve a cumplicidade do Governo e do PSDB. Por que ninguém mostra a composição anterior da Comissão? Por que não se mostra as regras de composição da Comissão?
Eu não estou em guerra contra evangélicos! Nem contra qualquer religioso.Não estou em nenhuma cruzada e nem em guerra santa, mas em um debate político, que por isso deve ser qualificado e pautado em princípios, dentre eles o do interesse público, do bem comum e das regras democráticas. Portanto, estou agindo em defesa de princípios democráticos, republicanos e da coerência, movido também pelo que prega a nossa Constituição: Art. 1º, II e V; Art. 3º I, III, IV; Art. 4º II; Art. 5º I, III, IV, VI, VIII, X.
Eu defendo a dignidade da pessoa, do humano acima de qualquer coisa e independente de opção ou identidade de gênero, crença, classe etc. Nenhum indivíduo, em sua humanidade pode ser resumido e tratado em um único aspecto vida. A vida é sempre cheia de pluralidade. Opção de gênero não santifica ninguém, nem o torna dono da verdade. Da mesma forma a opção religiosa não credencia ninguém a dono da verdade, nem santidade e nem salvação. Chega de sexismo (e essencialismo), chega de demonização, pregações "teológicas" mirabolantes e a desumanização!
Já está na hora de dizer basta! Vamos repor a prudência, a sensatez, a responsabilidade e a sensibilidade. Não é mais possível alimentar ingenuamente oportunistas e desqualificados que pegaram carona nessa tragédia promovida por inúmeros sujeitos, inclusive o governo e a oposição tucana. Vamos pensar: como e por qual motivo os nossos representantes são esses(?) Vejam como está composta essa Comissão atualmente e quem poderá suceder Feliciano na presidência dessa Comissão

 SEM PROPOSTAS - ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2022 O que tem movido os eleitores brasileiro diante das candidaturas à presidência da República este ...