Mostrando postagens com marcador Flávio Dino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Flávio Dino. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, julho 22, 2015

As Reinações de Zé Reinaldo (a transição de conciliação)

Faço aqui algumas considerações sobre o texto atribuído ao ex-Governador José Reinaldo, conforme foi publicado no blogue do jornalista Diego Emir.

Antes de tudo, quero dizer que não vejo nada demais na proposta do ex-governador José Reinaldo. Mas algumas coisas considero passíveis de indagações. 

Resumindo o texto de Zé: o ex-Governador deseja que Flávio Dino etc. faça um pacto com Sarney em prol Maranhão (lembram da Aliança pelo Maranhão feita por Cafeteira e Sarney?), mas diz que esse pacto não seria pacto político. Que Sarney tem que tomar parte, mas não deve ser troca de cargos etc. 

Estranhei o ex-Governador José Reinaldo afirmar que o pacto em prol do povo do Maranhão não ser Político. Se é para garantir projetos para o Maranhão e em benefício do povo desse estado, não tem como não ser Político. Pois uma agenda comum que seja pró interesse público e do bem comum tem que ser Política. A ideia e o conceito de Política desde suas origens estão associados à coisa pública, a negócios públicos. Pois a Política é anterior e maior que a disputa eleitoral partidária, às coligações partidárias e às coalizões. Política nunca esteve restrita ao momento eleitoral... muito pelo contrário, ela é bem mais que isso, é bem mais que o exercício frio e seco do poder. A Política, em essência, sempre reivindicou algo maior, algo que envolva negociações, cooperações, consensos e decisões com objetivos claros. 

Que agenda comum é essa sem ser Política? Agenda comum que trate de interesse público e bem comum é Política. Que agenda é essa, Zé? Caso contrário é concerto sobre interesses estritamente privados...individuais e particularíssimos. Essa visão de política no estrito campo partidário e da disputa eleitoral é complicada, para não dizer lamentável. Ou Zé trocou as letras ou não quis dizer o que é a verdade sobre tal necessidade. 

Os argumentos de Zé Reinaldo em defesa de sua proposta são bem simples e objetivos. Zé Reinaldo começa seu texto reconhecendo, em tom de conciliação, que o ex-Presidente José  Sarney ainda tem algum prestígio e exerce certo grau de influência na esfera do poder federal, que o país passa por um momento difícil e o governo de Flávio vai precisar somar  mais forças para poder realizar ações em prol do povo. Daí a importância de uma aproximação com Sarney em prol do Maranhão. 

Alguns dirão, em tom de ironia, trata-se da velha parábola do filho pródigo. Cá entre nós, a briga de José Sarney e José Reinaldo só eles mesmos entendem. Briga que já rendeu textos de rancor totalmente desnecessários e não adequados a um ex-Governador e a um ex-Presidente da República. Enfim... coisa intestinal do sarneísmo que agora parece ter começado a ter um final feliz. 

O certo é,   a vitória de Flávio, como já comentei aqui nesse blogue, significa um ajuste intra-oligárquico, não uma ruptura com a teia oligárquica que domina cada um dos municípios maranhenses. Além disso, destaquei que havia a possibilidade de uma transição de conciliação (onde um lado ainda retem força a ponto de impedir que a parte sucessora encaminhe tudo ao seu modo). Retirando as intrigas pessoais e demagogias, Sarney não está tão distante do campo político de alianças de Flávio, vide a relação com o PT, Lula e Dilma. Dentre os aliados locais de Flávio há uma série de ex-sarneístas e outros não-sarneístas que não significam nada de diferente (alguém não conhece?).  

Qual a questão central disso? O contexto. Que a gestão de Flávio para realizar as promessas de campanhas e políticas necessárias para combater graves problemas iria depender da situação econômica do país e das condições políticas do Governo Federal é algo que parece bem óbvio. Flávio Dino para fazer um governo útil aos mais pobres e ser um governo regular no geral vai depender que a econômica do país melhore, que melhor controle e equilíbrio nas contas públicas do país. Porém, há um outro componente que nunca é mencionado: o Maranhão se acostumou a ser dependente em tudo e não consegue realizar nada sem o apoio financeiro do Governo Federal. Para complicar a situação, as obras realizadas no Maranhão são com custos astronômicos. Alguém sabe por quê? 

Diante do quadro crítico que vive o país com a crise econômica e o desgaste político da chefe do poder Executivo Federal, as chances de obter recursos e desenvolver projetos agora no Maranhão são reduzidíssimas. 

Onde entra Sarney? Exatamente na crise. Exato na perda de apoio que Dilma sofre no Congresso e junto ao povo e os conflitos internos do PMDB. Sarney e demais caciques do PMDB estão tentando recompor um núcleo e retomar o controle do partido que andava convulsionado pelo Eduardo Cunha. Isto é, as ligações que Flávio tem com Dilma, PT e LULA pouco pesam no momento, tendo em vista que a sustentação e  continuidade do governo de Dilma está nas mãos dos caciques do PMDB. 

Com recursos escassos e previsão de melhoras a longo prazo, o cenário não é favorável ao governo de Flávio. Flávio não tem influência no Congresso à altura de suas necessidades  de governador. Sarney ainda tem alguns recursos e dividendos de influência no congresso, mesmo não sendo do mesmo nível de tempos atrás. A lógica de Reinaldo pode ser de ceder a alguns caprichos dos sarneístas em troca de apoio no plano nacional. O que os ex-Presidente José Sarney quer nesse momento da sua vida além daquilo que alimente sua vaidade, que cheire ao reconhecimento de sua importância? Nada. Tudo que o ex-Presidente quer é reconhecimento. O Ex-Presidente Sarney certamente considera  injustas a avaliação de sua trajetória política e a forma com é tratado. Acontecendo um gesto na forma de honraria, de reconhecimento logo "todas as lágrimas secarão, todas as dores acalma-se-ão."  

Fundação da Memória Republicana e o acervo pessoal dele (Sarney) estão aí mesmo esperando  um termo (acordo). Isso foi só para exemplificar...

quinta-feira, setembro 25, 2014

Ataque contra Dino é reflexo direto da miséria política vivida pelo Maranhão



O Maranhão merece respeito! Mas é esperar demais de quem construiu uma carreira de "sucesso" à custa de uma pilhagem do Estado.

Não  causa espanto o fato de bandidos serem alçados à condição de personagem de campanha política. Vivemos uma extrema miséria política. 

Os fins e os meios dessa ação criminosa contra Flávio Dino revelam, de forma banal, a desqualificação dos beneficiados com isso. Principalmente para quem a ética não significa nada (relativismo absoluto).

A tradução é bem simples: só criminosos possuem vínculos estreitos com criminosos desse naipe.  Ou, melhor dizendo, só um criminoso poderia querer tirar tamanho proveito com um crime desse tipo. 

Não existe surpresa. O estamos vivendo é uma miséria política sem precedentes. Não se pode esperar outra coisa. O nível é tão baixo e desrespeitoso que desmerece qualquer atenção maior. 

Lamento que pessoas que se dizem de esquerda, libertárias e do campo progressista fiquem em silêncio, em uma espécie de omissão-cúmplice diante desse ato covarde e desleal contra Flávio. Quem é essa gente também? 

Flávio Dino só precisa ter a paciência de esperar o momento certo para responder de forma lapidar a essas agressões. Ganhando o governo não pode ter postura vacilante e dúbia igualmente ao governo da libertação. Não, não pode deixar de ser contundente. 

Desconstrução das referências simbólicas tem que ser uma das primeiras tarefas. Isso passa por restabelecer nomes originais de logradouros públicos, que foram rebatizados por pura bajulação dos lambedores de pés. Precisa homenagear quem realmente lutou e empenhou  avida em grandes causas, que teve reconhecido popular, quem obteve destaque nas artes e nas ciências.  É preciso restabelecer os símbolos oficiais do poder público (brasão do estado) nos órgãos e entidades estatais, contrariando o personalismo e patrimonialismo que desfigurou o nosso estado. É prioritário saber usar de forma transparente e legal duas coisas que ficam diretamente nas mãos de quem está à frente do Executivo: o cofre e a polícia. 

Lembro-me que fiz, durante o governo Jackson, a seguinte pergunta: Por que essa avenida da UEMA foi batizada de Lourenço Vieira da Silva? Ninguém me respondeu nada. Até hoje fico perguntando a justificação de tal homenagem. Pergunto agora: O nome de Maria Aragão não seria mais legítimo para essa avenida? Logo em seguida, ainda no governo Jackson, uma escola de ensino médio foi batizada de "29 de outubro", construída dentro do campus da UEMA (são Luís). Imediatamente após a esse fato... perguntei a um secretário: Por que não tiram o nome do filho de ACM da avenida que passa ao lado centro de Convenções? Ele me respondeu: "É preciso criar as condições". Pergunto agora: o nome do Gov. Jackson Lago não é mais apropriado que o nome do filho de ACM para essa avenida? Pois bem, Jackson foi cassado e Roseana assumiu o governo e logo na semana seguinte a escola "29 de outubro" virou "Paulo VI". É assim... 

A linguagem (sob todas as suas formas) é meio para construção de hegemonia... 

domingo, junho 15, 2014

A casa de veraneio do governo estadual e hospital para tratamento de câncer


Fiquei dias pensando sobre o conteúdo da propaganda partidária do PC do B, recentemente exibida nas redes de televisão. O que realmente expressa a mensagem do pré-candidato a governador, Flávio de Dino, quando trata da casa de veraneio do governo estadual? 

Sinceramente não consegui ver nexo entre a privatização, a venda da casa, e a construção de um hospital de tratamento de câncer. Se o pré-candidato focasse mais a necessidade e a importância do hospital de tratamento de câncer teria lucrado muito mais eleitoralmente. Mas soou estranho a avaliação do preço da casa em vinte milhões e a justificativa para sua privatização: festas, lagostas etc. 

Primeiro ponto. As festas lá realizadas, até hoje e em todos os governos passados, não são motivos suficientes e convincentes para que esse patrimônio público seja vendido, privatizado. Trata-se de uma visão animista da situação. Casa não faz festa, não é culpada pelo tipo de uso que se faz dela. Casa é coisa inanimada.

Segundo ponto. Onde 20 milhões constrói e equipa um hospital de tratamento de câncer?  É preciso se desfazer desse patrimônio público para construir esse hospital? Privatizar, entregar a particulares essa área beneficia o povo em quê? 

Creio que em nada beneficia o povo, mas a algum ou alguns empresários. Vai ser mais um trecho de praia privatizado e em benefícios de poucos. Além de ser mais uma brecha para levantarem torres para além da faixa de dunas. Edificações que estão alterando a ventilação e mudando a paisagem de uma forma nada racional. Como esse prédio em construção que aparece na foto, que simplesmente tomou uma área no sopé de uma duna, bairro São Marcos. 

A casa de veraneio do governo estadual pode e deve ser utilizada de outra maneira, de forma útil para povo e à serviço do povo. Inúmeros serviços e atividades podem ser ali desenvolvidas. Como um governo que aluga diversos prédios pode quer vender um prédio? Seria mais interessante falar em construir novos prédios para abrigar diversas secretarias e escolas que estão em prédios alugados. 

A mudança não vai eliminar esse sistema de aluguéis hoje existente? O que vai ser feito em relação a esse esquema de aluguéis? 

Vai ter maior serventia e significado público em respeito ao erário se o pré-candidato a governador, depois de assumir, se chegar a assumir, fizer um levantamento sério sobre a casta que recebe dinheiro público sem trabalhar. Implantar a transparência e que se saiba exatamente quem são os funcionários da CAEMA, UEMA etc. 

Existe uma casta que ganha salário sem trabalhar e para mudar tem que extirpar esse parasitismo sem nenhuma complacência. Que tal implantar ponto eletrônico e exonerar os que estão recebendo sem trabalhar? Que tal extinguir 20% dos cargos comissionados, de confiança etc.? Não seria inovador destinar parte dos cargos de confiança para estágio de jovens recém formados, selecionados através de provas? 

O hospital para tratar de câncer é uma excelente ideia e de grande valor humano, pois as crianças e os pobres dos Maranhão precisam ter a chance de tentar a cura para essa enfermidade com bastante casos registrados. Mas casa de veraneio do governo estadual está mal colocada nessa história.

O local da atual rodoviária é excelente para construir um hospital. Basta fazer outra rodoviária antes do aeroporto que sirva para a integração do sistema de transporte rodoviário e ferroviário. Deve aproveitar para criar a companhia estadual de transporte urbano, usando VLTs. Os trens de passageiros de São Paulo são empreendimentos do governo estadual. Agora, aliado dos tucanos, não vai ter como dizer que não sabe disso.  A região do Cariri  (Ceará) é servida por VLT, trecho entre Crato e Juazeiro. Instalar um VLT no trecho entre Miranda do Norte e São Luís é totalmente viável, isso se o interesse dos donos de Vans, de micro-ônibus não forem maiores do que o interesse Público. 

A casa do veraneio deve ficar como patrimônio público, todos os governos possuem cerimoniais, precisa saber administrar e dosar. Os jardins do Palácio dos Leões vão ficar abertos para os serviços das bike-lanches? 

A privatização dessa casa é armar a espoleta para um desgaste logo início do governo. Que mudança existe nisso? 


terça-feira, fevereiro 14, 2012

(Com alterações) Esperança e Fé - Votos de pesar


Irrestritamente e incondicional presto meus votos de pesar ao pai Flávio Dino, extensivo a toda sua família. Esperança e Fé, na Graça de Jesus! 

Pais não são para enterrar seus Filhos. Parece o lógico, o esperado e até mesmo natural. Vi um tio enterrar dois filhos... Segui o ritual de um dos enterros e vi o caminhar do pai durante o cortejo. Testemunhei o peso da perda naquelas pernas, em cada passo. Fiquei, a minha maneira, chocado. Que peso aquele pai carregava. Passei dias pensando naquilo, de uma reflexão virou um tormento. É duro, sem dúvida. Os pais não são para enterrar filhos.

Não muito tempo atrás, vivi uma outra notícia desse tipo. Morte de um garoto filho de pessoas amigas, queridas..  Casal de amigos (os conheci em tempos de diferentes). Todos amigos dos tempos de UFMA e do Direito. Passei duas horas pensando se ia ou não ao velório do garoto. Na madrugada resolvi aparecer por lá. Entrei no salão do velório e fui até o pai (meu amigo)  e dei um abraço nele, mas ao ver a tristeza e a dor da mãe (minha amiga)... faltou-me pernas. 

Antes desse fato, fui assistir a missa de sétimo dia de falecimento de uma garota, filha de um grande amigo querido. Outro momento difícil. Queria ter dito algo a ele, mas quais palavras? O que é possíveis dizer? Confesso que esse tipo de acontecimento produzem situações para as quais não tenho forças. Por isso, sempre evito estar presente. Covardia? Não. Simplesmente sou tomado por uma paralisia. 

Essa notícia sobre o garoto (Marcelo) do Flávio é lamentável. Muito mesmo.
A vida é curva, definitivamente curva para nossos olhos, para essa forma precária e temporária de existir. O que é a morte? Para que a morte?

A morte não é nada, não pode e não deve ser nada! Não merece ser algo, coisa alguma! Tudo só pode ter sentido pela vida. Tudo isso, esse existir só pode se afirmar pela vida. A vitória da vida, o prazer da vida, a grandeza da vida, o milagre da vida, a esperança da vida. Só me resta isso em formas racionais e religiosas para acreditar, crer piamente na VIDA!

Vivemos e renascemos. Vivemos e essa morte não pode ser mais que a mudança da nossa condição de vida, uma mudança no nosso existir. 

Aqui é o jardim, o local do plantio prazeroso do Criador, onde nós, sementes indócis, somos semeadas para uma germinação bruta, que torna possível o existir dessas plantinhas que precisam ser moldadas com o vento, o Sopro Divino. 

A vida é algo mais, creio profundamente. Não pode se resumir à morte!
A maturação e a tarefa imposta a cada um de nós não seguem esse nosso tempo, nem estão presas aos nossos planos. Segue um curso... para além de todo nosso exercício (válido) de sujeitos capazes de escolhas racionais. 

A nossa impotência é colossal! Certamente essa impotência é nossa e só para nós. Mas graças a isso podemos desfrutar do resgate e da absolvição! É por isso que a infinita misericórdia vem ao nosso encontro. O Grande Criador (Deus singular Amor) sabe de todas as nossas fragilidades e imperfeições.

A vida, sem dúvida, segue uma lógica que foge ao nosso entendimento, mas é algo infinitamente superior e perfeita a tudo que pensamos e idealizamos como perfeito e bom. Essa terra é o campo do grande Semeador. Ele cultiva suas flores, Ele as colhe, Ele define o destino de cada uma, mas as ama igualmente e infinitamente.  

Que a Graça Misericordiosa abrace e derrame sua luz, no amparo dos que sofrem a fim de suportarem aquilo que lhes foge ao entendimento e cujo domínio pertence exclusivamente ao Senhor! 

"Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.
Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados;
Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;
Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos. (II Cor. 4, 7-10)

"Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu também o penhor do Espírito.
Por isso estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor.
(Porque andamos por fé, e não por vista)." (II Cor. 5, 5-7)

Meu Abraço! 

 SEM PROPOSTAS - ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2022 O que tem movido os eleitores brasileiro diante das candidaturas à presidência da República este ...