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quarta-feira, abril 01, 2015

Esquerda esquizofrênica: a desinformação que alimenta o delírio

Fidel & Pinochet 
Depois que o PT assumiu o poder... apareceu uma legião de indivíduos de esquerda ("esquerda" no poder típica). A grande maioria dessa legião é composta por    elitistas   fracassados, pequenos burgueses com sentimento de culpa(mal resolvidos com as vantagens que tiveram na vida com o capital). E é essa turma que tem dado corpo à esquerda esquizofrênica. Não era para menos... com tal composição. O resultado, já bastante conhecido, são interpretações delirantes somadas a pura e simples ignorância sobre história. Então... deixo aos delirantes desinformados um pouco de história nessa foto. Kkkkkkk

sexta-feira, setembro 19, 2014

Dilma, Aécio: Pesquisas, oscilações e "crescimento".



Fora da cúpula do PT já começou uma euforia em torno de um crescimento de Dilma nas pesquisas. Por outro lado, Lula Continua em campanha, ora para si mesmo, ora para Dilma e de forma nada leve, tem atacado diversas pessoas sem distinguir, não preservando amizades e gentilezas. Lula colocou o PT não em um disputa eleitoral, comum em espaços democráticos, mas em uma guerra pelo poder. Por que isso? Já que a alternância é parte do regime político em vigor e perder uma ou várias eleições é comum. Fica claro que o PT e Lula não querem só mandatos. Há algo de mais profundo nessa ação tão feroz. O que é? Talvez o início da resposta esteja em uma outra pergunta: o que o PT e Lula temem diante do fato de ficarem fora do poder? 

Dilma já apresentou percentuais bem acima dos atuais. O que produziu um prognóstico nada humilde de Mercadante que, em 10 julho 2013, indicava vitória mais fácil do que em 2010, e com vitória no primeiro turno. Só que ele não combinou com o povo. O que está ocorrendo e sendo comemorado como um grande crescimento são oscilações dentro das margens de erro das pesquisas, com uma pequena diferença, em alguns casos. Nada que as pessoas mais lúcidas possas tomar com tanta euforia.

Essa variação nos números da Marina eram esperados, o confronto estava entre Aécio e Dilma. Marina estava fora, mas logo que entrou na cabeça da chapa e ocupou a segunda posição, o PT e o PSDB foram uma frente para atacá-la. Esses dois partidos estão fazendo de tudo para desconstruir Marina e sem medir esforços com uso de recursos sórdidos, explorando o medo etc. Porém, até agora, essa diminuição nas intenções votos e crescimento na rejeição de Marina não afetam seriamente sua candidatura. Todo e qualquer candidato tem uma faixa do seu eleitorado oscilante, menos ideológicos, menos ligado ligado ao debate político e mais influenciável. Mas os votos dela parecem estar bem mais consolidados do que os de Aécio.  

O Aécio não teve crescimento nenhum, se observada as margens de erros. E está tecnicamente empatado com Marina na rejeição (DataFolha). Esse resultado parece mais uma jogada de marketing, pois ocorreu logo após Fernando Henrique fazer reunir diversos empresários em um jantar, cujo o tema central foi "pode-se perder uma eleição ganha". O que na realidade, fora desse jantar, aconteceu de tão significativo a favor dele? Nada. Aécio não conseguiu ultrapassar a Bahia até agora e aparece nas pesquisas de intenção de voto como o terceiro colocado em Minas, estado onde governou e teria tido 92%  de aprovação. A maioria absoluta dos mineiros não deseja votar nele para presidente. 

Dilma ainda pode crescer mais, porém, sua candidatura tem uma rejeição bem à frente dos seus adversários e está extremamente consolidada. Para a parte mais bem informada e formada do PT, esse fator é muito preocupante. Pois estão vendo a eleição chegar e ela ficando com um dedo consolidado. O problema não é o rodapé é teto dela por conta da rejeição. No segundo turno o tempo é igual, o adversário vai ter para atacar mais e mostrar mais suas propostas. E toda essa sólida euforia se dissolver todinha no ar. Porque a exploração do medo com supostas ameaças ao Bolsa Família, à CLT, ao crescimento da homofobia e ao fim do Estado laico estão perdendo força e colocando o PT em sérias contradições. 

Ou o teto sobe ou a casa afunda rapidinho... e o delator do caso #petropropina (corrupção na Petrobrás)  já disse que existiu propina para comprar com prejuízo de 720 milhões de dólares a refinaria nos Estados Unidos da América. 



quinta-feira, julho 24, 2014

Época de pautas e agendas políticas

O Maranhão vive uma algazarra eleitoral político-partidária... um misto de levantamento de acampamento de nômades e liquidação de final de feira livre. 

No salão de festas dos atuais "donos do poder" o clima é de última dança no finalzinho da festa. Tem gente que já jogou os trajes fora, outros estão tentando reciclar a fantasia. Em redutos consagrados do sarneísmo, já tem sarneísta negando três vezes sua origem e condição. Ninguém bate mais no peito. Cadê os fiéis aliados? Para outros resta o desespero do final da doce vida palaciana e do status de classe ociosa, mas não é difícil que busquem ser integrados à nova casta que assumir o poder, típico de espécies parasitárias.

Mas, para além dos poréns, dos explicativos, exclamações, pausas, interrogações e reticência...  Há sempre expectativas em torno do poder público e, junto a isso, uma lista de prioridades. O poder público não existe legitimamente sem o compromisso e sem responder às necessidades dos cidadãos. Não existe um Estado legítimo quando o cidadão não pode esperar nada dele. A necessidade de corresponder às expectativas é a necessidade de realimentar a legitimidade do poder. 

Em síntese, quais as prioridades diante das reais necessidades da maioria absoluta dos cidadãos maranhenses? 

Uma tenta de resposta:
1- Combater o alto índice de Pobreza. O Maranhão goza hoje de ter perto de 1 milhão de famílias cadastradas no Bolsa Família. Se em termos absoluto já é significativo, em termos proporcionais é algo alarmante. Como um estado de um pouco mais de 6 milhões de habitantes pode ter próximo de 1 milhão de famílias inscritas no Bolsa Família? Ora, são famílias e logo fica claro que o contingente diretamente liga a esse programa representa uma parcela alta da população do estado. 

Isso preocupa, pois é uma situação de ESTAR menos pobre e não de SER menos pobres. Não representam condição autônoma e autossustentável de ter mais renda diretamente vinculada à atividade produtiva, a trabalho direto. Não sou contra o Programa Bolsa Família. Mas é preciso criar condições que reduza essa dependência direta, pois isso não pode ficar em uma situação crescente de inscritos. Se o número de inscritos aumentar ano após ano o programa ficará insustentável. Toda e qualquer pessoa séria e responsável sabe que cidadania não está restrita ao fato de tornar o indivíduo consumidor. A questão a ser debatida é: Quais as medidas que serão adotadas para reduzir o nível de pobreza e elevar a renda dessas pessoas? Quais os recursos e os meios que serão empregados? O que será feito frente aos arranjos produtivos locais para agregar mais valor aos seus  produtos e elevar o nível de rendimento desses produtores? 

2- Investimento massivo em Saneamento/habitação/urbanismo. As cidades do Maranhão como um todo cresceram de forma totalmente aleatória e sem um mínimo de regulação. O pior, nos últimos anos a situação tem piorado drasticamente. O poder público se tornou totalmente inoperante na sua tarefa fiscalizador e regulamentadora. Onde existiam calçadas as casa avançaram sobre esse espaço, os recuos das estradas sendo ocupado dia após dia, alamedas e praças são tomadas por barraquinhas e quiosques de toda espécie. O esgoto não existe, quando tem é para jogar os dejetos sem tratamento em rios e igarapés. São Luís é o maior exemplo desse tipo descaso, inoperância administrativa e falta de vontade política. 

O Maranhão é um estado de fossas e para agravar mais esse problema o programa Minha Casa Minha Vida tem financiado obras de habitação em áreas sem nenhuma infraestrutura. Conjuntos habitacional de centenas e milhares de unidades sem um metro de esgoto, sem nenhuma estação de tratamento.  Mais fossas. Além de serem projetos que não levam em consideração conceitos mais contemporâneo de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. A grande maioria desses conjuntos e condomínios não possui área de lazer para as crianças, as áreas externas são totalmente impermeabilizadas e sem árvores. E o mais dramático, é que após a entrega das unidades residenciais nasce, ao lado do condomínio ou conjunto habitacional, uma favela, invasão etc. Por que estão surgindo essas ocupações repletas de casebres ao lado desses projetos habitacionais? Por que está acontecendo isso? Quem cadastrou quem e quem recebeu o quê? Vide o que ocorreu recentemente na estrada de Paço do Lumiar. Quais as propostas para melhorar a mobilidade urbana? Quais ações e medidas urbanísticas serão tomadas visando a melhoria da qualidade de vida nas cidades maranhenses? 

3- Melhorar o sistema de Saúde. Todo o sistema brasileiro é deficitário, público ou privado. Só uma pequena casta gozam dos bons serviços do Sírio-Libanês. Os demais seres não conseguem ter atendimento de qualidade mesmo pagando. No Maranhão é preciso descentralizar o atendimento e, acima de tudo, cobrar dos governos municipais o cumprimento dos seus deveres. Não adianta aumentar a transferência de recursos para as prefeituras sem combater esse absurdo desvio de recursos públicos. A questão é complexa, requer empenho de todos os poderes. Mas o que poder ser feito de imediato? Com quais recursos? Como ampliar o acesso e melhor a qualidade do atendimento? Como levar o atendimento médico aos locais mais distantes e de difícil acesso? Quais investimentos e programas serão desenvolvidos de medicina preventiva? Quais medidas serão tomadas para ajudar os inúmeros jovens que são dependentes químicos e dependentes de drogas em geral?

4- Combater a grilagem e aumentar a Produção Alimentar. Tem que ficar claro quem é contra a esse crime e o que vai fazer de concreto para combater essa prática. A grilagem no Maranhão tem gerado mortes e injustiças de toda ordem na cidade e no campo. Qual a medida a curto prazo para combater a grilagem? Como isso vai ser feito? O que será feito da combater a violência no campo? Qual a ideia e modelo de reforma agrária defendida? Como a reforma agrária poderá ser utilizada para melhorar a produção alimentar, aumentar o nível de renda e da condição de vida? Que políticas serão adotadas frente ao agronegócio e a pequena produção familiar?

5- Melhorar e aperfeiçoar o sistema de Segurança Pública. A violência está crescendo de forma assustadora no Maranhão. Não é só a violência ligada diretamente às atividades já definidas formalmente como crime. Violência que cresce em todos os lugares. O número de homicídio aumenta, principalmente com o uso de armas de fogo. O efetivo policial no Maranhão está muito abaixo do necessário e a política pública de segurança adotada até agora tem dado pouco resultado. Alto custo e baixa eficácia. Nos últimos anos basicamente o governo tem comprado viaturas. Sempre o mesmo desfile de viaturas como combate à criminalidade. Qualquer um sabe que segurança pública exige outros recursos e investimentos. O que vai ser feito de imediato, a médio prazo e a longo prazo? Quais medidas e de onde sairão os recursos para isso? Quais programas, projetos e medidas serão adotadas diante da grave situação ado sistema prisional?

6- Educação: ampliar e melhorar a qualidade. Essa é uma das questões mais discutida. Quais as medidas, programas e projetos para melhorar a qualidade do aprendizado e a valorização dos profissionais da educação? Como garantir de fato vagas para todas as crianças em idade escolar no Maranhão? Com quais recursos? O governo estadual vai ou não alavancar a ampliação de creches públicas? Como isso será feito? Qual a projeto real de elevar o grau de qualificação profissional e capacidade técnica considerando as potencialidades regionais? 


7- Efetivo Controle Externo e Transparência. Toda a questão envolvendo mandonismo, patrimonialismo, nepotismo envolve a densidade moral em torno da coisa pública. Como e em que medida o Maranhão será mais republicano e a coisa pública vai valer alguma coisa? A oligarquia na concepção clássica (Aristóteles) carrega duas dimensões imediatas: uma quantitativa (quantos governam) e outra qualitativa (para quem governa). Ora é uma classificação que reivindica a identificação de ideia de governo. Combater oligarquia requer muito mais que um discurso de anti-  oligarquia. Combater a oligarquia requer mudar a ideia de governo e para quem governa. O que será feito com esse número de cargos de confiança e de cargos comissionados e os critérios para o acesso a eles? A população vai poder ter acesso à relação dos funcionários públicos estaduais e seus respectivos vencimentos? Como vai ficar o controle de presença (pontualidade e assiduidade)? Como vão ficar os gastos com aluguéis de prédios etc.? Quais medidas serão adotadas com as empresas que prestam serviços ao governo estadual, mas que estão ligadas aos políticos e aos parentes dos governantes? A licitações serão realmente licitações? O que vai ser feito com a casta ociosa que recebe dinheiro público mas que não vai trabalhar? 

8- Informar toda a população do Maranhão sobre a questão. Quem defende ou não a divisão do Maranhão e por quê? O problema é de centralização política ou de centralização administrativa? Precisamos mais de descentralização e eficácia administrativa ou descentralização política? O grau de integração do Maranhão não é bem maior do que o do Pará? Quem quer essa separação e por quê?


Isso é o mínimo para um debate Político, o mínimo envolvendo o interesse público. Propostas sem deixar claro e explícito o que fazer, como fazer, quando fazer, quais os objetivos  e quais os recursos é mero falatório sem compromisso e desprovido de responsabilidade. 

terça-feira, junho 04, 2013

Hoje é terça do quadradinho de oito


O quadradinho de oito é uma colossal peça do nosso momento histórico. Vivemos a marca de sermos a 7ª economia do mundo, mas sem desenvolvimento (combinação de crescimento econômico, melhoria na qualidade de vida, diminuição de desigualdades e mais efetivação de direitos). 

Nunca fomos tão maltratados na assistência médica/hospitalar, é horrorosa as condições dos transportes coletivos urbanos, as estradas a falta de melhores serviços nos aeroportos e absurda perversidade de manter o país sem trens de passageiros (tudo alimentado por lobby). O país ainda está aquém do nível regular de saneamento, esgotos e lixos não tratados atinge a quase totalidade dos nossos municípios.  
A educação é um capítulo vergonhoso, por um lado a massificação do acesso e de outro as precárias condições de funcionamento das entidades de ensino, tudo combinando com uma crescente desvalorização dos profissionais da educação, que ganham bem a quem do que corresponderia justamente às exigências de qualificação e atribuições profissionais. 

A violência cresce de forma absurda. Os crimes se multiplicam e a ideia penal no Brasil virou um carnaval sombrio: a desumanidade faz alternância com complacência e impunidade. O Estado perdeu a capacidade de gerir a pena e as vítimas são totalmente esquecidas. 

Você cria dádivas, mas sem garantir direitos. Isso é o quadradinho de oito.
A estupidez reinante entendeu que fazer justiça social é estritamente comer todo dia, que combater pobreza é unicamente garantir um renda mínima. Comer todo dia evita algumas tragédias, mas não resolve, por si só, a questão da pobreza acentuada. Pobreza nunca foi só menor quantidade bens materiais; sobre o pobre também recai o desprestígio social e inúmeras outras carências. "Nem só de pão vive o homem". 

Hoje o Brasil ESTÁ com menos necessitados, mas não TEM uma quantidade menor de pobres. A situação atual não revela uma mudança no grau de autonomia e capacidade pessoal de sobrevivência. Isso, para a grande maioria dos assistidos não teve aumento. Permanecem como clientelas, e boa parte é subjugada pelo uso eleitoral da distribuição dos benefícios. Soma-se a isso, o vergonhoso montante de pessoas cadastradas no bolsa família de forma indevida. 

O quadradinho de oito é a lógica reinante, mostra o grau de mentalidade e abstração que impera de cima para baixo e de baixo para cima. A corrupção é geral. 

A comissão da verdade já tem uma verdade. Não busca o esclarecimento dos fatos e nem chama todos para um reflexão sobre os caminhos desnecessários tomados no passado. Não. A comissão da verdade está insistindo erroneamente em apresentar uma verdade sem contraditório, mas está atirando no pé. Em um contexto de agudo descrédito dos políticos e das instituições políticas, não parece inteligente travar bate boca com ex-membros dos órgãos de repressão, tão pouco formar palanque para eles. Quem disse que 100% da população acha que o Golpe foi desnecessários? Se a pergunta for direcionada para saber a aprovação ou reprovação quanto aos métodos de tortura e às prisões, é muito provável... que a maioria esmagadora dirá que reprova. Mas isso não quer dizer que eles concordassem com uma revolução comunista ou socialista. Isto é, nem todos que são contra a tortura, foram ou são contra ao enfrentamento ao comunismo ou socialismo. Ainda existem os que acreditam na necessidade de uma intervenção preventiva. O bate-boca com os ex-militares (do período ditatorial) possibilita a eles serem  apoiados pelo coro dos descontentes. Basta ver como repercutiu algumas falas nas redes sociais. A verdade da Verdade pode ser a não planejada.  

Aposto que aquela bem intencionadas senhoritas ... pensaram que o quadradinho é um dado, que é um cubo. O cubo NÃO TEM oito faces, mas TEM oito vértices. É uma questão de boa vontade. Se não fizer tal esforço não é politicamente correto. Eis uma das lógicas do nosso tempo: onde a realidade e a abstração não coincidirem com os esquemas de enaltação pró-perpetuação no poder, serão anuladas ou estendidas até onde podem servir de justificação, pouco importando a consistência, o que mais importa é a distração dos sentidos em forma de festa fascinante. Tanto assim, que a precariedade, a decadência é enaltecida como manutenção das tradições e da originalidade. 
Enfim, chegamos à fórmula politicamente correta de cada um no seu quadrado. 
Hoje é terça do quadradinho de oito no país endinheirado que fica mais pobre. 

 SEM PROPOSTAS - ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2022 O que tem movido os eleitores brasileiro diante das candidaturas à presidência da República este ...