Tem algo...que fico a pensar: Por que os empresários não param dois dias seus negócios? Dois dias...só isso. Já que nessas manifestações estão só os membros das elites... que fique bem claro.
Outra coisa que não consigo alcançar é essa "lógica militante": todos os erros que cometo não podem ser repreendidos, porque outros erraram e ficaram impunes. Usar a impunidade alheia como critério de legitimação e orientação ideológica é algo que minha mente não alcança. Que projeto político essas pessoas têm? Ao dizer que os outros ficaram impunes por atos iguais já é uma confissão que errou! Querer transformar o erro que você mesmo condena nos outros como algo positivo para si é estranho... para não dizer doente.
Mas o mais perturbador são os cretinos.... (depois falo deles)
Democracia é sempre mesmo o risco de uma guerra civil.... Não existe democracia sem maioria móvel..que possa mudar e como legitimidade fixa. A vontade muda...
Existe maior golpe que pregar durante décadas ética na política e compor seu governo com os maiores corruptos e com todas as sobras do regime autoritário ?
O fundo...está posto. As esquerdas estão tão imbecilizadas que colocam como alternativa para essa massa descontente os sectários reacionários. A esquerda não consegue mais ver a realidade para além do umbigo (a elite sindical e de alguns movimentos aliados ao governo).
domingo, março 13, 2016
domingo, fevereiro 14, 2016
Questão hídrica no Maranhão
Quantas barragens e represas temos para garantir abastecimento de água potável as nossas cidades? Alguém sabe?
O Maranhão é o estado que mais causa preocupação hoje no Nordeste no tocante à segurança hídrica. Porque é o estado do Nordeste menos preparado para enfrentar secas, longas estiagens. Falta experiência, obras e programas voltados para isso. Os demais estados nordestinos foram acumulando obras, experiência, vivência e tecnologia para enfrentar a seca ao longo de séculos. Mas os poderes públicos no Maranhão parecem muito alheios a isso. No Maranhão se perfura poços sem a menor fiscalização.
Esse último período de estiagem foi mais que suficiente para autoridades perceberem que algumas cidades passaram por sérias dificuldade de abastecimento. Em Miranda do Norte o grande negócio foi vender água.
Ora, chega o período chuvoso, mas toda essa água em quase nada é aproveitada em termos de armazenamento para abastecer a população no período de estiagem. Basta ver os rios... todos cheios, o nível da água bem acima do normal, mas toda essa água vai direto para o Mar, por não existem ao longo do rio Itapecuru (nem no Pindaré, Mearim etc) barragens que possam receber essa água a mais trazida pelas chuvas.
Estudos comprovam queda pluviométrica nos últimos cem anos.
Não podemos mais continuar reproduzindo as práticas do passado e ignorar essa questão.
Podemos fazer sistemas simples aproveitando a topografia e fazendo a água ir para o reservatório por gravidade. Só precisa existir o querer...
segunda-feira, fevereiro 08, 2016
O Carnaval como negação
O Carnaval já foi objeto de estudo da moda nas academias. Quando cheguei nesse universo era moda uma interpretação "antropológica" de Roberto DaMatta. E eis que para aquele conjunto de seguidores e fãs desse antropólogo todos os Carnavais do Brasil era um só e cabendo exato naquela palavras. Li a obra do senhor DaMatta e não vi nada dos meus Carnavais e nem da minha experiência e vivência de Carnaval. Vi que naquela visão existia uma forma de expressão e apropriação e, eu, nunca consegui ver o Carnaval como uma forma exata de manifestação e apropriação. A tal da inversão tão enfatizada pelo antropólogo supracitado cabe tanta relatividade quanto as leituras sobre as diferentes culturas. O Carnaval tem um universo de possibilidade de ser vivido, percebido e negado. Assim é feita minha humilde noção de Carnaval.
O Carnaval sob todas as formas é fantasia. Fantasiar está presente em qualquer cultura, mas essas nossas fantasias e seus desdobramentos é que são diferenciadores (particularidades) . Um desses desdobramento é ratificar festivamente nossa distância de um universo propriamente cartesiano, newtoniano e aristotélico. Porém, isso não é fixo, a dinâmica cultural tem sido avassaladora nos último tempo, aqui, entre nós, vivemos um avanço do fascismo social na forma de facciosismo religioso, reacionário e intolerante que tende a desrespeitar a pluralidade e demonizar tudo que está fora do seu universo de "crença". Um verdadeiro inferno de ideia e pobreza política.
Ontem vi mais policiais que foliões no região da Madre D'Deus e São Pantaleão, Praia Grande e Passarela... Ao menos a preocupação com a segurança foi forte e boa.
Que gestor municipal pode querer que milhões sejam gastos em municípios de outros estados da federação?
O atual "prefeito" de São Luís é uma fantasia ...de um Carnaval como negação.
sexta-feira, janeiro 01, 2016
2016 um ano para não ter cochilo no Governo do Maranhão
Completado um ano de Governo, na gestão Flávio Dino. Primeiro ano de governo, suspeito que tenha sido um ano de muita aprendizagem e de constatações óbvias: o que separa o olhar de quando não se é governo do de quando se é Governo. Deve ter sido o momento para esse grupo político no poder ter melhor sentido o peso das responsabilidades e as pressões dos compromissos.
Fazer um Governo de Lei nunca foi fácil, fazer um governo democrático é sempre muito difícil. Conviver com os ataques dos viciosos e a fúria do contraditório é uma equação complexa.
Mas, 2015 acabou. Nada demais e nem de menos. As coisas no Maranhão permaneceram em certa normalidade institucional e administrativa. Isso já foi bom!
Agora, 2016 é a questão maior e o começo da fase pós lua-de-mel do eleitora para com o Governo.
Então vou ser breve.. até porque a minha torcida e meu crédito a esse governo incluiu 20 meses sem dizer nada. Além disso, no governo está cheio de técnicos e profissionais pagos para fazer tais observações.
Primeiro, o Governo atual deve lembrar que existem duas coisas que são chaves na realidade do Maranhão: Aumentar a renda (diminuir miséria) e aumentar a arrecadação (com aumento de produção). A essas preocupações seguem outras duas: melhorar a qualidade da educação e o do atendimento de saúde.
A fórmula de aumentar a arrecadação com aumento de 1% aqui ou ali nos impostos não pode mais continuar no quadro para 2016 com inflação e recessão.
Retirar ou retardar o repasse de certos recursos às autarquias etc. para investir em obras não é algo que pode permanecer a médio e a longo prazo.
Criar facilidades e flexibilização para incrementar a produção precisa ser pensado seriamente nesse momento. Ao mesmo tempo combater o sistema de sonegação existente em vários setores.
Implementar novos procedimentos administrativos, padrões de serviço, formas de fazer e fórmulas de procedimentos pode ser a alternativa para ter mais dinheiro para investimento social. O governo precisaria fazer mudanças administrativas e assumir a ideia de INOVAÇÃO, visando reduzir custos e gastos e melhorar os serviços.
No âmbito da administração o Governo Estadual precisa estabelecer metas para diminuir custos e reduzir desperdícios. Principalmente diminuir consumo de energia, de água, de combustível, de papel etc. O desperdício de energia nas repartições estaduais é gritante. Outro exemplo de desperdício é a quantidade de carros utilizados em atividade que não é atividade fim.
Portanto, o ano de 2016 clama por um choque administrativo que vá bem além de remover aliados dos antigos ocupantes do poder.
O Estado precisa tornar mais eficaz o sistema de arrecadação, combater a sonegação, mas incentivar de todas as formas o produtor, o empreendedor. Os postos da fazenda estadual nas divisas precisam passar por mudanças.
O período que se abre é esperado como de recessão e isso tem várias implicações. Em períodos incertos os investidores e empreendedores tendem não arriscar, não investir e fechar o negócio para não perder patrimônio. Isto é, retração do capital produtivo, menos postos de trabalho, mais desempregados e menos contribuintes e menos consumidores efetivos. Por isso, tem que existir incentivos para manter um certo nível de investimento produtivo.
Retirar ou retardar o repasse de certos recursos às autarquias etc. para investir em obras não é algo que pode permanecer a médio e a longo prazo.
Criar facilidades e flexibilização para incrementar a produção precisa ser pensado seriamente nesse momento. Ao mesmo tempo combater o sistema de sonegação existente em vários setores.
Implementar novos procedimentos administrativos, padrões de serviço, formas de fazer e fórmulas de procedimentos pode ser a alternativa para ter mais dinheiro para investimento social. O governo precisaria fazer mudanças administrativas e assumir a ideia de INOVAÇÃO, visando reduzir custos e gastos e melhorar os serviços.
No âmbito da administração o Governo Estadual precisa estabelecer metas para diminuir custos e reduzir desperdícios. Principalmente diminuir consumo de energia, de água, de combustível, de papel etc. O desperdício de energia nas repartições estaduais é gritante. Outro exemplo de desperdício é a quantidade de carros utilizados em atividade que não é atividade fim.
Portanto, o ano de 2016 clama por um choque administrativo que vá bem além de remover aliados dos antigos ocupantes do poder.
O Estado precisa tornar mais eficaz o sistema de arrecadação, combater a sonegação, mas incentivar de todas as formas o produtor, o empreendedor. Os postos da fazenda estadual nas divisas precisam passar por mudanças.
O período que se abre é esperado como de recessão e isso tem várias implicações. Em períodos incertos os investidores e empreendedores tendem não arriscar, não investir e fechar o negócio para não perder patrimônio. Isto é, retração do capital produtivo, menos postos de trabalho, mais desempregados e menos contribuintes e menos consumidores efetivos. Por isso, tem que existir incentivos para manter um certo nível de investimento produtivo.
Sem emprego e sem incentivo à produção a renda não melhora. Capacitação e apoio aos arranjos produtivos existentes devem ser um esforço diário (24 horas) do governo.
O governo estadual não pode, nesse momento dispensar totalmente o serviço terceirizado sob risco de comprometimento com a Lei de responsabilidade fiscal. A questão não é só o aumento da folha de pagamento, mas também a queda na arrecadação em um cenário de crise.
O governo estadual não pode, nesse momento dispensar totalmente o serviço terceirizado sob risco de comprometimento com a Lei de responsabilidade fiscal. A questão não é só o aumento da folha de pagamento, mas também a queda na arrecadação em um cenário de crise.
Na educação. Sempre que aparece uma escola de taipa, uma construção precária sem as instalações devidas e necessárias, causa revolta. É vergonhoso. Mesmo que só uma.
Mas, por mais revoltante que seja, as instalações físicas precárias não é o maior problema da educação fundamental. Qual o percentual (média) por região de escolas de taipa? Qual a média de escolas de taipa no Estado? Qualquer pessoa sabe que não é 100%, nem 80%, nem 70%... O maior problema na educação vem da gestão. A educação precisa mais do que prédios. Os prédios devem ser feitos e essas construções para zerar a escola precárias não gasta mais de seis meses. É só ter os recursos.
Em alguns municípios, as escolas precárias são o retrato da impunidade que goza o gestor local, o senhor prefeito. São os desvios dos recursos públicos que impossibilitam escolas melhores, com boas instalações. A outra metade é a gestão de pessoal: número de professores insuficientes, um grau elevado de professores sem efetiva presença no trabalho, professores à disposição e desvio de função. A corrupção nos municípios do Maranhão é gritante! Fortunas que nascem da noite para o dia, prefeito ostentando riqueza sem o menor constrangimento.
Quanto à situação municipal cabe ao governo estadual colocar a polícia para trabalhar nisso e pedir ao ministério público e à justiça maior cuidado com esses casos.
Na esfera do ensino médio e de responsabilidade do governo estadual, cabe uma melhora no sistema de registro e controle das atividades. Informatizar tudo. É preciso saber quantos professores estão em sala de aula, quantos estão de licença, quantos estão à disposição e melhorar o controle de presença/frequência. Além disso, detectar o servidor com acúmulo indevido etc. O aumento do efetivo de professores precisa ser acompanhado de algumas medidas de otimização dos recursos.
Mas, por mais revoltante que seja, as instalações físicas precárias não é o maior problema da educação fundamental. Qual o percentual (média) por região de escolas de taipa? Qual a média de escolas de taipa no Estado? Qualquer pessoa sabe que não é 100%, nem 80%, nem 70%... O maior problema na educação vem da gestão. A educação precisa mais do que prédios. Os prédios devem ser feitos e essas construções para zerar a escola precárias não gasta mais de seis meses. É só ter os recursos.
Em alguns municípios, as escolas precárias são o retrato da impunidade que goza o gestor local, o senhor prefeito. São os desvios dos recursos públicos que impossibilitam escolas melhores, com boas instalações. A outra metade é a gestão de pessoal: número de professores insuficientes, um grau elevado de professores sem efetiva presença no trabalho, professores à disposição e desvio de função. A corrupção nos municípios do Maranhão é gritante! Fortunas que nascem da noite para o dia, prefeito ostentando riqueza sem o menor constrangimento.
Quanto à situação municipal cabe ao governo estadual colocar a polícia para trabalhar nisso e pedir ao ministério público e à justiça maior cuidado com esses casos.
Na esfera do ensino médio e de responsabilidade do governo estadual, cabe uma melhora no sistema de registro e controle das atividades. Informatizar tudo. É preciso saber quantos professores estão em sala de aula, quantos estão de licença, quantos estão à disposição e melhorar o controle de presença/frequência. Além disso, detectar o servidor com acúmulo indevido etc. O aumento do efetivo de professores precisa ser acompanhado de algumas medidas de otimização dos recursos.
O que precisa acontecer logo como mudança? Acabar com funcionário que recebe sem trabalhar. Tanto no ensino médio como no ensino superior do estado.
O problema da saúde passa por um coisa chamada municipalização. Basta ver a Dengue... Ela cresceu exatamente com a municipalização. O Governo do estado não pode assumir aquilo que o sistema já previu como sendo de competência dos municípios. O governo estadual precisa se concentrar em alguns centro especializados e de maior complexidade (uns seis). Descentralizar, dotar cada região de um grande cento desses e, no mais, focar na prevenção, em campanhas e ações suplementares (como essa da saúde bucal para as crianças).Estabelecer metas de redução de hanseníase, de tuberculose, dengue etc. Tornar a questão das drogas como de saúde pública e investir mais em prevenção/educação e recuperação de dependentes químicos.
A Segunda parte prometida.
Queridos e antropomórficos Leões, o segundo escalão precisa ser revisto. Há setores e atividades que estão deixando muito, muito a desejar.
Queridos e antropomórficos Leões, o secretariado precisa ser mudado. Já deu para notar os que não possuem as habilidades, o empenho e capacidade que o momento exige. Existem secretarias que praticamente assumiram a invisibilidade. Tem secretaria que as atividades não estão bem e que vão causar desgaste ao governo logo logo. Isto é, tem secretaria em que as coisas não estão acontecendo.
Nenhum Governo humano é perfeito, mas é preciso cuidar dos setores que são estratégicos para os serviços e atendimentos não terem queda de qualidade e de volume de atendimento.
O gestor necessário agora é aquele que tem competência e habilidades de trabalhar e apresentar resultados com poucos recursos. Esse gestor tem que ser inovador e criativo. Além de muito arrojado. Aquele que seja capaz de maximizar a qualidade do gasto.
Não pode existir secretaria sem programas, sem metas e sem ações com visibilidade.
É preciso existir mais ações ações integradas, mais programas conjuntos de secretarias.
Cuidado para o governo não virar um arquipélago (a minha secretaria é a melhor, eu sozinho sou o gênio).
No mais é manter o empenho e a vontade de realizar e atender o povo. São visíveis alguns bons feitos nesse um ano de governo e torço para o curso dos acertos serem mantidos. Mas não podem esquecer uma coisa: a promessa da Mudança!
A Segunda parte prometida.
Queridos e antropomórficos Leões, o segundo escalão precisa ser revisto. Há setores e atividades que estão deixando muito, muito a desejar.
Queridos e antropomórficos Leões, o secretariado precisa ser mudado. Já deu para notar os que não possuem as habilidades, o empenho e capacidade que o momento exige. Existem secretarias que praticamente assumiram a invisibilidade. Tem secretaria que as atividades não estão bem e que vão causar desgaste ao governo logo logo. Isto é, tem secretaria em que as coisas não estão acontecendo.
Nenhum Governo humano é perfeito, mas é preciso cuidar dos setores que são estratégicos para os serviços e atendimentos não terem queda de qualidade e de volume de atendimento.
O gestor necessário agora é aquele que tem competência e habilidades de trabalhar e apresentar resultados com poucos recursos. Esse gestor tem que ser inovador e criativo. Além de muito arrojado. Aquele que seja capaz de maximizar a qualidade do gasto.
Não pode existir secretaria sem programas, sem metas e sem ações com visibilidade.
É preciso existir mais ações ações integradas, mais programas conjuntos de secretarias.
Cuidado para o governo não virar um arquipélago (a minha secretaria é a melhor, eu sozinho sou o gênio).
No mais é manter o empenho e a vontade de realizar e atender o povo. São visíveis alguns bons feitos nesse um ano de governo e torço para o curso dos acertos serem mantidos. Mas não podem esquecer uma coisa: a promessa da Mudança!
Feliz 2016 ..Agradecimento aos leitores
Mais um ano que passou e mais uma vez que tive a grata honra de ter vocês como leitores, leitores fiéis. Nunca imaginei que diariamente e mensalmente ia ter tantas pessoas acessando esse blogue, entrando em contato com essas notas que faço de forma despreocupada e apressada. Muito Obrigado!
Todo o ano é sempre o mesmo desafio de arrumar tempo para atualizar. 2016 será mais um ano para enfrentar esse desafio, mas podem esperar... vou atualizar.
Obrigado, leitores!
quarta-feira, dezembro 23, 2015
Votos de Feliz Natal
#FelizNatal - Tem uma lição sociológica que, longe de pretender doutrinar, catequizar ou teologizar, nos diz muito sobre a vida. Essa lição é de Weber,particularmente, quando deixa claro que damos sentido às ações conscientes que praticamos. Olhando por esse prisma não fica muito difícil perceber que a vida acaba mesmo sendo um esforço-continuado-de-sentido. O Natal Cristão, construído sobre o nascimento de Jesus é um dos mais belos esforços de significar a vida, de pôr sentido nas vidas presas a esse Planeta. Fraternidade, Caridade, Solidariedade e Amor ao Próximo. Tarefas incríveis e difíceis. Mas o que seria a vida se fosse só atender os básicos instintos, às contingências da necessidades inatas? Weber nos faz ver algo significativamente importante para além do natural (do que é dado), do que não teve nossa opção. O sentido do Natal Cristão é que a vida vale a pena e não é um acontecimento sem sentido. Jesus aparece exatamente como vida: "Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. (João 10:9)
O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância."
(João 10:10)
Feliz Natal! Graça e Esperança. Feliz Natal a todos e a todas, especialmente aos pais e mães, aos homens e mulheres que perderam seus empregos, que estão com seus salários atrasados e que passam pela dor (doença etc.).
sexta-feira, dezembro 18, 2015
STF, impeachment e o Brasil ruindo!
O nível da superficialidade é incrível. O casuísmo e facciosismo cego são mais que motivos para profunda preocupação. Eu não estou em torcida. Não me permito enquanto cidadão e tampouco como cientista social.
Não é responsável não se permitir enxergar toda a gravidade e complexidade do problema que estamos imersos. O que o STF está fazendo é um aprofundamento da deformidade do Estado brasileiro, cuja ideia de Estado já está diluída desde 1988 e com as sucessivas reformas e entendimentos do supremo.
Se a paridade legislativa entre Senado e Câmara Federal já era questionável, agora a supremacia do Senado consagrou um bizarrice, porque desqualifica a representação da soberania popular: Câmara Federal. É um ataque à Democracia ao enfraquecer a casa legislativa da representação popular.
O Senado com tais poderes (que só por uma Constituinte poderia ser dado e nunca pelo STF. O STF não tem legitimidade para requalificar essas competências e peso de poder) consolida o STF como um poder imperial, uma togacracia.
Além disso, hiper dimensiona o poder das oligarquias, que sempre fizeram do Senado um locus de barganhas pessoais para manutenção de séquitos. O Senado brasileiro é um estorvo ao interesse público. Sua composição e os interesses lá presentes são bem mais distantes do interesse público do que na Câmara. São 81 senhores que acabam tendo um voto mega valorizado e onde, óbvio, o Governo acha maior facilidade de alinhar e conseguir adesão.
O que as turmas das torcidinhas não enxergam são as consequências para o conjunto das Instituições republicanas e democráticas em curto, médio e longo prazo.
A continuidade de Dilma por derrota do impeachment não resolve a incapacidade dela de governar e nem sua falta de sustentação política no Congresso. Isto é, ingovernabilidade permanecerá em um momento que exige Governabilidade.
A permanência de Dilma vai alimentar ainda mais os confrontos e os protestos, que podem assumir formas mais dramáticas com o aprofundamento da crise econômica.
Com o STF contaminado do partidarismo vulgar entramos no risco do último recurso.
O PT parece que está mesmo apostando na tragédia para tirar algum lucro para sobreviver como vítima. A situação de Dilma já ultrapassou só a questão de ter ou não ter cometido crime de responsabilidade...
Qual o custo da emergência dessa salvação do PMDB do Rio de Janeiro?
Qual o significado da guinada acentuada da Globo na direção de Dilma?
Renan é o novo herói dos esperançosos petistas? O que quer ele?
Só irresponsáveis insistem em não enxergar a complexidade e a profundeza do problema. .
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