quarta-feira, dezembro 01, 2010

DARWINISMO POLÍTICO LULISTA

Em Estreito (MA) - Lula protagonizou uma cena inesperada para quem vai sair da Presidência com um índice de aprovação altíssimo, "nunca visto antes na história". Então, que fez o Presidente ficar tão irritado no Maranhão? Por que estava tão inquieto e sem humor?

Quem pensa que a irritação de Lula foi só com a pergunta sobre a “oligarquia Sarney” está enganado. O Presidente também não foi nada tolerante quando teve que responder sobre as mensagens do wikileasks, que revelam farpas entre dois ministros seus.

No ápice de sua irritação, Lula enganchou o evolucionismo e a política em só sopro de repente. O que devem ter pensado, no além, Platão, Aristóteles, Maquiavel e Darwin? Difícil saber, mas deve ter ocorrido um ai, ai, oiô, oiô ou algo assim. Aqui, é óbvio, virou uma tese na cabeça da Marilena Chaui.

Lula estabeleceu, no Maranhão, essa nova teoria evolucionária, partindo do pressuposto que tudo que é contra Sarney é um estado atrasado, ou estágio inferior da evolução política. Não bastando ele crer, quer que todos acreditem na sua crença. Lula detesta ser contrariado.

O homo sarneyus, segundo Lula, seria o estágio mais avançado da evolução política, o ápice do zoon politicus.

Nessa concepção evolutiva vale tudo para permanecer no poder, sobrevivem os mais espertos, os mais sem coerência e os que mais fogem de princípios.

Lula tem vários méritos, mas a irritação não vai tirar da sua biografia que foi o Presidente mais fiel ao maior oligarca depois de 1930 e a herança mais destacada do período ditatorial. Eis o genuíno darwinismo político lulista!

Nem todos têm essa evolução ou querem merecer tal coisa! Muitos são os que preferem a situação primitiva da coerência e da não-relativização de todos os seus princípios!
Eis a questão, Presidente!

terça-feira, novembro 30, 2010

Uma rapidinha: Pontuando Política & Curiosidades

Ministério Público Federal quer investigação no programa Minha Casa, Minha Vida. O MPF desconfia de formação de cartel e já enviou ofício à Secretária de Defesa Econômica. Se o MPF se dedicar mesmo a investigar esse Minha Casa, Minha Vida...em todos Brasil vai encontrar irregularidades e favorecimentos de toda ordem. O dinheiro está vazando pelo ladrão!

O site da Wikileaks revela mais documentos e mostra que as embaixadas americanas são pontos de espionagem. Em documento os USA reclamam do Brasil pela a ausência de uma legislação definindo terrorismo. Ver no wikileaks.org.

Dilma ensinou política marxista-leninista aos trabalhadores. A presidente queria conscientizar o proletariado para mudar o Brasil. O tempo conserta muitas coisas. A campanha foi feita em cima das conquistas econômicas, leia-se: pujança capitalista. Classe C consumindo mais. Além disso, pediu voto para Roseana Sarney, fóssil da ditadura o do mandonismo. É o que diz o ditado: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

A usina de Estreito. Já começou a encher o reservatório. Lula bateu a mão no botão. Hidroelétrica energia limpa, mesmo apresentando alguns problemas como inundação de enormes áreas, deslocamento e remoção de comunidades. Agora..soa estranho a termoelétrica em Miranda, e as que querem instalar em São Luís. Qual é o esquema? Termoelétrica é a coisa mais ultrapassada e poluente que existe. Quem está lucrando em cima dessa tragédia? Por que não se investe em energia eólica, solar e de força marinha? No Maranhão não existe consumo para toda essa oferta, o que há é um esquema de liberação para implantação desses monstros poluidores que são as termoelétricas.

Festival de gastronomia no Mercado Central. Falta garantir condições em termos de higiene, segurança e atendimento. O chão há tempos não é lavado, mendigos, jovens drogados a todo instante caem sobre a mesa pedindo um pouco da comida, no final você fez uma boa ação humanitária, mas volta com fome, pois tem que dar a comida toda.

Já fui agredido verbalmente por uma senhora “proprietária de um restaurante” do Mercado Central. Motivo: sentei na “cadeira dela” e tinha feito um pedido no restaurante vizinho. Não vi as “diferenças” nas mesas e cadeiras, sentei para esperar minha comida. Antes de ser avisado ou informado, fui agredido verbalmente por essa senhora, “dona do pedaço”!
Os espaços públicos de São Luís são todos privados. São nesses espaços que você é mais violentamente maltratado. Nítida cumplicidade da Prefeitura para dando continuidade ao velho esquema de apadrinhamento e clientelismo nas licenças. Só fica e só exploram esses lugares os aliados, os cabos eleitorais do prefeito e dos vereadores. Herança do domínio jacksonista na prefeitura.

segunda-feira, novembro 29, 2010

RIO: FORÇAS ARMADAS EMPRESTARAM CREDIBILIDADE E A OPERAÇÃO PASSOU A SER APOIADA PELA POPULAÇÃO.


ilustração: francisco araujo


O êxito da operação militar no Complexo do Alemão tem um fator importante: a colaboração da população. Pela primeira vez as pessoas colaboraram. Por que isso não ocorria antes? Porque as operações eram marcadas por violência e sem respeito às garantias individuais e coletivas. A população era duplamente agredida. Havia excesso e a população era oprimida tanto pelas tropas da bandidagem quanto pelas tropas da polícia. Além disso, as operações não traziam nenhuma promessa de paz  e proteção continuadas, de melhores condições de vida e garantias à população que compõe o complexo.

A participação das Forças Armadas foi crucial para gerar confiabilidade na população e fazer os bandidos se sentirem mais acuados. Atirar contra as Forças que representam a segurança nacional tem um peso psicológico e simbólico grende. Vai brigar com o Brasil... ? Equação difícil para aquela molecada armada e enrolada com a criminalidade.

Outra questão não quer ser esquecida. Por que isso não foi feita antes? As classes médias consumidoras de drogas ilícitas glamourizavam a bandidagem, minimizavam a questão e patrulhavam as opiniões contrárias. Não só demonizavam a polícia e enalteciam o papel social dos bandidos: como “promotores de benefícios sociais”, como também ocultavam a triste condição de reféns em que viviam os moradores.
As demais frações das classes médias ficavam alienadas no interior dos “seus mundos distantes” ou eram enganadas na sua boa fé. Essas últimas, em grande medida, passaram a acreditar que tinham que aceitar a barbárie dos bandidos, porque eles eram frutos de uma injustiça social, vítimas da omissão do Estado. Numa prática de autopunição silenciosa.
As primeiras, isoladas nos seus condomínios fortificados, shoppings de luxo, no calor do consumo de bens caros e presas à fé da ascensão social por puro mérito individual e individualizadas, não quer ver a favela e os favelados que se entendam.
Em todas essas frações das clásses médias existem pessoas que sustentam o tráfico enquanto consumidores vorazes, mas que não se sentem responsáveis e ainda gozam de um privilégiodo no aparato legal, que os exclui de qualquer punição.

Em foco. Foi preciso a violência dos criminosos descer os morros em bloco e desfilar intensivamente pela cidade para que o Estado procurasse dar uma resposta mais confiável.

Na verdade, a iniciativa foi dos bandidos, sem a ação agressiva e expansionista deles, talvez tudo ainda estivesse como dantes. Foi preciso colocar em xeque a imagem do Brasil internacionalmente para que aquelas populações-vítimas pudessem ganhar visibilidade social e reconhecimento das suas necessidades de cidadania.
O Estado acordou, mas não por ter visto o direito dos pobres em frangalhos, foi para não por em risco os direitos dos setores sociais médios e ricos, a menor porção da sociedade que goza de cidadania.

Agora as classes médias não acreditam no que estão vendo nas suas TVs digitais e, admiradas, descobrem que os traficantes são filhos de alguma mãe, que essas mães também choram, que são jovens e crianças armadas etc. A mãe entregou o filho quando sentiu a força sendo empregada de forma moderada, respeitando a lei, sem flagelos e humilhações desnecessárias. Nítida demonstração de quem viva sobre o terror de todos e de tudo.

A questão aberta é: o Estado fortaleceu sua legitimidade através da adesão em massa dos cidadãos, mas sua omissão de décadas ficou totalmente exposta. Moral: o apoio á ação de força do Estado é, em síntese, um aprofundamento da exigência sobre o papel de governo do Estado. Os governos estão obrigados a oferecer condições de cidadania a essas populações, sob pena de tornar perigosamente crônica a descredibilidade na sua capacidade regulatória, promotora e defensora dos direitos civis, políticos e sociais. Enganar essa esperança é enterrar a política e entregar a vida aos impulsos da barbárie.

sábado, novembro 27, 2010

UEMA: CADÊ O RESULTADO? OPOSIÇÃO OU GOLPISMO?


Primeiramente quero deixar claro que sou a favor da apuração de toda e qualquer denúncia, independente do lado que a formule. No entanto, é preciso apresentar as provas, caso contrário, será um cúmplice.

Quando votei fiz uma opção não uma entrega de minha consciência, nem da minha crítica e liberdade.

A guerra judicial já estava preparada e, para nosso espanto, a dita oposição de esquerda da UEMA apareceu alinhada com o que há de mais reacionário e de extrema direita dentro da UEMA, não só isso, está mancomunada com o sarneísmo mais fervoroso e devoto. A prova cabal foi o ato de assinar a LIMINAR CONJUNTAMENTE COM OS SARNEÍSTAS. Desta forma, essa suposta oposição de esquerda se coloca no mesmo campo do que há de mais ferveroso da direita  na UEMA.

A oposição supostamente de esquerda está endossando e alavancando o velho projeto reacionário de tirar das Universidades sua autonomia. O que essa oposição está ajudando a construir é UMA INTERVENÇÃO.

Os velhacos reacionários sonham ganharem o posto de reitor como interventores. O propósito é estender ao máximo essa luta judicial até o Supremo. Tudo planejado e orquestrado no bom modelo da direitona golpista. Carlos Lacerda e os milicos não foram tão sistemáticos.

Querer disputar e querer o lugar que ocupa o atual reitor é normal do jogo democrático. Assim como é legítima a discordância e ser oposição, em democracia isso não é uma concessão, é direito. No entanto, o que se ver é um jogo irresponsável e inconseqüente.
Por que a oposição quer retirar da comunidade acadêmica o direito de saber o resultado da eleição? Por que providenciaram para que a comunidade não soubesse o resultado de sua vontade? A resposta é: QUEREM ESCONDER QUE FORAM DERROTADOS!

Os votos foram apurados e tal processo foi feito sob os olhos de centenas de pessoas que testemunharam apuração. Quem viu sabe para quem o NÃO foi dado por alunos, professores e funcionários.
Os principais atores dessa tentativa golpista ficaram em qual colocação?

Nunca um resultado de uma eleição foi negado aos eleitores. Isso é um absurdo e nós que votamos e compomos a comunidade universitária queremos conhecer o resultado. É um direito nosso?
Se existem irregularidades que as mesmas sejam apuradas e tomas as devidas providências, mas o resultado deve ter publicidade.

O outro lado dessa história é a omissão gritante da entidade representativa dos professores que, até o presente momento, não se pronunciou e nem convocou seus associados para discutir e analisar a questão. Não podemos ficar a reboque. A UEMA não é constituída só de servidores. O sindicato dos servidores não pode ficar ditando unilateralmente a vida da UEMA.

O que a UEMA precisa é de eleição com voto de igual peso, com transparência e com respeito à vontade da maioria. Isso deve ser efetivado dentro do campo político da própria UEMA e mantendo a autonomia da Universidade.
A autonomia universitária é um legado da resistência democrática contra a ditadura e não vamos aceitar um retrocesso.

Fazer oposição é legítimo, mas a tomada do poder tem que ser pelo voto, respeitando o veredito da vontade da comunidade, sem isso é autoritarismo fascista!

Não vamos aceitar e nos calar diante de desatinos de eminências pardas, principalmente aquelas que livre e espontânea abandonaram os quadros da UEMA, mas que agora agem nos bastidores querendo nos impor seus delírios autoritários por intermédio de seus avatares!

sexta-feira, novembro 26, 2010

RIO: QUESTÃO DE ESTADO E NÃO MAIS DE CRIMINALIDADE


O Estado brasileiro está sendo desafiado pelo terror de criminosos. Não é um movimento político reivindicando o poder para instaurar uma nova ordem social e política, são criminosos espalhando o terror e atentando contra de cidadãos.

As forças armadas estão legitimadas constitucionalmente para defender a sociedade e a organização política. Há tempos esses criminosos deixaram as atividades criminais de tráfico, assalto etc. e passaram a desafiar o Estado, enquanto ordem política institucionalizada, enquanto soberania legitimada e com o monopólio do uso da violência.

O Governo Federal deve, com urgência, fazer as Forças Armadas cumprirem seu papel e manter a integridade da vida civil e da União.

Compreendemos que existe um longo histórico de abandono e falta de políticas públicas para criarem condições que evitem o ingresso de inúmeros jovens no mundo do crime, também sabemos e concordamos que a criminalidade não se enfrenta só com a repressão, mas em situações extremas de violência a resposta tem que ser a FORÇA. Não podemos tolerar o intolerável.

Os Direitos Humanos são universais e não uma exclusividade para algum setor social, ele tem que ser universalizado enquanto práticas e ações concretas. A sociedade não pode ser excluída desse direito, fazendo com que o mesmo seja um benefício exclusivo de uma parcela menor da sociedade, principalmente, quando esta minoria põe em risco a existência da maioria da sociedade, ainda mais de forma injustificada e injusta.

As ações da política de entrar na favela é ineficaz à medida que deixa os criminosos fugirem.
Esses criminosos precisam ser cercados, sitiados até a rendição ou até caírem no enfrentamento.
Considero mais adequado e menos traumática a ação das tropas militares com experiência em guerrilha urbana, os soldados com passagem no Haiti estão em condição de entrar em ação e o Governo Federal não deve vacilar, tem que agir. Agora é hora da mão amiga do exército, blindados, armamentos pesados e artilharia. Quem não é bandido se identifica, colabora e sai da linha de guerra. O Brasil não pode ficar refém de quadrilhas de delinqüentes, não podemos nos esconder e ficar acuados, nem ter medo das “críticas” de porra-loucas irresponsáveis. 
Ao cidadão cabe um posicionamento político firme. Fica a favor da ordem do horror dos facínoras ou do lado da ordem do Estado que aí está. Eu prefiro, com todos os defeitos, a ordem do Estado que aí está.

Que as Forças Armadas cumpram com seu papel constitucional!









quinta-feira, novembro 25, 2010

O PT ESTÁ AÍ MESMO: VIVO


Deixando um pouco de lado os ciúmes, as rixas, invejas e vaidades internas... o PT do Maranhão está vivinho da silva eleitoralmente. O voto na legenda foi significativo e a chapa de deputado estadual, sem coligação formal, saiu-se muito bem. Tal fato não seria muito diferente se tivesse montado uma chapinha para deputado federal (coligação com legendas e candidatos com menor peso eleitoral). Muito provável que a chapinha viabilizasse a eleição de outro candidato além de Dutra. Teria sido bem melhor para os candidatos Monteiro e Terezinha. Mas, isso aí é tudo que Sarney não queria, pois afetava a parte principal do seu plano de sobrevivência: ter com larga vantagem as vagas de deputado federal.

Há quem ache que a coligação PMBD/PT montada pelo senador Sarney era só para pegar os minutos e com isso barrar a ameaça Flávio Dino. Seria um lance pequeno demais para tanto esforço. Só isso não atenderia todos os itens de sobrevivência de seu grupo. O campo da disputa eleitoral precisava ficar mais limpo para seus candidatos ao Senado e necessitava eleger o maior número de deputados federais possíveis. Pois é assim que o senador fica municiado para barganhar junto ao Planalto e, a partir de lá, recriar as condições de sua permanência. (As condições locais serão discutida em outra oportunidade)

Como vai ser o amanhã do PT no processo eleitoral de 2012? O PT não está tão fraquinho e sem munição eleitoral como muitos pensam. O PT está, nesse aspecto, bem vivinho, mesmo com uma condução tortuosa... Para uma posição significativa em 2012 basta um mínimo de unidade. O PT vai ter um tempo maior de televisão, tem três deputados estaduais e manteve o seu deputado federal, posição que nenhum outro partido vermelho vai ter em 2011. Seria um equívoco ficar apenas na condição de legenda auxiliar de partidos sem a densidade parlamentar e eleitoral do PT.

Só falta um pouco de bom senso para o PT ter uma participação brilhante em 2011, principalmente na disputa eleitoral pela prefeitura de São Luís. Nome competitivo o partido tem...

terça-feira, novembro 23, 2010

UEMA: O VELÓRIO DOS SUPREMOS DEUSES

O processo eleitoral da UEMA é complicadíssimo, até para direção de curso é lista tríplice. Se aparece um só candidato inscrito não há eleição. Absurdo mantido durante décadas, portanto, não nasceu agora. Só querer remendar e ainda mais em período eleitoral é casuísmo cínico.

Dito isso, quero dizer que a oposição existente na UEMA é tão velha quanto a situação, e nisso, tem cumplicidade. Por que a oposição aceitou esse modelo todos esses anos?

A grande questão da eleição na UEMA é se o atual reitor pode ou não ser candidato. Pode?
Se os contribuintes pararem para pensar um pouco... lembrando dos seus filhos que estão lá precisando de uma boa formação...vão logo perceber que essa querela em nada servirá para sanar as atuais demências da entidade...

A disputa judicial travada não evoca nada de mais substancial do ponto de vista da democracia... Apenas expõe a pobreza acadêmica do processo. Se fosse mesmo para resguardar valores democráticos... o questionamento devia ser do modelo eleitoral como um todo.

É notório que Roseana está fazendo escola de tapetão. A vontade dos eleitores parece que não conta nada..os caras querem ganhar de qualquer jeito. Essa judicialização do processo eleitoral convoca, por tabela, outros questionamentos... Infelizmente não há mais tempo..a eleição é amanhã..a partir das 08h00min.

Discutir a possibilidade ou não da candidatura do atual reitor serviu de álibi para todos os candidatos fugirem do debate acadêmico e qualificado junto á comunidade acadêmica. Sentiram-se desobrigados de debater questões sérias de frente.

A campanha foi resumida a uma miserável troca de farpas e fuxicos, sem se debater a viabilidade efetiva de determinadas propostas e promessas.
O que eles entendem como ensino de qualidade? Como serão efetivadas tais promessas? Com quais recursos?

A comunidade acadêmica foi tolhida de levar em viva-voz seus questionamentos, suas preocupações e necessidades? Por que a tal “oposição revolucionária” não promoveu um debate público com todos os candidatos, olho no olho?

A oposição, vermelha de ocaso, não teve a qualidade diferenciadora de colocar o seu candidato para debater diretamente com alunos e servidores em cada Centro. Por que não propiciou nenhum debate acadêmico? Ficou no panfletinho “denunciando”. Por que os conhecedores de tantas irregularidades não entregam as provas ao Ministério Público? Por que não formalizam uma denúncia?

Quem defende alternância de forma democrática é contra reeleição, não importa quantas vezes for.

Tem candidato que contesta a recondução do Reitor pela terceira vez (na interpretação dele), mas é vice-presidente de sindicato pela segunda vez seguida. Aí não cabe alternância? É válido e inquestionável um professor se auto-proclamar servidor só para ocupar cargo de direção no sindicato dessa categoria? Isso não é muito unilateral? Essa vontade pessoal tem força de lei? Imagina se chegar ao poder...

Isso faz lembrar o teorema João 90% honesto. Por analogia: reeleição por duas vezes tem 90% democracia. Aí não tem meio termo. É ou não é! O princípio de alternância, originalmente, vetada de forma cabal a recondução. Era só uma vez para que todos da comunidade pudessem, em princípio, ter a oportunidade de também ocupar a vaga!

Os servidores são pessoas capazes e coerentes, sabem defender seus direitos. Entre as diversas categorias profissionais o sindicato é representado por quem é da categoria. Por que na UEMA tem que ter um tutor ou senhor professor? Para ser solidário à causa dos servidores não precisa tomar a vaga de quem legitimamente deve representar sua categoria: o servidor!

A reeleição foi introduzida na Constituição por uma Emenda de puro casuísmo de FHC. Por que o sindicato segue esse dispositivo antidemocrático? Não seria coerente servir de exemplo de democracia?

A questão é: essa democracia falada não é a “democracia” praticada no exercício do poder.
Por que a oposição não assumiu o compromisso de combater radicalmente o NEPOTISMO?

Por que a “oposição de esquerda” não declara publicamente que tem o compromisso de rescindir todos os contratos dos parentes de servidores e professores da UEMA? São a favor disso? Estão com medo de espantar os votos ou estão com uma lista pronta?
Sem nenhuma ilusão... vou votar amanhã...

A UEMA tem problemas para afogar mais três gerações! Só posso dizer isso, pois dessa missa, até agora, só sei um terço!

 SEM PROPOSTAS - ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2022 O que tem movido os eleitores brasileiro diante das candidaturas à presidência da República este ...