segunda-feira, junho 18, 2012

João Traquinagem: o ideal de maximizar a miséria política




É óbvio que toda essa configuração política, refletida enquanto miséria política, não é obra de um homem só. Não cabe ao senhor João Castelo responder sozinho por ela, basta ver a inoperância da maioria dos vereadores. No entanto, o Sr. Castelo insiste de agudizar o caráter miserável do fazer "política" em nosso estado, em caricaturas grotescas e piadas. Por último, lançou um trem que, em pouco tempo, já virou ônibus iguais aos de Curitiba. Propaganda antecipadíssima. Quando diz "vai" joga para o futuro. Para não ser propaganda antecipada deveria dizer a data de início e término ainda neste ano. O que dizer da foto?

Para além da pureza e infinita solidão


sábado, junho 16, 2012

A Global crítica ao Bolsa Família e outras intenções



Ontem fui surpreendido por uma manchete do jornal nacional da Globo: Bolsa família desestimula a procura de emprego... Depois aparecia quase definhando "formal". Isso para mostrar e comprovar deficiência do programa. Qual é o momento da história que as taxas de emprego informais não foram altas? Para saber todas as implicações da Bolsa família é preciso comparara aos períodos anteriores à criação desse programa. 

Vamos por parte:
 1 - trabalho informal pode ser um monte de coisas, p. ex.: a não submissão da mão de obra a um empregador, pauta no empreendedorismo individual, vulgarmente chamado de trabalhador por conta própria. No fundo dessa questão está o fato dele não está seguindo os procedimentos regulatórios, no todo ou em parte, formalizado na legislação sobre trabalho e livre iniciativa (empresas). Só lembrando que ocupação e trabalho nem sempre andam juntos com o que é propriamente emprego;
 2 - emprego informal é muito mais um caso que diz respeito à responsabilidade do empregador, do empresário, muitos empresários aumentam seus lucros precarizando as relações de trabalho, minimalizando os vínculos empregatícios. A informalidade do emprego diz que o empregador não está seguindo os procedimentos legais quanto ao processo de submissão da mão de obra;
 3 - O emprego formal ocorre quando a relação de trabalho entre empregador e empregado segue todas as etapas prevista pela legislação específica e visa a formalizar um vínculo que estabelece obrigações e garantias para ambas as partes, ficando o Estado como fiscalizador árbitro de forma direta e inequívoca. 

Perguntas que necessitam ser feitas sobre essa reportagem da Globo: 1- O Bolsa Família não visa, em primeiro plano, uma questão social em termos de mais equidade sobre vida digna e cidadania? 2 - Não precisamos perguntar o porquê as pessoas não estão procurando esse emprego formal? 3 - Não procurar emprego formal é igual a não querer trabalhar e não ter ocupação? 

O que pode existir atrás dessa reportagem da Globo? Existe o descontentamento dos empresários que não estão conseguindo manter o mesmo grau secular de superexploração da mão de obra. As pessoas com o mínimo calórico, garantido pela programa Bolsa Família, passam a valorizar mais sua hora de trabalho e a resistir a uma oferta qualquer. 
O que a Globo não diz que o Brasil, a sétima economia do mundo, tem um vasto leque salarial e está longe de uma justiça salarial e de uma real valorização do trabalho. Os altos custos com a mão de obra, que recorrentemente são apresentados, estão longe de significar real favorecimento do trabalhador. Pois esses encargos não são repassado diretamente para o empregado e nem está sobre seu controle mais direto.

O que está incomodando?  É que parcela significativa da população brasileira saiu de uma situação extrema de pobreza, perdendo um alto grau de vulnerabilidade que a fazia se submeter a qualquer tipo exploração, em troca de remunerações baixíssimas. Vide o setor da construção civil que, nos últimos anos recebeu todos os tipos de incentivos e vantagens por parte do Governo, as empresas aumentaram seus faturamentos e receberam farto financiamento, mas o que isso significou em termos de ganho real e qualidade de vida para os trabalhadores dessas empresas de construção? Teve ganhos, sim. Mais postos de trabalho e maior volume de absorção demão de obra. Mas percentualmente pequeníssimos perto do aumento do faturamento das empresas. O que ganha um pedreiro, um mestre de obras e um ajudante de pedreiro ainda está longe de ser um salário medianamente vantajoso. Não é muito diferente em outros setores.

Recentemente surgiu a ideia no meio empresarial de importar mão de obra do Haiti. Gesto humanitário dos nossos empresários? Não. A velha fórmula de atrair mão de obra bastante empobrecida para manter baixos salários. Atitude vergonhosa e desrespeitosa, no mínimo. 

Não se pode esquecer da liberdade individual. O próprio liberalismo advoga que seja assegurada a liberdade individual, que haja limitação do poder das autores. O que querem então esses críticos? Que o programa promova perda de liberdade em troca de benefícios? Isso é o cúmulo do absurdo. Pois qualquer medida que estabeleça exigências aos inscritos no programa que implique em perda da liberdade e das garantias individuais é um crime. Que fere dimensões democráticas, republicana e até mesmo liberais. 

Nem toda oferta formal de emprego significa realização pessoal, realização profissional, satisfação e melhoria na qualidade de vida. Entre a formalidade que destrói as condições de vida, de sociabilidade e a informalidade que permite sobrevivência digna, autonomia e maior liberdade, prefiro a informalidade. Ser informal não quer dizer plenamente precário. Há um lado da informalidade que muitos desconhecem: a alteridade. O direito de ser o outro, o diferente e que se recusa a se submeter plenamente aos encargos de uma ordem vigente. 

Pergunto: Não houve nenhum ganho ou benefício da Bolsa Família em termos de ocupação e outras melhorias sociais?

No Brasil, persiste não só agudas desigualdades e distanciamentos sociais, mas também um pequena fração de ódio social. Composto por aqueles que se mostram críticos quando alguma medida tende a atender necessidades e demandas dos pobres, que são vistas, por esse segmento do ódio, como privilégio, e não como uma política de buscar justiça social e garantia de vida para todos. Como alguém pode achar que tem vida digna sendo uma ilha de prosperidade cercada por um mar de miséria e sofrimento? Que riqueza carrega esse indivíduo enquanto pessoa ("humano")? 

Finalizando. Perguntem aos pequenos comerciantes do interior, das pequenas cidades, se eles são contra o Bolsa Família. 
Desde o início já foi constado que o programa precisa ser melhorado, agregar mais elementos, ter caráter mais pedagógico, formativo e estimulador de superação das condições sociais. Mas é pertinente lembrar que nenhum program social é, foi ou será perfeito. Não existe política pública perfeita, pronta e acabada. Isso é demagogia, não é crítica e não é análise responsável dos fatos. 

O que não se pode admitir é responsabilizar o Programa por fenômenos  bem mais complexos e que estão para além da competência dele, envolvendo situações que não ficam restritas ao mero ajuste da política governamental. Tão pouco é admissível que seja estabelecido em um programa social cláusulas que restrinjam a liberdade de escolha dos cidadãos ou o coloque em condições inferiorizada diante dos que não participam do programa. Obrigações devem existir, perda de liberdade em prol exclusivamente do barateamento da mão de obra, não pode. 

domingo, junho 10, 2012

400 anos e o Império do atraso: São Luís



Caminhão-pipa sendo abastecido em poço na estrada da Maiobinha. Detalhe: Ao lado passa um rio que está todo poluído de esgoto.  
A questão é: Quem está  fiscalizando a qualidade da água distribuída pelos caminhões pipas? 
Qual o critério utilizado pela Caema para entregar essa água? 
Na foto maior o carro estava no Cohatrac IV.  
O certo é que o grande negócio do século XXI em São Luís é carro-pipa... apenas trocamos os jumentos pelos caminhões.. as pipas e os burros permanecem!

quinta-feira, junho 07, 2012

Tudo em HD e pura abacatada


Levantei e fui tomar uma abacatada, mas cadê a abacatada? Tempão ser tomar abacatada. Nem lembro direito do gosto. Continuando: percebi que não tinha abacatada. Pensei: Como? Bebi a abacatada dormindo? Virei sonâmbulo? Comecei a fazer uma revisão de memória para tentar entender o que aconteceu. É o que segue: Ontem, depois que sair do trabalho, por volta das 21 horas, passei em um supermercado comprei alguns itens alimentícios e um abacate. Chegando em casa, fui limpar o liquidificador, sem uso há tempos, coloquei no escorredor de pratos... etc. Em ação contínua, caminhei até a sala e liguei o notebook, comecei a navegar na internet, mas logo ocorreu aquela curiosidade de saber o que estava passando nos canais da televisão naquela hora. Levantei-me e segui em direção ao quarto, lá chegando, sentei na cama e liguei a televisão... A partir daí tudo ficou HD... Voltei para cozinha, montei o liquidificador, coloquei o abacate dentro do copo do liquidificador e fiz aquela abacatada. Olhei para o relógio de parede (adoro) e vi que já estava muito tarde para um velhinho beber tal coisa. Quando se chega a uma certa idade é melhor não arriscar certas coisas. Resolvi deixar a degustação da abacatada para a manhã seguinte. Pois bem, acordei ainda pouco e fui para cozinha tomar a tal da abacatada. Olhei o liquidificador limpo. O copo do liquidificador limpo e os copos limpos.Tomei aquele susto. Cadê a abacatada? Puzt! Quando liguei a TV e sentei na cama adormeci... tudo o mais foi sonho. Meu primeiro sonho em alta definição, muito realismo e colorido. E o abacate? Ele está intacto na geladeira, vontade enorme de tomar a tal da abacatada, mas agora faltou coragem para fazer, fiz muito esforço no sonho. Hoje é feriado, vou é descansar.

terça-feira, junho 05, 2012

400 anos. O que falta e o que sobra



(foto feita ontem cedinho)... Caminhão pipa levando água para o Tribunal de Justiça do Maranhão, na capital do estado... mas a cena lembra mais uma cidadezinha do agreste em pleno período de estiagem.
Em São Luís e no Maranhão está sobrando péssimos administradores e representantes políticos, e faltando tudo que é básico para uma vida digna. Está aqui um pouco do perfil desses 400 anos (de angústias ). 

domingo, maio 27, 2012

São Luís: blogues e a mentira como negócio.




Tenho acompanhado atentamente essa dita blogosfera “maranhense”, se é que tal coisa possa assim ser chamada, particularmente aos quesitos índices de acesso e a forma de mercantilização dos blogues. Tem sido um primado dessa blogosfera a mentira sobre os acessos. Isso tudo para viabilizar os blogues comercialmente. Mercantilização selvagem.

Blogueiro é um termo genérico para diversos tipos de autores e proprietários de blogues no mundo inteiro. Os blogues surgiram como páginas pessoais, com marcas de um diário eletrônico. No Maranhão, lugar dos incomuns, tem proliferado uma tentativa de reduzir e oficializar blogueiro como um tipo de “jornalista”. Isso tem sido feito de forma intencional.

Na base da atual “mercantilização blogueira” atuam indivíduos empenhados em estabelecer uma concepção de blogue e de web-informação que lhes proporcione uma reserva de mercado. Em geral, deturpam o conceito de informação, de opinião e notícia, sem falar da agressão ao direito de todos de pensar, expressarem-se verbalmente. Essa tentativa, em si, é um claro surto do provincianismo, paroquialismo e esperteza  do tipo aqui reinante, não só entre os políticos, mas nos mais diversos segmentos e arranjos sociais. Essa tentativa é uma nítida reprodução do conservadorismo e da forma mandonista de Poder, que vigora fortemente no Maranhão. Buscam assumir a condição de versão oficial, igualmente às existentes nos tradicionais meios de comunicação de massa sob o controle desse mesmo tipo de exercício de poder.

Informação é um fenômeno com inúmeros elementos e com diversos níveis de efetivação. A informação pode aparecer em um vasto arco, da escova dental até o penteado dos cabelos da moça M'uíla na puberdade. Nem toda informação tem caráter de notícia, nem é fruto do ofício jornalístico. Talvez falte para muitos a consciência do que é propriamente jornalismo. Para uns isso ajudaria a não acharem que são aquilo não são (jornalistas) e, para outros, possibilitaria a compreensão que aquilo que são (jornalistas) não é tudo aquilo que eles imaginam ser.  

Quem é contra alguém viver de atividades lícitas? Considero válidos e legítimos os esforços que tornam ofício remunerado a atividade de blogueiro. Quem pode querer tirar o ganha-pão honesto de alguém? A questão não é ser blogueiro visando rendimentos, mas a maneira de ganhar (tirar ou arrancar, para não dizer extorquir) tais rendimentos.

Infelizmente alguns “profissionais” enveredaram pelo caminho tortuoso de forjar audiência para obter lucro. Números bizarros são apresentados, particularmente, quando são levadas em considerações variáveis como: parcela da população maranhense que tem acesso à internet; os que são usuários diários; a quantidade de tempo conectado e, por fim, os que são leitores regulares de blogue.

Como estamos tratando de uma rede mundial de computadores, é possível que esse estrondoso sucesso de acesso seja fruto de leitores de outros estados do Brasil e/ou de outros países. No entanto, alguns números apresentados, por conta do tamanho, qualificariam esses blogues para figurarem nas principais listas de ranqueamento e diversos níveis: regional, nacional e internacional. Porém, não é isso que acontece. Por que será?

A chave mais segura de aferir o sucesso de acesso usa o critério de “visitantes únicos” mensal. Isto é, acessos de pontos diferenciados e não só quantidade de visitas, sem distinguir a origem. A fraude comumente ocorre aí. Com duas ou mais máquinas um blogueiro de “sucesso” fica produzindo visitas ao seu próprio blogue. Os IPs são poucos, mas o número de visitas fica astronômico.  Eis a fórmula “profissional” de sucesso nada digna de admiração e credibilidade. É o marketing caça-níquel fraudulento. Qual o grau de credibilidade das informações, notícias, “críticas” e “análises” produzidas por esse tipo de blogueiro? Qual a sua qualidade profissional. No entanto, existem aqueles que o problema é fruto do cego esforço caça-níquel, mas a doença crônica da vaidade. O que temos muito aqui: “famosos mundialmente conhecidos” no Beco do “Caga Osso”.

Diante do exposto, quero manifestar minha indignação aos indivíduos que colocaram meu blogue em medidores de acesso sem minha autorização. Isso é medíocre. Não sou nenhuma ameaça a vocês. Não sobrevivo de blogue. Blogue para mim é sinônimo de custos: pessoais e financeiros. Minha única recompensa é a satisfação de manter minha liberdade de pensamento.  

Era só mandar uma mensagem pedindo tais informações que receberiam prontamente.
Segue uma pequena lista de blogues com acesso comprovado e que lideram o ranking de acesso (USA): huffingtonpost.comboingboing.net ; techcrunch.com ; kottke.org ; dooce.com ; perezhilton.com ; talkingpointsmemo.com ; icanhascheezburger.com ; beppegrillo.it ; gawker.com .

 SEM PROPOSTAS - ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2022 O que tem movido os eleitores brasileiro diante das candidaturas à presidência da República este ...