sábado, fevereiro 11, 2012

AS COISAS E AS NOSSAS MARCAS



Hoje estava vendo umas agendas velhas, tempos de UFMA... Nossa, por Deus, como encontrava tanta coisa importante para agendar, tantos números que nunca ligava. Diversas referências. A cor da tinta da caneta; a mancha deixada pelas mãos. Tudo ali sintetizado em um objeto, coisa com o peso de uma trajetória social, coisa que ganha código cultural dos sujeitos. 

É certo que as coisas só trazem marcas, a história e os significados estão sempre sob o construto dos sujeitos sociais. Toda sua relevância no presente está submetida aos interesses e necessidades da ordem cultural. Para mim é relevante, como um instantâneo de uma saga, de uma odisseia, de uma façanha.

Notas breves de aulas, por exemplo, o dia, o nome da disciplina e o assunto, nada mais que isso. Desenhos de várias coisas, sempre pequenos, consomem as margens de boa parte das páginas. Também há citações e poemas de diversos autores.

Enfim, um bom abridor de apetite para a formulação de um tratado das coisas...


quinta-feira, fevereiro 09, 2012

O QUE O PT APROVA É PROVA


Muitos andam indignados, mas nem tantos... UNS indiferentes e OUTROS enojados... Existem os que resistem aos acertos e feixes de imposições de forma lúcida e realista. Esses sabem o tamanho do adversário e suas vantagens, estão determinados em aproveitar o momento para acentuar os contrastes, fazer oposição e não ficar calado sob o peso da cumplicidade.

Já foram publicadas mil e uma maneiras de ver o que ocorreu no último encontro do Partido dos Trabalhadores (PT). Porém, trata-se de um universo fecundo e que possibilita mil ângulos e pontos de vistas. Há sempre uma combinação a ser escrita em termos de visão (leitura) do acontecido. No entanto, basta-nos acentuar que o que o PT aprovou é prova do que ele atualmente é. O PT, no seu último congresso nacional, firmou estatutariamente seu formato de cúpula, com hierarquia mais verticalizada, contrastando com o assembleísmo de base que predominava até pouco tempo.

A ideia de democracia já foi deforma e apropriada de diversas vezes no curso da história, de certa forma, quase todas as correntes políticas reivindicaram ser a verdadeira democracia. Socialistas, nazistas etc. proclamaram a autêntica democracia.

Derrotados e vencedores, na disputa “interna” do PT, postularam a representação da democracia, cada um ao seu modo. A democracia não é de reclamar nem da ignorância, nem da mentira de quem fala... Mas quietamente sobrevive a esses horrores. Como? Os imperativos da liberdade e igualdade acabam sendo um fardo para quem não é verdadeiramente democrata.

Por que a direção defendeu o voto por delegados e não pela massa de filiados? A resposta começa exatamente pela massa de filiados. Hoje isso é um problema. O PT inchou bastante. Houve uma verdadeira escala de filiações e nesse mar de novos petistas muitos são suficientemente estranhos para gozar da confiança dos senhores, por força da constante margem de traição. Quem mais filiou? Quem mais filiou foi exatamente quem tem mais dúvida sobre o alinhamento do voto. A eleição por delegados é um recorte visando a prática do voto pelos os mais fiéis e alinhados das tendências. Esse é o jogo. Não abrir brecha para o imprevisto e evitar uma segunda intervenção e seu consequente desgaste frente á opinião pública. Isto é, tudo tem que ser com o suposto verniz democrático.

No momento temos a candidatura de Washington e a de Bira. O primeiro representa o alinhamento da cúpula nacional do partido com o sarneísmo e é uma típica candidatura de remoção, cujo objetivo maior é banir Washington da 1ª posição na linha sucessória do governo do estado. O segundo foi abraçado pelas vertentes que fazem oposição a Washington e militam politicamente contra o sarneísmo. Trata-se de um amplo esforço de manter vivo um campo progressista de esquerda, que busca a supressão do mandonismo sarneísta no Maranhão.

Quem vai ser o candidato muitos já dizem até saber. Não é algo muito difícil prever, já afirmaram alguns veteranos da guerra intestinal petista.
Por fim, tem-se as inúmeras versões e protestos sobre supostos atos de corrupção, suborno e coisas do gênero... Malas e “os malas”. Quanto a isso, não tem como achar que havia um universo só de puros e chegou um impuro para corrompê-los, logo só esse malfeitor indivíduo é o culpado.

Na verdade, o universo não bem assim e são poucos os que entrariam facilmente em Probopolis (paraíso dos probos). O que ocorreu, se é que ocorreu mesmo, foi o casamento da fome com a vontade de comer. Então, não houve tramoia, mas ajuste de afinidades e interesses. Ninguém consegue corromper quem não é dado à corrupção. Vai ver que as malas foram para perto por exigência “dos malas” que visavam obter algum ganho extra!
Mais uma vez aprovou com a prova do que são e onde estão. 


Ps.: Washington ter sobrevivido até hoje  na guerra do PT é prova que ele não é ingênuo. Portanto, não deve desconhecer que seu único trunfo na corte  mandonista é ser o primeiro da sucessão. Eis a sua galinha de ouro. Será que o mesmo irá matá-la? 

domingo, fevereiro 05, 2012

FESTIVAL NO CARNAVAL – GUARAMIRANGA- CEARÁ



Para quem quer viajar e curtir jazz/blues no período de Carnaval o Festival de Guaramiranga (CE) é uma boa opção. 

Sobre a cidade 
(as informações abaixo foram retiradas do site):  http://www.portalguaramiranga.com.br/  

"Guaramiranga:  palavra originária do tupi, que significa "Pássaro vermelho", está situada à 110 km de Fortaleza, com acesso pela CE 060 (Fortaleza-Baturité-Guaramiranga) e CE 065 (Fortaleza-Palmácia-Guaramiranga). O município serrano encontra-se à 865m de altitude, totalmente inserido na Área de Proteção Ambiental do Maciço de Baturité, com temperatura que varia entre 18 e 25ºC. A paisagem proporciona um clima úmido e vegetação típica de mata atlântica intensificada pelas cores das flores nativas da região, surpreende seus visitantes com uma visão diferente do Ceará. "

As informações abaixo foram retiradas do site: http://www.jazzeblues.com.br/

"Em Fevereiro tem 13º Festival Jazz & Blues (CE)

O Festival acontece em Guaramiranga (Carnaval - 18 a 21/02), Fortaleza (24 a 26/02) e Sobral (25/02) com shows pagos e gratuitos.

No Carnaval, o jazz e o blues vão compor a trilha sonora de milhares de pessoas em Guaramiranga, no Ceará. É a 13ª edição do Festival Jazz & Blues, que começou em 2000 como um evento inusitado, deu certo e conquistou um lugar cativo no calendário cultural brasileiro. Hoje, a pequena cidade serrana, com menos de 6.500 habitantes, é destino certo de mais de 12 mil “foliões às avessas” de todo o país. Eles buscam diversão com boa música, interpretada por grandes instrumentistas nacionais e internacionais. Tudo isso, usufruindo também da beleza natural de um dos mais belos destinos turísticos do Ceará.

O 13º Festival Jazz & Blues acontece de 18 a 21/02 (Carnaval) em Guaramiranga. Na quarta-feira de cinzas desce a serra, para mais shows em Fortaleza, de 24 a 26/02 e Sobral, 25/02. Serão muitas horas de boa música em shows, ensaios abertos, conversas com instrumentistas e outras atividades.

Em GUARAMIRANGA no Carnaval

Este ano, o Carnaval jazzístico terá entre as atrações nomes dos EUA, Cuba, Israel, Bélgica e Brasil. Para os shows das 17h e 21h: Omar Puente (Cuba), Jaques Morelenbaum e o Cello Samba Trio (RJ), Atiba Taylor (EUA) com Artur Menezes (CE), Gadi Lehavi Trio (Israel) com Ravi Coltrane (EUA), Yamandu Costa (RS), The L.X.G. (EUA), Roberto Taufic e Eduardo Taufic (RN), Grupo Solar com Tatiana Parra (SP), Marco Lobo (BA/RJ), Gabriel Grossi (SP), Cainã Cavalcante (CE) e Puro Malte (CE). Também às 17h acontece o Toca Jazz, programa destinado a apresentações musicais dos alunos participantes das Residências Artísticas, acompanhados por seus professores. Para esquentar as jam sessions, de meia noite às 3h da manhã, o palco do Festival é do projeto Casa do Blues, com a banda De Blues em Quando, o guitarrista e cantor Felipe Cazaux (CE) e a banda Blues Label (CE).

A exemplo de 2011, os ensaios abertos (16h), shows (17h e 21h) e jam sessions em Guaramiranga acontecerão na Cidade Jazz & Blues, uma estrutura de 1.500m2, dos quais, 850 de área coberta, erguida na rua principal, no espaço do campo de futebol. Na Praça do Teatro Rachel de Queiroz, a principal da cidade, diariamente às 15h haverá o Café no Tom, que é um bate-papo com uma das atrações do festival.

No Ginásio da Praça da Prefeitura acontecerá nos quatro dias, às 10h, oficina de Cortejo com o músico Vanildo Franco. É de lá que sai o Cortejo, às 16h, no sábado e terça de Carnaval. Em Pacoti, cidade vizinha a Guaramiranga, diariamente no Campus da Universidade Estadual do Ceará (UECE) haverá um seminário aberto ao público, que inclui um curso de história do jazz às 10h e palestras às 14h tendo como enfoque a carreira do músico, abordando mercado cultural, redes sociais, gravação de CD e formação de coletivo de música. De toda a programação do Festival na serra, apenas os shows das 21 horas têm venda de ingressos.

Guaramiranga localiza-se a 110km da capital, na Área de Proteção Ambiental do Maciço de Baturité, com cachoeiras e a beleza da flora característica da Mata Atlântica. Fica a 865 metros, com temperatura amena que pode chegar a 15º.

Em FORTALEZA e SOBRAL após o Carnaval

Depois do Carnaval, o Festival Jazz & Blues aporta em Fortaleza (24 a 26) e Sobral (25), levando para o público das duas cidades grandes shows, com acessos pagos e gratuitos, em espaços diversos, reafirmando a proposta do Festival de difundir a boa música, formar plateia e estimular novas gerações de instrumentistas no Ceará. 

Dois desses shows acontecem durante o Carnaval em Guaramiranga. Gadi Lehavi Trio (Israel) com Ravi Contrane (EUA) se apresentam em Fortaleza no Teatro Via Sul (24) e em Sobral no Theatro São João (25). Também no dia 25 o cubano Omar Puente é atração no Teatro Via Sul. Quem abre e fecha a programação pós-Carnaval em Fortaleza é o carioca Danilo Caymmi. No dia 24 ele faz um duo com o violonista Flávio Mendes no Cuca Che Guevara e no domingo, 26, apresenta com banda o show de lançamento do novo CD, Alvear, no Anfiteatro Flávio Ponte (Volta da Jurema).

FORMAÇÃO MUSICAL

Nos meses de dezembro e janeiro 600 estudantes e arte educadores de 21 cidades cearenses participaram gratuitamente de Oficinas de Sensibilização para a Cultura Musical (16h/aula), que integram o projeto Música é para a Vida. A atividade é uma parceria da Secretaria da Educação do Estado (SEDUC), com a Sociedade Cearense de Jornalismo Científico e Cultural e o Festival de Jazz & Blues, e tem a coordenação pedagógica do professor Heriberto Porto, do Departamento de Música da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

A ideia do projeto Música é para a Vida é dar a alunos e professores da rede pública a possibilidade de acesso ao amplo universo da música, através de um programa que contempla desde a sensibilização para iniciantes até a formação mais aprofundada para alunos já familiarizados com a prática instrumental, conciliando formação artística, inclusão social e protagonismo juvenil.

Dentre os 600 participantes destas oficinas, 100 alunos e 20 arte educadores participarão de Residências Artísticas que acontecerão no Campus de Educação Ambiental e Ecologia da UECE, em Pacoti, de 11 a 17 de fevereiro, semana que antecede o Festival na serra. Das Residências também vão participar 10 estudantes de música da UECE. Entre os professores das Residências Artísticas, estão quatro das atrações do Festival Jazz & Blues. São eles, o belga residente em São Paulo Henri Greindl (Grupo Solar), o pianista Eduardo Taufic (RN), o percusionista Marco Lobo (BA/RJ) e o multiinstrumentista cearense Cainã Cavalcante. Também são professores das Residências os músicos Widor Santiago, Miquéias dos Santos e Ricardo Pontes.

Após a realização das aulas e práticas de conjunto, os alunos continuarão seu processo pedagógico, permanecendo na serra para participar do Festival Jazz & Blues, em Guaramiranga e do seminário em Pacoti durante o Carnaval. Acompanhados por seus professores, os alunos terão a oportunidade de participar de uma programação variada, composta por oficinas, cineclubes com documentários sobre música, além de conferir grandes shows e de se apresentarem no fim de tarde na Cidade Jazz & Blues.



QUEM FAZ O FESTIVAL

O 13º Festival Jazz & Blues é apresentado pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Patrocínio: Instituto Votorantim, Indaiá, Cagece, Governo do Estado do Ceará, Banco do Nordeste e Richester. Apoio Cultural: SP Combustíveis, Prefeitura Municipal de Guaramiranga, Assembleia Legislativa do Ceará e Prefeitura Municipal de Fortaleza. Promoção: Diário do Nordeste. Realização: Via de Comunicação e Cultura e Ministério da Cultura, Governo Federal, Brasil País Rico é País sem Pobreza.

SERVIÇO

13º Festival Jazz & Blues – Guaramiranga (Carnaval - 18 a 21/02), Fortaleza (24 a 26/02) e Sobral (25/02). Apenas os shows das 21h em Guaramiranga e os shows no Teatro Via Sul, em Fortaleza, têm venda de ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia). O restante da programação nas três cidades tem acesso gratuito. A programação está disponível no www.jazzeblues.com.br. Info: 85-3262.7230.

Pontos de Venda - Shows às 21h em Guaramiranga (Cidade Jazz & Blues): À venda em Fortaleza nas lojas Meia Sola (Shoppings Bambuy, Iguatemi, Aldeota e Varanda Mall) e na Bilheteria Virtual (www.bilheteriavirtual.com). Shows às 21h em Fortaleza (Teatro Via Sul): À venda a partir do dia 03/02 na bilheteria do teatro (Via Sul Shopping). 

Jazz & Blues nas redes sociais:
facebook.com/festivaljazzeblues
twitter.com/jazzebluesce
youtube.com/jazzebluesce




INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
DÉGAGÉ
Jornalistas Resp: Sônia Lage e Eugênia Nogueira
85-3252.5401 / 8699.1783 / 9989.5876 (Sônia)

23/01/2012 "

sábado, fevereiro 04, 2012

AEROPORTO DE SÃO LUÍS - SUPERINTENDENTE RESPONDE QUESTIONÁRIO E PRESTA ESCLARECIMENTOS.



AO SUPERINTENDENTE DO AEROPORTO MARECHAL CUNHA MACHADO,
DEIXO REGISTRADO MEUS AGRADECIMENTOS PELA ATENÇÃO E PELO ATENDIMENTO.   


TEXTO QUE NOS FOI ENVIADO PELO SUPERINTENDENTE:


"Conforme Solicitado por V. Sa., encaminho pequeno histórico desde a interdição do Terminal de Passageiros do Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado: 
- Que motivou essa reforma? / - Por que esse tempo de realização da reforma está tão dilatado? 

  
1 - MOTIVO
Em 16/03/2011, foi detectado pela equipe de manutenção do Aeroporto, o rompimento em um dos nós de apoio da estrutura metálica da cobertura do Terminal de Passageiros (TPS), ocasião em que foi acionada uma empresa para realizar o escoramento desse ponto da estrutura e adoção de monitoramento técnico; 

No dia 18/03/2011, a equipe de engenheiros constatou a evolução das falhas, sendo recomendada a interdição parcial do Terminal de Passageiros  e prosseguimento do escoramento.
 
Na madrugada do dia 19/03/2011, os acessos principais e meio-fio do TPS foram isolados, passando o trânsito de pessoas a ser realizado através do acesso existente entre o prédio da administração e a lateral do TPS. Porém, não houve impactos nas facilidades e serviços oferecidos no referido terminal; 


Com o acompanhamento do comportamento da estrutura, foram observadas outras deformações, dando ciência de tal situação aos engenheiros-consultores, os quais recomendaram a interdição total do TPS, indicação acatada pela Diretoria da INFRAERO em 24/03/2011, visando à segurança de passageiros, usuários trabalhadores do aeroporto.
 
Portanto, a obra refere-se ao reforço da estrutura espacial existente e obras complementares para o restabelecimento das operações do terminal de passageiros do aeroporto de São Luís. Além disso, obra contempla a climatização do saguão do terminal, cobertura completa do meio fio para embarque e desembarque de passageiros, aumento do número de posições de check-in - de 24 para 28 posições - reforma geral das pontes de embarque, aumento do espaço físico da sala de embarque, de 350 m² para 500 m², além de um novo mix comercial.
 
2 – TEMPO DE REALIZAÇÃO
 
A equipe técnica da INFRAERO passou a trabalhar na elaboração de projeto para a realização da recuperação do TPS, tendo a licitação ocorrido no mês de julho 2011 por duas vezes, sendo fracassadas em função das empresas participantes não atenderem às exigências editalícias. 


Somente em 24.08.2011, logrou-se êxito na contratação da empresa EP. ENGENHARIA, sendo que Ordem de Serviço foi emitida em 01.09.2011, com prazo de execução até o dia 28/01/2012. Este período de execução foi alterado, visto que a
 E.P. Engenharia Ltda, construtora que executa o empreendimento, constatou a necessidade de revisão do cronograma decorrente da necessidade de realizar o desvio do dreno de água pluvial para a construção da base dos pilares de sustentação das novas estruturas. A nova previsão de entrega da obra, segundo E. P. Engenharia é de 31.03.2012. 
-Esse aeroporto é relativamente novo. Essa edificação não estava mais na garantia da construtora que o construiu?
 
O Terminal de Passageiros foi entregue para operação em 1998, portanto 14 anos de utilização. A INFRAERO contratou técnicos especializados para a realização de perícia para adoção das medidas para apuração de responsabilidade.
 
- O que está sendo feito exatamente agora? Em que fase e em que parte da estrutura? - A fachada principal será reformulada?  
 


Neste momento estão sendo executadas obras civis em todo o terminal, assim como a montagem das bases de sustentação da estrutura em aço que assumirá a função da anterior na estrutura do telhado. A parte mais adiantada está no desembarque e posteriormente seguirá pela nova cobertura do meio fio que voltará ampliada, contemplando toda a frente do meio-fio do Terminal, criando um vão coberto de 27 metros, fazendo limite com o estacionamento.
 
- A área de embarque e desembarque sofrerá mudanças na ambientação e decoração? 
  
A área do embarque superior voltará ampliado de 350 m² para 500 m², a entrada principal para o embarque terá a sua localização alterada. Todo o embarque remoto (fora das pontes) será processado pela atual área de embarque ao lado do Terminal de Passageiros. O desembarque não sofrerá alterações, no entanto, a atual área de desembarque será mantida em operação, até que estejam conclusas as ampliações do Terminal previstas para uma segunda fase.
 
- Os gastos com a obra estão dentro do que foi previsto? 



O valor previsto para esta obra é de R$ 10.700.000,00, no entanto, há possibilidade deste valor sofrer alteração até o final da obra.
 
-A situação atual gerou alguma indenização ou compensação aos proprietários das lojas existentes no aeroporto? 


Todos os contratos que estavam ativos no momento da interdição foram suspensos, de maneira que nenhum concessionário será prejudicado com a interdição, sendo reavaliado pontualmente cada instrumento, para viabilizar a respectiva volta às atividades, quando da reabertura do Terminal.
 

- Esse aeroporto está na lista dos que vão ser privatizados pelo Governo Federal? 


Inicialmente, somente os aeroportos de Guarulhos em S. Paulo, Viracopos em Campinas e o de Brasília, passarão a ser administrados pela iniciativa privada. Quanto aos demais, até agora não há nenhuma previsão de que também sofram alteração.
 

Atenciosamente,

Hildebrando Coêlho Correia
Superintendente do Aeroporto Intl. Mal Cunha Machado"

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

O Príncipe & a Rainha no País do Carnaval!


O ANALFOMEGABETISMO


Alfômega (Gil)

o analfomegabetismo 
Somatopsicopneumático 
o analfomegabetismo 
Somatopsicopneumático
Que também significa
Que eu não sei de nada sobre a morte
Que também significa
Tanto faz no sul como no norte
Justamente
Que também significa
Deus é quem decide minha sorte
o analfomegabetismo
Justamente
Somatopsicopneumático
o analfomegabetismo
Somatopsicopneumático
Que também significa
Que eu não sei de nada sobre a morte
Justamente
Que também significa
Tanto faz no sul como no norte
Que também significa que que
Deus é quem decide minha sorte
o analfomegabetismo
Somatopsicopneumático
o analfomegabetismo
Somatopsicopneumático
Que também significa
Que eu não sei de nada sobre a morte
Que também significa
Tanto faz no sul como no norte
Que também significa
Deus é quem decide minha sorte
o analfomegabetismo
Somatopsicopneumático
o analfomegabetismo
Somatopsicopneumático
Que também significa
Que eu não sei de nada sobre a morte
Que também significa
Tanto faz no sul como no norte
Que também significa
Deus é quem decide a minha sorte
Que também significa, Deus
Deus é quem decide a minha sorte

Obs.: Caetano canta e Gil faz uns vocais...em um desses... solta um" ma,má,ma-ri-guela" (Marighella). Um drible na repressão militar, em 1969. Porém, essa ditadura é chamada de revolução pelo atual governo de São Paulo.


Para ouvir:  http://www.radio.uol.com.br/#/letras-e-musicas/caetano-veloso/alfomega/94818


segunda-feira, janeiro 30, 2012

O INFINITO REDUTO DA PERVERSIDADE


O mapa do Inferno de Dante.................... e um mapa parecido


As sociedades modernas cresceram perseguindo os ideais de controle e previsibilidade. Particularmente isso foi ocorrendo através das crenças. Crença na força da Razão e na Ciência, além da defesa universalizada da igualde perante a Lei. Quanto a esses ideais e crenças são inúmeros os insucessos registrados e apontáveis em diversas áreas, mas também é possível destacar e sinalizar  os êxitos obtidos, principalmente nos espaços que serviram de geradores do Mundo Moderno. 
Por mais plausível e pertinente que seja a crítica, não há como negar conquistas e avanços produzidos com a Modernidade. Para tal, basta tomar como referência as mudanças ocorridas em uma mesma região de igual base cultural. Isso possibilita ver sem negligenciar as particularidades culturais e históricas em que estão envolvidos os países e nações. Comprovado é o fato que países e diversas regiões atingiram determinados patamares de sociabilidades e padrões de vida qualitativamente diferenciados aos que  eles já tinham experimentados em momentos anteriores de suas histórias. Por exemplo, alfabetização da grande maioria da população. 
Portanto, não significou melhoria só pelo montante da acumulação de capital, nem por montante de riqueza obtida por alguns desses países, mas também por fazer vigorar crenças em valores significativos para a Humanidade, por exemplo, os Direitos Humanos, a participação cada vez maior dos indivíduos nos negócios públicos etc.

Para o novo mundo e demais regiões, a história foi diferente e nem tudo se efetivou completamente, diversos processos de transplantes não foram consolidados no mesmo patamar e grande parte desses modelos institucionais sofreram inúmeras modificações sob a égide das especificidades culturais. Alguns desses modelos nem foram cogitados a terem existência.
No novo mundo, quase como uma regra, dentro dos diversos países e regiões formaram-se ilhas ou pequenos arquipélagos com características desse processo civilizatório. Para alguns teóricos, só onde interessava à reprodução ampliada do capitalismo.

No Brasil, as diferenças regionais tomaram formas nítidas e entre os estados-membros também foram constituídas as ilhas de prosperidade, civilidade, regulamentação e previsibilidade. O maior montante desse sucesso coube à região centro-sul.

Passaram-se os anos e alguns estados nordestinos consolidaram algumas cidades e localidades com um mínimo de acúmulo de qualidade de vida, de serviços e dinamismo econômico, dinâmica de mercado relativamente autônoma do Estado.

Ora, vive-se globalmente um surto de convulsões sobre o modelo econômico e social que atingem marcos de conquistas anteriores, o que para muitos cria uma era de incertezas, para tantos outros seria uma nova etapa histórica e, por falta de outra designação, convencionaram chamar de pós-modernidade, sendo que há inúmeras visões sobre o que é a pós-modernidade e nem todos são congruentes. Para resumir: alguns pilares da modernidade deram sinais de falência ou de impossibilidade histórica de concretização universal, ou novos elementos estariam sublevando diversos espaços desse modelo civilizatório e começando a forjar uma nova realidade.  

Nesse debate surge a ideia de uma sociedade de risco. Não restringindo só ao olhar de Urick Beck, pode-se entender que ela configura o descaminho da previsibilidade e controle. Mais ainda, configura os horrores contemporâneos dos grandes centros e seus valores. Essas dificuldades, ao que parece, são mais exigências de respostas à novas necessidades do que esgotamento de tudo que existente. Parece muito mais deslocamento de categorias em termos de maior ou menor centralidade. Ou também, nos casos pontualmente extremos, a perda de centralidade e constituição de uma existência em forma de rede ou teia, onde as interdependências e simultaneidades tornaram-se um imperativo. O visível nisso tudo é que algumas conquistas e marcos civilizatórios são visivelmente ainda valorados e existem consensos para mantê-los, tanto em escala local como em escala regional e global. Isto é, algumas necessidades ainda dependem deles para serem atendidas, mesmo de forma conturbada e precária.  

Daí a possibilidade de se dizer que a situação atual tem como característica o impasse que se efetiva entre o constituído que não responde mais à novas exigências e as novas respostas que ainda não ganharam formas efetivas. O conservadorismo está presente em todos os arranjos sociais, como tradicionalismo ou reacionarismo, e esse momento histórico social não fugiu ainda dessa tendência conservadora. A crise de regulação e previsibilidade  não é um abandono social do ideal de controle e previsão. O reclame é por novas formas de realiza-los. Pois todas as formas de existência social se mostraram devedoras de algum tipo de controle e previsão. Isso para ter em resposta certo graus de segurança e confiabilidade, tornando mais viável planejar.

Não há nada então que indique que o aparato de regulação do Direito vá desaparecer e que se tornou obsoleto para o mundo, no seu todo. Tão pouco as sociedades pretendem se constituir totalmente desgarradas de tipos de regulações formais, fixas. Por outro lado nada evidencia o fim do mercado, ou relações econômicas de tipo capitalista e lucrativas. O mercado sempre esteve presente nas sociedades, em menor ou maior escala, de forma mais especializada ou mais consorciada a outros elementos estruturantes da vida, a exemplo da religião, da política etc. O salário era uma relação já existente anterior ao capitalismo e pode sobreviver em outros arranjos econômicos e de mercados. O que tem tribulações atualmente são os padrões econômicos e de mercados reproduzidos nos últimos 300 anos. Fica cada vez mais tensa e instável sua reprodução, particularmente, frente à ausência de mecanismos novos em consonância com a dinâmica atual. Em visão gramsciana: uma crise.

Pois bem, sabe-se que toda autonomia institucional é sempre relativa e que os elementos componentes de uma dada realidade estão em constante interação e propensão modificativa. Por ou lado, a realidade é constituída por inúmeros campos de valores e prioridades que são sempre assimétricos, por onde emergem formas de manifestações de poder. 

Após refletir sobre o mundo, as Américas, o Brasil, a região Nordeste... é pertinente indagar sobre o Maranhão: qual a real condição e configuração desse estado federativo do Brasil? Primeira resposta tem que ser para afastar equívocos. O Maranhão não está isolado, mas é um caso atípico no Brasil em diversos aspectos (macros e setoriais). Particularmente no que tange formas de condição a-sistêmica.

O Maranhão sofrerá os efeitos de qualquer transformação que venha a ocorrer no mundo, elas também repercutirão aqui, coisa que parece bem óbvia. No Maranhão soarão todas as crises do ambiente em que está inserido, bem mais óbvio. O que acontecer no mundo e afetar diretamente o Brasil atingirá o Maranhão, redundância da redundância. Mas o Maranhão, em alguns aspectos relevantes, só sentirá os efeitos de forma pontual e contida, com variações bem específicas. Particularmente por não ser um estado crucial para manutenção do patamar econômico do país,  pesará menos nas retrações econômicas. Aqui não é uma espaço de produção de grandes lucros do capital produtivo, não abriga os setores mais dinâmicos e lucrativos da economia nacional. Os danos maiores ocorrerão em consequência de sua dependência dos repasses da União. Basta destacar que mais da metade do dinheiro que circula no Maranhão é repasse. Isto é, esse estado é praticamente bancado pela União. 

Por outro lado, em um cenário de crise macro, o Maranhão pode ficar sob efeitos muito contidos. Porque o capital produtivo e as cadeias de grande negócios só atingem uma parcela minoritária da sociedade maranhense. Isto porque essa dinâmica econômica capitalista que envolve recursos e produção consegue se realizar sem a participação direta da grande massa da população maranhense. Isto é, essa massa-força-de-trabalho já não conta mesmo com nenhum ganho desses setores da economia, a mão de obra local não é absorvida significativamente por esses empreendimentos. Mesmo levando em consideração os tais empregos indiretos - noção bastante problemática, fenômeno de difícil mensuração e de forte ideologização - certamente eles não existem baseados somente em uma fonte provedora ou associados diretamente aos grandes empreendimentos. 

Cabe ressaltar que até o programa de transferência direta de renda do governo federal  (Bolsa Família) acontece de forma distorcida, pois tem sempre desvios de sua finalidade. Isto é, vem sendo empregado ineficazmente visando, em parte, os interesses particulares de políticos e grupos de poder (o uso eleitoral e a satisfação de parentelas e clientelas) do que promover o bem comum e desenvolvimento social. Sendo assim, se ocorrer retração dos programas de redistribuição de renda, parte significativa dos mais pobres do Maranhão não será afetado diretamente. Porque, na prática, eles já não estão recebendo benefício algum, não estão inclusos em tais mecanismos de proteção social. As pessoas que compõem esse segmento social menos favorecido já sobrevivem exclusivamente dos seus esforços e, às vezes, de alguma caridade desinteressada. Eles já sobrevivem sem tais benefícios, eles formam um segmento alter-social existente em todas as regiões do Maranhão. Eles nunca conseguem ganhar moradia, entrar nos programas sociais de erradicação da pobreza etc. Encontram sempre barreiras políticas e sociais que os impedem do amparo na forma de política pública. São invisíveis para os olhos do poder público e da sociedade envolvente. E se olharmos para os que realmente precisam do programa Bolsa Família e que conseguiram entrar no programa, veremos que esse recurso recebido, por si, é insuficiente para os fazer gozar de um patamar social significativamente diferente da posição inicial, pois o recurso recebido serve basicamente para ajudar a garantir um mínimo calórico (alimentar). Isto é, seu estado de necessidade ainda é grande e eles convivem, mesmo no programa, com inúmeras privações.   

Essa ineficácia de atender os mais pobres, em parte, é gerada por uma sistemática e eficiente pilhagem do Estado, que faz uma parcela significativa da população ser alijada de qualquer benefício social para que os recursos sejam convertidos em riquezas pessoais privadas. Isso tem contribuído para a estruturação de um Estado não-público e sob constante práticas patrimonialistas e clientelistas. O resultado concreto e imediato disso é que uma parte da população fica diretamente usufruindo de vantajosos favores estatais e, a outra parcela, a maioria, fica sobrevivendo totalmente descoberta da proteção desse Estado, em uma condição outra de "cidadania" (sub-cidadania), sem qualquer efetividade de garantias e direitos, coisas que acabam não passando de uma formalidade ficcional na vida dessas pessoas. 


Resumindo, uma crise que afete a capacidade redistributiva e de proteção social do Estado brasileiro terá maiores consequências no Maranhão pela quantidade de famílias dependentes desses repasses. Mas, terá duas singularidades: Primeira, será onde os ricos sofrerão maior impacto, pois eles realizam esse status de riqueza através da pilhagem direta do Estado, particularmente desviando recursos repassados ou tomando o funcionamento da máquina administrativa em benefício próprio, não são riquezas fruto do capital produtivo. Não fazem parte do capital produtivo real, mas parasitam as coisas estatais que deveriam ser públicas  e fazem isso através de empresas de fachada, onde lavam o dinheiro ilícito. Segundo, a quantidade de indivíduos com baixa renda e na condição de pobreza acentuada é suficiente para que a retração ou definhamento dessa distribuição de renda pareça não tão impactante e que tudo continue igual, devido a tamanha degradação e dificuldades vividas diariamente por essas pessoas. Isto é, situação já vivenciada já é crítica, eles não saíram do lugar de pobreza que ocupam. Os com acesso ao bolsa família obtiveram mais consumo, reduziram o estado de fome. Os que não tiveram acesso ao programa não serão de imediato afetado, porque já sobrevivem sem esse auxílio. Esse montante da população não sofrerá? Sofrerá, com certeza. Porém, essa parcela já vem sobrevivendo sob sacrifícios há tempos, será o aprofundamento de uma situação, mas de uma situação de longa duração, de toda as suas histórias de vida. Não será perda do bom para o precário, mas a acentuação e aprofundamento de um estado grave de precariedade. A dor só será ampliada, mas sob dor já sobrevivem. Desda maneira, pode-se dizer que maior ausência da proteção do Estado, de garantias sociais e inexistência de oferta de serviços públicos não comporão nenhum fator surpresa ou de novidade na vida dessa parcela da população maranhense, pois já estão sobrevivendo na ausência de tais coisas. Será um plus na suas dificuldades diárias. Eles já formam um existência desprotegida, sem cidadania efetiva, em forma de uma alteridade ao formal. Eles literalmente são os outros.  

Esse contingente social já constituiu uma forma outra de sobrevivência, com mediações e com capitais sociais e simbólicos específicos, que independem do vínculo com o Estado e das garantias formais. Não são excluídos, pois estão em constantes relações com esse mundo dos privilegiados, mas sabem que para eles não existem garantias, nem direitos efetivos. São internamente os outros dentro dessa realidade. Constituíram formas efetivas de manutenção dos seus vínculos pessoais, das suas relações envolvendo coisas e partilhando um campo de socialidade que expressa formas não recepcionadas e sustentadas pelo Estado, mas que possuem consistência e eficácia entre eles e servem para a sustentação de suas vidas. Eles criaram um existir próprio.. quem sabe não estejam antecipando algo que ainda desconhecemos? 


A participação política dessas camadas sociais empobrecidas acaba sendo de extrema relatividade nas engrenagens dos poderes institucionalizados e diante das classes sociais mais ricas e à frente do poder político. Diante disso, esse contingente social acaba consolidando uma forma de alteridade em contraste com os estabelecidos, que gozam plenamente da proteção institucional e da ordem social vigente. Resumindo: Se a economia piorar globalmente, no Maranhão,  a pobreza e as privações de toda ordem só serão novidade para menos de 5% da população (soma da classe média-alta e classe realmente rica/proprietária). Dos 95% restante, 60% tem experiência em sobreviver de forma precária (sofrerão mais, sem dúvida), mas não é uma situação de todo estranha para a trajetória de vida deles. Portanto, só será mais um aditivo na dor. Mas, não será nenhuma novidade. Eles já conhecem isso e estão buscando a vida e dignidade por caminhos próprios há séculos. 

Por outro lado, a ausência de autossuficiência econômica e financeira do Estado, associada a inexistência de economia de mercado ampla, vigorosa e  de uma economia  mais autônoma do Estado, produziu no Maranhão um tipo de empresariado governamental, estatal que sobrevive sincronicamente gravitando em torno do Estado, totalmente dependente a ele. Isso tem tanto causas como consequências graves.  Primeiramente as causas: o processo de desenvolvimento e industrialização, que o Brasil adotou, desagregaram os modelos econômicos que predominavam e sustentavam a economia dos estados do Nordeste, além de lhes impor uma grande transferência de capitais. Esses arranjos foram totalmente incorporadas à economia nacional e a sua nova dinâmica, porém, em condições altamente desfavoráveis e na condição de periferia. Com esse modelo econômico de desenvolvimento extremamente desigual adotado, os estados do Centro-Sul ficaram economicamente e politicamente em uma situação de privilégio. 

Em decorrência desse processo acima referido, o período de 1930 até 1990 foi de extrema dificuldade para o Nordeste. Depois de 1990 tem início um processo de recuperação. Hoje alguns estados já apresentam uma economia mais forte e em uma dinâmica mais competitiva diante de outros centros, pois já gozam de maior amparo tecnológico na sua produção, chegando a ter alguns setores de ponta, como a produção de uvas e vinhos no vale do São Francisco, polo petroquímico de Camaçari (BA), a indústria de confecção de Pernambuco, indústria de automóvel na Bahia etc.

Consequências. Esse processo de recuperação não ocorreu de forma homogênea e nem com a mesma proporção no diversos estados dessa  da região Nordeste. Por quê? Porque neles houve processos políticos e de gestão díspares e atípicos.  Observa-se que onde essa mudança foi mais profunda lá teve renovação nos quadros políticos e uma relativa alternância no poder político. O Maranhão está na situação mais aguda de descompasso, tanto no ritmo de constituição de uma economia mais dinâmica, forte e atualizada como na renovação dos quadros políticos e na alternância do poder político. O Maranhão não sofreu nada de muito significativo nesses aspectos. O resultado é que o Maranhão lidera de forma negativa todos os indicadores sociais e econômicos. Sendo o estado da Federação com maior número de pobres e miseráveis. É suficiente ver o exorbitante número de famílias cadastradas no Programa Bolsa Família, que hoje é aproximado de 900 mil famílias.

O Maranhão foi a unidade federativa, da região Nordeste, incluindo os estados que estão em condições sociais e econômicas melhores, que mais teve oportunidades políticas favoráveis para melhorar suas condições sociais e econômicas no pós-1984. Começou esse período tendo como Presidente da República um maranhense, líder do grupo político que está controlando o estado desde 1966. Somam-se a isso, as diversas pastas de ministérios, postos de diretoria em empresas estatais e cargos de ministros que foram ocupados por maranhenses e todos pertencentes ao grupo político que governa o Maranhão. A presidência do Senado já foi ocupada quatro vezes pelo senador que lidera esse grupo político dominante. Isto é, condições não faltaram. 

Por que essa tamanha participação no poder central não se reverteu em melhorias das condições sociais e econômica do estado? Primeiro, o grupo que tomou o poder desde 1965 percebeu que manutenção do poder local, por força das condições política daquele momento e pelas condições econômicas do estado, dependia da aliança e espaço junto ao poder central. Assim, os ocupantes do poder no estado operaram nessa perspectiva junto ao poder central durante todo o período ditatorial, mas convertendo sempre esse espaço apenas na manutenção do poder. Sob essa visão de poder (poder pelo poder) os repassem e projetos foram pontuais e destinados a setores em que o empresariado estava em total alinhamento político com os que ocupavam o poder político no Maranhão. Nesse período a economia nacional teve altos e baixos, e o Maranhão ficou no seu lugarzinho de inexpressividade. Porém, apesar da continuidade do controle do poder político, ele começou a sofrer desgastes.

No final da década de 1980, com a crise econômica nacional, a dissolução do regime ditatorial e o desgaste político dos que controlavam o poder político no Maranhão apontavam para uma quebra da continuidade do domínio político desse grupo. E isso parece mais inevitável quando Cafeteira, um dos principais opositores da época, foi eleito governador. Parecia o fim de um domínio político. Mas, o que surgia como início do fim acabou sendo convertido em um novo começo.

Sabedor de que a manutenção do espaço junto ao Governo Federal era crucial para uma sobrevida política, o líder do grupo político dominante no Maranhão, senador José Sarney, em uma aposta consistente e bem planeja, abandonou a candidatura aliada dos militares e passou a apoiar o candidato da oposição. Não só isso, barganhou com sua adesão a própria condição de candidato a Vice-Presidente da República ao lado do candidato oposicionista Tancredo Neves. Isso se deu graças a um fator importante para obter espaço junto ao poder central: controle da maioria da bancada de parlamentares do partido (PDS) e da bancada do Maranhão. Com isso ficou fácil usar da legalidade, pois o dispositivo legal que impedia a mudança de partido não o atingia, era o único do grupo que podia mudar de partido sem ser atingido pela lei.  Com esses recursos viabilizou sua candidatura e quando a sorte apareceu, ele estava pronto para recebê-la. (Não será aqui repetido como se deu o primeiro governo civil pós-1964).

A partir daí Sarney buscou recuperar seu mando político local que estava em declínio e, com isso, poder aumentar seu capital de barganha junto ao poder Federal. O investimento de fortalecimento foi total. Chamou Cafeteria, seu principal opositor político, para uma aliança e tratou de submeter aos seus interesses os diversos agentes estatais dos outros poderes. Cooptações foram se propagando em cadeia por cada um dos poderes e, em todos, só as pessoas de sua confiança passaram a ocupar os postos-chaves. Os fiéis e devotos seguidores foram recompensados com carreiras exitosas. Aos “infiéis” e “ingratos” coube o peso da vingança.  

Nessa nova fase tem mais um complicador para retardar a saída do Maranhão do atraso. Esse elemento novo é a investida massiva desse grupo político nos diversos ramos empresariais e econômicos do estado. O grupo passou a participar de todos os negócios. 

Com o “mercado” girando em torno do Estado; uma classe média pequena e, em grande parte, atrelada ao setor público; a massa de consumidores constituída por servidores públicos de baixos salários, a viabilidade econômica ou sucesso empresarial passa inevitavelmente pela posição política ocupada diante do Governo. Isso acabou inviabilizando, em grande escala, a livre iniciativa como fruto de uma economia de mercado, que tem como base o capital produtivo relativamente autônomo do Estado (conforme a utopia liberal).

Sendo assim, o grupo político dominante passa então a ser sócio-empresarial-mor, tutor econômico de todo o Maranhão. Qualquer investimento ou empreendimento só se concretiza ou se viabiliza cedendo sociedade e conformando-se aos direcionamentos políticos do grupo ocupante do poder público.  Nesse contexto, a política virou uma forma de ascender socialmente e ser aliado do Governo virou o meio mais fácil de existir empresarialmente.

Daí que, ser empresário bem sucedido e sobreviver tem que estar no Governo e não oferecer ameaça aos atuais controladores políticos do Estado. Caso contrário, a competência fiscalizadora e repressora do Estado age eficazmente, não pela convicção do dever a cumprir e observar a legalidade, mas como instrumento de chantagem e perseguição aos que querem resistir aos donos do poder. Cabe dizer que, a mão invisível, no Maranhão, não existe nem em termos teóricos, já que nesse espaço operam mãos e dentes concretos e visíveis.

Tudo que veio ou foi reivindicado junto ao Poder Central, nesse período citado, foi meticulosamente escolhido para atender as particularidades econômicas/empresariais do grupo, garantir a alimentação da pilhagem do Estado, servir prioritariamente ao interesses dos aliados e à manutenção do controle político. Todos os investimentos e empreendimentos foram subjugados aos interesses particulares de um único grupo e em total prejuízo para o povo. Só entra e só se instala no Maranhão quem sede às exigências desse grupo. Não importando o quanto isso possa gerar de mais miséria e sofrimento para o povo. São cruéis, perversos, vingativos e destituídos de qualquer compaixão. Quem se coloca em oposição a eles tem que assumir o ônus da punição, pois não perdoam e nem sabem o que é isso! 

Repete-se assim a fórmula: o Maranhão é mantido insignificante para o Brasil para evitar as pressões externas, facilitando a manutenção do poder local. Ao mesmo tempo o estado é mantido nesse patamar econômico para evitar que internamente surjam grupos econômicos fortes, desatrelados do Estado/Governo  que possam potencializar as pressões internas que visam tomar o poder político e desbancar o controle empresarial e econômico do grupo que está atualmente à frente do poder político.

Como isso é possível? Isso é possível porque o grupo dominante goza de muito espaço junto ao poder central, conta com um alto grau de subalternidade e cumplicidade nos demais poderes e a economia nesse patamar ainda possibilita a continuidade dos negócios deles, em associação ao controle do Estado.

Constitui-se uma configuração bastante singular tanto do ponto de vista social, econômico, político e histórico. É uma parte da república onde nunca se separou coisa pública da coisa privada e onde ainda persiste o direito de privilégio, a vantagens por nascimento e linhagem. Quem não é de uma família nobre, por mais esforço e mérito que tenha jamais será reconhecido, no máximo, atinge o status de ficar em segundo plano.

No Maranhão existem castas que estão acima das leis, os poderes são personificados, o Estado é, em cada município, parte do patrimônio familiar de quem está na chefia do poder político, o interesse público e o espaço público estão submetidos aos interesses privados, ou melhor, não existem de fato. Os indivíduos que não estão sob o mando do senhor, na condição de séquito e aliado do grupo que domina o município ou o estado não são o que se pode chamar de cidadãos, vivem em uma condição de risco e incerteza permanentes. Essa configuração geral tem provocado uma cultura de apatia, indiferença, conformação e medo, que afasta os indivíduos da Política, dilui as potencialidades de mobilização e, consequentemente, enfraquece a força de pressão, perpetuando a descrença na mudança e na própria capacidade humana de transformar a realidade e perceber a realidade como socialmente construída. Cada vez tornando mais aguda a aposta exacerbada na benevolência da sorte e do destino. 


Mas, mesmo que essa sorte chegue um dia, tudo indica, que ela não será aproveitada, pois essa apatia não tem permitido uma preparação para recebê-la. Iludidos e demagogos acreditam em uma sorte dobrada. Isto é, bem mais da metade que acreditava Maquiavel e , dessa forma, acham que tudo será conquistado sem esforço. 

Repetir é uma necessidade diante do caso: De um lado, a insignificância econômica do estado diminuiu a pressão por parte do grande empresariado nacional e do próprio Poder Político Central. Do outro lado, a aliança política com o Governo Federal, a cumplicidade dos outros poderes e o controle econômico local completam as condições de manutenção do controle político desse estado. Outro elemento é a falta de manifestação de insatisfação popular mais aguda. Até onde o povo vai permanecer assim? Não se sabe! Mas temos que ponderar aí, pois as parcelas mais injustiçadas lutam sozinhas. Quem os defende? 

Enfim, o Maranhão nunca atingiu o patamar mínimo da civilidade instaurado pelos processos modernos, particularmente no que tange a economia, a política, os bens sociais, os direitos etc. e, ao que parece, já está à margem da pós-modernidade. Seria uma espécie social-histórica pós-pós-moderna? Quem pode saber!? Certeza é a dificuldade de acordar e dormir sob essa mesma escandalosa e miserável invenção!!! 

 SEM PROPOSTAS - ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2022 O que tem movido os eleitores brasileiro diante das candidaturas à presidência da República este ...