quinta-feira, maio 19, 2011

SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS...


Foto: Francisco Araujo. Banho no esgoto.


Acredito na misericórdia infinita do Criador e Arquiteto do Universo. Só a fé pode romper com o cerramento imposto por essa mentalidade fria e perversa que impera entre nós.

Como uma pessoa pode ser tão insensível e irresponsável diante da dor alheia? Mesmo acreditando que a misericórdia de Deus é infinita, não consigo ver isso como algo que sirva para premiar os maus, os sórdidos e perversos.

Deus não aconselha a maldade e o desprezo pelo próximo.

"O perdão de Deus não é uma declaração, mas um acontecimento em nós que nos recria. O pecado é uma espiral de Descriação; O PERDÃO DE DEUS É UMA DINÂMICA DE RECRIAÇÃO em nós por parte de Deus. "

Hoje, 17 de maio, por volta das 15h30min, presenciei uma cena deplorável e questionadora ao mesmo tempo.

Pois bem, estava passando na Av. São Sebastião, no Anil, próxima à confluência dessa avenida com a estrada de São José de Ribamar, quando ouvi alguns gritos e vi alguns garotos no córrego embaixo da ponte. Parei o carro, logo depois da ponte, voltei até o local. Repasso o que constatei:

Várias crianças estavam tomando banho na água de esgoto! Perguntei que rio era aquele. Todos, sem exceção, responderam: “Rio Anil”. Pois é, esse é o lazer de crianças nos bairros de São Luís. Literalmente: banhar no esgoto! Um dos garotos me disse: “Tem esgoto”!

Você acredita que esse Maranhão é o estado da federação com maior potencialidade para se desenvolver? “O Maranhão é a bola da vez”! Bola da vez para quê? Para quem é benéfico esse desenvolvimento, esse Maranhão “rico” e cheio de “potencialidades” que aparece na televisão?
Foto: Francisco Araujo. Detalhe do banho.

No melhor governo da vida deles, o lazer de crianças pobres é banhar no esgoto!

Esse é o Maranhão real que não aparece nas peças publicitária do governo do Maranhão.















quinta-feira, maio 05, 2011

BIN LADEN, IRAQUE, ESTADOS UNIDOS E O TEATRO DE ASSASSINATOS


O que Bin Laden nos trouxe? Nada. Bin Laden foi trazido, foi vomitado pela falência e diluição de cânones da modernidade:  a racionalidade política, previsibilidade e controle.

O primeiro derrame, individualizado na pessoa de Bin Laden, foi o terror como forma sistemática de reação e manifestação de interesses de coletividades. O terrorismo, particularmente efetuado pelo homem bomba, desconstrói as linhas do humanismo moderno. Não só isso, as guerras se tornaram sem-fim, onde a ideia de vitória ficou intangível. Mesmo quando uma das partes tem superioridade bélica, o conflito não termina.

Essa guerra sem-fim é uma guerra que não representa uma saída da política com um retorno calculado a partir de objetivo. Ela simplesmente não tem objetivo político que sustente um retorno positivo à política. É a guerra que não possibilita nenhuma ilusão de sentido. A guerra do Iraque foi uma guerra para quê? Qual o objetivo? Que retorno político? Sintomática a conclusão de Shannon P. Meehan, capitão reformado do exército americano, veterano da Guerra do Iraque: “Meu maior ‘sucesso’ na vida será lembrado como um erro.”

A morte de Bin Laden é a institucionalização do terror, na forma de justiça de sangue via assassinato. Ao matar Bin Laden os USA perpetuaram a doutrina na qual o próprio Bin Laden se afirmava e se justificava. Tudo foi nivelado por baixo, pela brutalidade, onde não cabe rendição nem clemência. Quem venceu? Venceram os que comemoravam a morte de Bin Laden? Venceram os fãs dos atentados promovidos por Bin Laden? No fundo, esses lados convergem para um ponto: a violência.

Bin Laden está mais do que nunca eternizado como personagem da cultura americana, com amplo espaço no roteiro do teatro de assassinatos americanos. Não se pode mais falar dos USA sem Bin Laden.

As fotos e imagens divulgadas até agora sobre o local da morte de Bin Laden apontam para um cenário teatral, onde vidas foram eliminadas em nome de realismo, ou construção de uma “verdade” do Estado americano. Não há sinais claros de resistência e trocas de tiros. O corpo do principal personagem não é mostrado. Por que não é mostrado? Propomos duas hipóteses: 1) Mais do que evitar chocar as pessoas, os americanos querem evitar o ofuscamento de seu heroísmo. Talvez estejam simplesmente tentando ocultar que mataram um moribundo, um inimigo que já estava em situação precária de saúde e debilitado; 2) Bin Laden já estava morto e esse teatro (de horror) serviu a dois propósitos: alavancar a campanha de Obama e justificar a saída das tropas americanas do Afeganistão.

1-Curiosidades: Imagens do quarto revelam enorme quantidade de vidros de remédios em uma prateleira; a segurança de Bin Laden com um número reduzido e baixo armamento; pouca resistência (tinha colaboradores infiltrados na casa?); aproximação dos helicópteros não percebida; Bin Laden após a chegada dos americanos ainda estava desarmado.

2-Curiosidades: No período Bush, aparecia gravações de Bin Laden fazendo ameaças sempre que a popularidade do presidente caía. Bush se reelegeu sustentado pelo pavor. 
Não duvidamos da morte de Bin Laden. A primeira versão de morte de Bin Laden data sua morte em dezembro de 2001 e outra agosto de 2006. Essa primeira data foi publicada pelo Pakistán Observer, onde um líder talibã afirma que Bin Laden, sob ataques americanos, não pode fazer diálise diariamente e teria morrido quando fugia de Tora Bora.

Segundo o Pravda (04/05/2011 – mundo):

El último video de Ben Laden, considerado auténtico por los expertos, es de 26 de diciembre 2001 y fue grabado semanas antes. En él, aparece el jeque en pésimo estado físico: muy pálido, muy delgado y con el brazo izquierdo (era zurdo) inmóvil.
Después de esa aparición, Osama vuelve a aparecer durante años. El vídeo en el que sale caminando en las montañas con Al Zawahiri (emitido en 2003) también se remonta probablemente a 2001 y las dos siguientes filmaciones (una de 2004 y otra de 2007) se consideraron falsas. Por lo demás, sólo hubo mensajes audio de dudosa fiabilidad.
En abril de 2002 Steve R. Pieczenik, antiguo vice de los Secretarios de Estado Henry Kissinger, Cyrus Vance y James Baker, un personaje que había trabajado con Ben Laden en Afganistán contra los soviéticos en los años 80, respondió al popular locutor de radio Alex Jones que Osama "llevaba meses muerto".
En julio de 2002, el jefe del FBI de la lucha antiterrorista, Dale Watson, declaró: ''Creo que Osama bin Laden ya no está con nosotros, aunque no tengo pruebas para decirlo''.
Unos meses más tarde, en octubre de 2002, le tocó el turno al presidente afgano, Hamid Karzai:'''Hace mucho que no tenemos noticia de él: es probable que esté muerto".
En esos mismos días, la muerte de Ben Laden de diciembre de 2001 también fue acreditada por las fuentes de inteligencia israeli.
Sin embargo, según los servicios secretos saudies, Osama sobrevivió, al parecer, hasta el 23 de agosto de 2006: día en que el  jeque del terror falleció presuntamente en Pakistán debido a una parálisis de los órganos internos causados ​​por la fiebre tifoidea. La información, recogida por el servicio secreto francés, fue difundida en septiembre de 2006.
El ex agente de la CIA Robert Bear, autor del libro que inspiró la película Syriana, columnista de inteligencia para Time, Washington Post y Wall Street Journal, declaró sin titubeos en una entrevista a laNational Public Radio estadounidense: "Por supuesto Ben Laden está muerto ".
'''No creo que él todavía esté vivo", dijo a NBC News en 2009 al presidente de Pakistán, Asif Ali Zardari. ''Tengo esta fuerte sensación y razones para creerlo después de haber hablado con la inteligencia estadounidense''.
Consideramos que a existência física de Bin Laden foi minada há tempos. Portanto, a dúvida é a data verdadeira. Enfim, o que faltava era retirar o personagem do palco para que a peça pudesse seguir sua sequência. É o teatro americano.
Em que pese as eufóricas comemorações americanas, mas é o terror que está vencendo até agora. Infelizmente todos estão caindo na vala do terror.

terça-feira, maio 03, 2011

O NOVO. DE NOVO?

Uma banda petista assumiu a fixação oligárquica de fantasiar o velho com máscara de novo. É plausível, sem forçar muito, enquadrar como parapráxis  de contestação da sua própria condição de permanência, de velho, de arcaico. Para celebrar o “novo” dessa banda... Fragmentos da poética do poeta-senador Sarney...

- Fragmentos do poema Carta do Anti-Santo José aos seus tristes:

“EU, de nome José,
rasguei os olhos da vida
em cinza manhã de abril.
Chorei e o campo chovia
onde a cidade pedia
tempos, clemência e amor.”

- Fragmentos do poema Os marimbondos de fogo:

(II)
“VELHO horizonte parado,
de tatuagens e cores.
(VII)
“POR ódio de que eu quis
matar a tudo matei.
(VIII)
ESTAMOS agora aqui
e não-eu e tua névoa
pois nossa ambição perdeu-se
dentro de nós e do mundo
(X)
EU barro do Maranhão,
chapadas de Urucuruna,
homem e pássaro onde fui
aventureiro de sonhos,
de gente apascentador
e de indomáveis rebanhos."

quinta-feira, abril 28, 2011

A MORTE MAIS BARATA


 TEXTO RETIRADO DO SITE:  www.infa.org.br 
Morte mais barata



                              Helio Amorim
                                Membro do MFC

"O oxi custa menos que o crack que era até agora o mais barato e mortífero veneno. Chegou dos Andes pelo Acre, se espalhou pela Amazônia e já chega ao nordeste e sudeste. Estávamos preocupados com a destruição da flora e fauna do norte verde e não percebíamos a fauna humana sendo dizimada por essa praga branca.
Crianças desde cinco anos e adolescentes perambulam pelas ruas de Rio Branco, olhar perdido, agitados ou prostrados nas calçadas.
O efeito da droga dura poucos minutos. Segue-se uma ânsia incontrolável por uma nova dose de 5 reais. O dinheiro acaba. A solução são pequenos furtos nas ruas e em casa, o tráfico da droga e a triste prostituição infantojuvenil.
Os relatos são assustadores. Meninas de idades entre 8 e 14 anos cercam caminhoneiros na rodovia BR-317 e oferecem programas de 2 a 5 reais para comprar o oxi. Também senhoras idosas viciadas disputam esse mercado.

No Maranhão, a pesquisadora Selma Marques lamenta: “Antes era maconha e cocaína. Éramos felizes e não sabíamos. Por serem de fácil acesso e baratos, crack e oxi ganharam espaço”. Os traficantes no início dão a droga de graça para a criança. A dependência é imediata. Logo começam a cobrar por serviços e finalmente em dinheiro. O governador daquele estado afirma que “de cada dez homicídios, oito são provocados pelas drogas”. No Piauí surge um derivado perverso, a brita, mistura de crack, cimento e ácido.

Pelo preço elevado da cocaína pura, esses produtos também são disseminados nas classes médias, entre adolescentes que já gastaram a sua mesada e precisam de droga barata. É o começo do fim. Retorno quase impossível. A morte pode chegar em poucos anos de vida sofrida e miserável.

Há organismos de governos e outros não-governamentais atuando nessa batalha mortal. Mas a praga se espalha com rapidez incontrolável. O baixo preço dessas drogas exige novas estratégias de guerra.

Governos de países vizinhos que produzem cocaína, base necessária dessas novas armas destruidoras, devem ser interpelados para intervir na cultura e nesse comércio de fronteiras. É mais lógico e factível intervir nas linhas de produção do que fechar hermeticamente as extensas fronteiras terrestres de regiões de baixa densidade demográfica. Acordos internacionais para conter o tráfico devem ser feitos com o mesmo empenho adotado no planeta contra a proliferação de armas nucleares.

Uma ação interna coordenada em todos os níveis de governo e forte envolvimento de organizações sociais deve ser intensificada como prioridade nacional, antes que essa tsunami silenciosa envenene a parte mais frágil da população, os pobres e as crianças, até então protegida pelo preço caro das drogas.

No cenário histórico do mundo das drogas tradicionais, os resultados mais contundentes da repressão policial têm sido financeiros, com poucas prisões. As apreensões desses produtos mortíferos dão prejuízos monumentais aos traficantes que vivem tranquilos em suas mansões luxuosas. Nem sabem onde estão as favelas e pontos de venda em que atuam os seus revendedores, chamados “pés-de-chinelo”. Suas contas bancárias são apenas arranhadas por esses dissabores eventuais.

Suspeitamos que são conhecidos em delegacias policiais que também conhecem seus endereços com vista para o mar. Bandidos costumam ser generosos com quem respeita a sua merecida privacidade.

Mas esse quadro não pode continuar. A guerra contra as drogas tem que ser municiada com tanto fervor como o do combate ao desmatamento da floresta que se tornou porta de entrada da nova praga barata."

Quando as notícias acentuam as idades das vítimas principais da droga, logo recordamos outra tragédia, esta em escola, em Realengo, na cidade grande, que comoveu o país e reverberou mundo afora. Um psicopata de evidente comportamento estranho frequentou a escola durante anos, sofreu bullying, foi humilhado com frequência cruel pelos colegas adolescentes, acumulou mágoas em suamente enferma e ninguém percebeu que uma bomba estava sendo armada. Poderia ter sido desarmada a tempo. Doze crianças e adolescentes estariam vivos. Explodiu, doze morreram. Jamais esqueceremos.




sexta-feira, abril 22, 2011

ESCULTURA DE DIGNIDADE: DA HORA



Há monumentos que não podemos ver, nem tocar... São esculturas morais. Arte de postura digna.
É certo que dignidade é uma coisa relativa e que moral depende do contexto... Mudando o contexto..as particularidades arranjam outros referências de dignidade e valorativos. 
Seria sandice apontar a imoralidade ou a-moralidade alguém totalmente fora do universo de onde se originou e firmou os parâmetros de moralidade de tal julgamento. Mas isso não é o caso, no momento. Posso dizer, sim,  que é uma obra prima o gosto pela vida e a dignidade no viver de Abelardo da Hora.
Comunista sem grife, convicto da responsabilidade em combater a miséria e desigualdades sociais, simples e despojado. O único sobrevivente da direção do diretório regional de Pernambuco (antigo Pczão). Dedicado e amante. Amante do seu ofício, da beleza das mulheres e da sua esposa.
Foi comunista quando era um risco de morte. Foi preso enésimas vezes. Perdeu ou passou a ignorar a quantidade de prisões que sofreu. É fato, continuou livre. É um monumento artístico a trajetória de vida de Abelardo da Hora; pernambucano, escultor, ceramista, desenhista etc., e um cidadão de mais de 80 anos de vitalidade, em plena atividade no seu atelier nos fundos do seu quintal. 

Perguntado se ensinou Francisco Brennand a trabalhar com cerâmica, apenas disse: “Ele é uma pessoa muito boa.” 
Enfim, comunista com alma livre e humanista de verdade foram poucos, peças raras na história. Uma dessas raridades está em Recife. Viva da Hora!!!
(ORIGINALMENTE PUBLICADO - 04/06/2007).
Tive a honra de ser recebido por Abelardo em sua própria residência e entre dezenas de esculturas. Conversamos por 40 minutos. Tratamos de política, arte e da vida. 

quinta-feira, abril 21, 2011

VAI PASSAR O SAMBA ESQUEMA ROSE

Foto: Francisco Araujo - Maranhão do Futuro


“Num tempo/ Página infeliz da nossa história,”
Como repicados de tamborins o Governo do Maranhão, na gestão considerada a melhor da vida deles, anuncia uma parceria com a Escola de Samba Beija Flor de Nilópolis (RJ) para homenagear os 400 anos de São Luís. Talvez também para celebrar o melhor Governo da Vida Deles. Sempre há um bom tempo para esses que aí estão no poder, mas não para nós contribuintes e que sobrevivemos do esforço, do trabalho árduo diário.
Gastar 08 milhões com escola de samba do Rio de Janeiro e deixar os sistemas de saúde e educacional do Maranhão sucateados é, no mínimo, falta de bom senso e sensatez. 

“Dormia/A nossa pátria mãe tão distraída/sem perceber que era subtraída/
Em tenebrosas transações”
Toda esse Carnaval selado por uma transação que os cofres públicos do Maranhão jogará 08 (oito) milhões de reais no caixa dessa agremiação carnavalesca. Será que esse dinheiro está sobrando? Que sobra é essa?

“Seus filhos erravam cegos pelo continente,”
No Maranhão real, fora das passarelas das fantasias orgásticas, legiões de enfermos sofredores no interior das ambulâncias, em peregrinação do desespero em busca de hospitais e leitos. Sobra para os estados vizinhos, principalmente o Piauí, que acaba tendo sua rede de atendimento médico-hospitalar sobrecarregado pela gigantesca demanda oriunda do Maranhão. Os recursos do estado do Piauí estão sendo gastos com o povo do Maranhão e os recursos do Maranhão serão gastos com o carnaval carioca.
Será justo e politicamente procedente, em uma Federação, um estado-membro ser obrigado a responder por um problema de outro estado? Principalmente diante de um caso em que não ocorreu nenhuma catástrofe, nenhuma tragédia de origem climática, de guerras etc.
O Piauí, até por caridade, deve permanecer atendendo os maranhenses aflitos, mas o estado do Piauí deve ser ressarcido. É plausível o Piauí fazer uma série de questionamentos junto ao STF, tendo em vista o modelo de Estado Federativo adotada no Brasil, cuja distribuição de riqueza é pautada em territorialidade. Além disso, cada estado membro deve ter capacidade de autogestão. Onde fica a competência do estado do Maranhão para com seus cidadãos?
 
“Vai passar,/ Palmas pra ala dos barões famintos”
Enquanto isso, no cotidiano dos maranhenses, o Hospital Aldenora Bello deixa de receber míseros 230 mil, reais do Governo do Maranhão. Sendo um hospital de referência no tratamento de câncer e, ao mesmo tempo, o único que acolhe os pobres que sofrem essa doença. O secretário-mor não viu e não sente nenhuma responsabilidade do Governo para com essas pessoas. Verdadeiro barão faminto da usura.

“O estandarte do sanatório geral vai passar.”
O lado mais cruel dessa página infeliz da nossa história é que esses donos do Maranhão não são insensíveis só como “políticos”, mas também como empresários, pois mesmo possuindo várias empresas, não são capazes de uma única atitude de Responsabilidade Social. Isso não é espírito burguês, não é ethos capitalista, mas uma fome doentia por dinheiro.

“Cada paralelepípedo da velha cidade nessa noite vai se arrepiar”
Será permitido ao povo o direito de uma alegria fugaz, que chegará pela TV em HD (Hi-Definiton), com transmissão direta do sambódromo da indignidade pública. As fantasias vão alvejar muito mais no ninho desse beija-flor sanguessuga.

 SEM PROPOSTAS - ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2022 O que tem movido os eleitores brasileiro diante das candidaturas à presidência da República este ...