domingo, agosto 30, 2015

A saga dos romeiros de São José de Ribamar...


Ontem na Romaria de São  José de Ribamar. Essa imagem foi feita no bairro Forquilha (Estrada de Ribamar). O canteiro central estava cheio de lixo:pneus, papéis e óleo diesel. Tudo isso descartado no canteiro central. No mais, foi o de sempre péssima iluminação (todo o trajeto). Se os  cidadãos fossem mais respeitados, no mínimo, o trajeto teria recebido uma iluminação complementar nesse período.

Mas, não foi só isso... outras coisas mais desagradáveis e perigosas foram constantes no trajeto: desorganização  do trânsito e inúmeros bueiros sem tampa, a ausência de tampas também nas "bocas dos esgotos".


O que causa espécie é  o fato  de ser um trajeto cortando  três municípios (um sendo a capital do estado). Detalhe...o trajeto é  da Romaria é todo na MA-201 . Positivamente pode ser destacado a presença da ROTAM, os policiais estavam lá  (algumas viaturas). A presença da polícia foi providencial para inibir a ação dos viciosos: os amigos do alheio. Como um evento  desses é  tão desassistido? Por quê? 

quinta-feira, agosto 27, 2015

Onde as prioridades nunca significam Prioridade: o caso Areinha


O universo social é complexo, muito complexo. Mas, entre um estudo e outro desse campo, estudiosos trazem à luz aspectos relevantes dessa complexidade. Dentre esses aspectos reveladores estão as tendências (não é futurismo, nem certeza) existentes dentro de certos contextos. 
Vamos logo ao ponto... A Areinha é um bairro de São Luís próximo ao Centro Histórico e fica ao lado da Madre D'Deus. Nesse bairro existe uma das maiores concentração de oficinas mecânicas e de lanternagem da cidade, além de várias lojas de revenda de automóveis, tribunais, agências bancárias, condomínios e diversos motéis. Fica situado em uma área com três avenidas: Africanos, Vitorino Freire e a antiga Kennedy.

Porém, o bairro possui duas enormes "valas" (esgoto a céu aberto, provável que tenham sido rios) por onde escoam todo tipo de dejetos, além do esgoto doméstico. Tudo indo in natura para dentro da barragem do Bacanga.  Não é uma situação criada recentemente, não é. Essa área precisa de melhorias há décadas. Ao longo de décadas e décadas, de sucessivos governos (estaduais e municipais), de governos de múltiplas colorações, discursos e ideologias... a Areinha permanece assim. A Areinha nunca entrou com prioridade em programa nenhum de saneamento . Nenhuma melhora urbanística a área recebeu. Existem inúmeras carência nesse bairro, precariedades, mas nada disso parece ser prioridade aos olhos dos que assumem o Poder. 
Nas bordas dessas valas... encontramos diversas formas alternativas de ganhar o pão, complementar a renda e ter um abrigo. 

É preciso olhar e enxergar essas pessoas e suas necessidades, não perseguir ou ignorar. 
E, primeiramente, criar melhores condições de lazer para as crianças... As crianças daqui não merecem pracinha, parquinhos etc.? 
Essa quadra... foi mais um desses projetos que foram quase feitos. Pois é, são décadas assim em ruínas, sem nenhuma melhoria. Mesmo assim é nesse local que as crianças e adolescentes do bairro buscam jogar futebol e brincar. 
São Luís e o Maranhão seguem a tendência de embelezar onde já é belo e deixar o resto ao acaso.  
Apesar de tudo... e de todos que atravancam o caminho...a vida é sempre mais. Como diz o velho Maquiavel: "o tempo arrasta tudo". 



domingo, agosto 16, 2015

Sobre as manifestações e as coxinhas


Só quero dizer..que amanhã é dia de pagar diversas contas. Vou ver o que posso fazer...diante da inflação. Eu vivo em um mundo que tem inflação.. o preço da energia elétrica está mais caro, condomínio aumentou, gasolina aumentou,preço do gás aumentou, os preços dos alimentos aumentaram.. plano de saúde ficou mais caro... e eu não sei o que é um reajuste real de salário desde 2010. Mas, ainda bem que tenho as coxinhas... No mais é difícil saber o que é pior ..se a velhinha lamentando não terem matado todos em 1964 ou uma moçada pelega com discurso fascista pró governo minimizando corrupção! Eta feira indigesta!

sábado, agosto 15, 2015

A Presidente que Pedalava demais


A situação da Prestação de contas do Executivo Federal referente a 2014 está recheada de procedimentos vetados por lei. Essas manobras fiscais foram batizadas de "pedaladas" fiscais. Entre elas está o atraso de repasse para as instituições financeiras públicas. Esses recursos (dinheiro) servem para pagamento de benefícios sociais e previdenciários. O não repasse forçou as instituições financeiras usarem os seus próprios recursos, a exemplo da Caixa e Banco do Brasil. Qual o objetivo disso? Simplesmente fazer parecer que o governo tinha dinheiro em caixa. Isto é, um engodo, uma mentira inadmissível do ponto de vista republicano, porque tanto expressa falta de transparência, como falta de responsabilidade e devida prestação dos gastos públicos. No final de quatro anos as pedaladas somam 40 bilhões de reais. 

Isso, em si é um elemento de perda de legitimidade. Porque implica em uma grave falta de responsabilidade. Mas não só isso, a Presidente emitiu decretos abrindo crédito SEM a autorização do Congresso Nacional. 

À Presidente foi dada um prazo de 30 dias para esclarecer e apresentar defesa quanto a essas pedaladas. Agora mais tempo foi dada ao Executivo apedido do Senado, através do senador baiano Otto , do PSD. Especula-se que há manobra para que as contas e as pedaladas sejam aprovadas. Outros especulam que esse julgamento não seja realizado tão cedo. 

Ora, a aprovação de tais contas com esses indícios de irregularidades abre um procedente absurdamente perigoso. Ferindo seriamente a institucionalidade republicana, tornando a coisa pública vulnerável e sem a menor proteção. Simbolicamente é dizer que a coisa pública não merece nenhum respeito e que o TCU é mais um ente sobre suspeita. Isso vai ser o aprofundamento da corrosão de toda a legitimidade política do Estado brasileiro. 

A questão é: é responsável manter um mandato de um Presidente mesmo jogando à própria sorte toda a institucionalidade de um país? Onde fica o Estado de Direito na república democrática? 

O povo está cansando de ver todo dia o total desrespeito com os recursos públicos seguindo de impunidade e ineficácia dos órgãos de controle. Que legitimidade terá os tribunais e que sentimento de justiça o povo vai ter daqui para frente? 

No lugar da serenidade e da responsabilidade com a democracia e o Estado de direito, o que testemunhamos , por parte de apoiadores do governo, são expressões de desatino, de formato terrorista e fascista, explorando o medo, difundindo mentiras e ameças de lutas com armas. Quem são os inimigos que esses insanos atacarão com suas armas? Eles são vítimas de quê e de quem?  São vítimas de si mesmos e o inimigo é imaginário... típico de posturas autoritárias e corruptas. 
  

sexta-feira, agosto 14, 2015

quinta-feira, agosto 13, 2015

Que ideologia?


Repercutiu nas redes sociais um editorial da Globo... tratando da questão do pedido de impeachment da presidente Dilma.  Alguns intenderam que a Globo mudou de posicionamento e estaria agora contra o impeachment.
A Globo estava defendendo impeachment? A Globo agora está contra o impeachment? Qual a ideologia da Globo?
A Globo é uma empresa e opera dentro do mercado a partir de uma concessão. Qual a ideologia da Globo? O que ela defende?  

terça-feira, agosto 11, 2015

Dilma, legitimidade e o "apoio maranhense"

Qualquer equação com o elemento político Dilma apresenta múltiplos resultados. Hoje realmente estamos diante de uma crise política. Que tal lembrar Gramsci? E pensar essa crise em três atos: O PT (partido dos trabalhadores) chega ao poder como um elemento tardio dentro do lastro da crise de hegemonia que gerou o golpe de 1964 e, pragmaticamente, vai se manter no poder como Vanguarda do Atraso, aproveitando-se das crises conjunturais multi-céfala. O ponto crucial é que a saída da Ditadura pela via da "conciliação" nos marcos da transição lenta, gradual e segura estabelecida pelos militares já exauriu todas as combinações possíveis, chegou ao seu total esgotamento. Estamos diante do riscos de uma abertura de uma crise orgânica. O tempo encurta. Qual a ânimo ainda contido na massa silenciosa? 

Nesses últimos trinta anos não apareceu nenhuma força aglutinadora capaz de sinalizar um projeto político novo para o Brasil. A defasagem política perpassa todas as frações e setores sociais, é geral e de volumosa. O PT no poder mostrou que não tinha nenhum projeto político amplo, renovador e capaz de formar novos pactos políticos. O PSDB (partido da social democracia brasileira)  já tinha mostrado sua total dessintonia com um projeto político novo. O PSDB não consegue falar para os mais simples e assumir o que emerge das ruas. Logo, esse desejo de renovação foi transferido totalmente ao PT. O PT deu espaço aos segmentos políticos/partidários que mais representavam o atraso, o ultrapassado, o velho. Ao invés de crescer como um agente de uma transformação mais profunda, o PT mergulhou em um pragmatismo pelo poder cego. Ato suicida. Não só isso, afastou o circulo de produção crítica, os intelectuais de pensamento mais reflexivo e inovador e como isso também proibiu a expressão utópica. Virou a vontade de um homem só: Dirceu, um ego doente e perigoso. O PT e PSDB não realizaram aquela catarse gramsciana. 

A crise que aí em pleno vigor é difícil caber em uma só equação. Destaco, de imediato, dois complicadores graves: 1- a falta de uma oposição programática, propositiva e próximas aos movimentos reivindicativos atuais; 2- a inexistência de um projeto político transformador, como ampliação democrática e renovação das nossas bases institucionais. A questão é: esses complicadores pertencem em que grau ao nível conjuntural ou estrutural? Daí podemos enumerar uma série de problemas de ordem institucional e não institucional. Logo é uma crise agudamente política porque atinge a vida política no seu todo e a ideia de Estado. A crise, obviamente, é da ausência de respostas às demandas sociais, política e de participação e somada a uma estrutura institucional corrompida em todos os sentidos. 

O Brasil não fez um pacto político novo, não teve reformas sérias e profundas na área fiscal/tributária, administrativa, política. O Estado como um todo não sofreu qualquer alteração significativa, porque não existiu Reforma Política. O federativo atual, com essa ideia de municipalização é um absurdo, que só tem gerado mais ineficiência e desvio de recursos públicos. A corrupção virou uma rotina do ponto de vista econômico, mas a sua densidade é corrosão do valor da confiança. Os indivíduos a quem foi confiado o comando da coletividade trai o sentido do exercício do poder lhe foi confiado. A corrupção em essência não está restrita no monetário, mas em ir de encontro ao que funda o Político. A corrupção é gravíssima e agudiza a crise política. 

 A situação política de Dilma e todo seu governo é de um defunto no meio na sala... situação de velório continuado. Ninguém mais lamenta a morte, mas o inconveniente da falta de destino do cadáver. O morto acaba simbolizando a crise: o velho que não responde mais e o novo não chegou. 

O encurtamento crítico e a perda da capacidade de constatação da realidade impossibilita o PT ainda mais de somar apoios e firmar compromissos de base Política. O desgaste com os escândalos de corrupção e as fórmulas delirantes de responder aos escândalos deslegitima o partido de convocar a qualquer pacto. O PT queimou seu capital político e não se deu conta disso. Não há golpe em curso. O que está em curso é a perda de legitimidade política. A legitimidade dada pelo voto na eleição precisa ser reiterada durante o exercício de governar. Porque o exercício do poder político não é confiado sem atribuir responsabilidades. Ora, em ambientes democráticos e republicanos a opinião é parte governança, serve à governabilidade e é inseparável da vida verdadeiramente política. O que perdeu legitimidade não foi a eleição de Dilma,  a eleição não é a questão central do momento, mas o exercício do poder político que lhe foi confiado. Em democracia a maioria é sempre flutuante. Agora 71% da população brasileira estão desaprovando o governo de Dilma. Mas não é só isso, perdeu legitimidade política, porque perdeu aceitação, confiança e, logicamente, respeito. O que a Presidente fala vira piada, mesmo que seja um tema de seríssima importância. 

Não há golpe, mas as exigências legais de um Estado de Direito Democrático pesando sobre o mandato de Dilma, que envolve o fato de respeito à Lei de responsabilidade fiscal, falhas na prestação de contas etc. Vão suprimir a legalidade em favor do quê? O desrespeito aos marcos legais, que caracterizam a própria institucionalidade da Presidência, não é uma perda de legitimidade? ou só uma falta legal? Volto à imagem do velório prolongado, o defunto sem rumo. O impeachment tem como consequência o repasse do poder a Temer. A renúncia também coloca Temer na Presidência. Que solução e clima político pode produzir de diferente o Temer? A maioria dos opositores de Dilma não acham nisso o desfecho positivo. Quem assumiria o risco de tirar o mandato via TSE e provocar uma nova eleição? Nova eleição parece ser o mais desejado, mas faz do PT vítima. O PT ganha sobrevida como vítima. O que fazer com Dilma? É exatamente ausência de uma posição como resposta que prolonga essa situação. Isso é muito ruim diante do agravamento das situação econômica do Brasil. 

Está na hora de algo ser feito a favor do Brasil. Quem realmente vai fazer algo pelo Brasil? 

Quanto ao apoio maranhense à Dilma, resumo da seguinte maneira: tem Holandinha, o mais novo aliado DEM. Cadê aquela multidão de vereadores e prefeitos que vieram tirar foto com Dilma e Lula na época do lançamento do projeto de implantação da refinaria Premium? É isso. O maior apoio dado pelos maranhenses foi ignorar no lugar de hostilizar. 

O que é real é que a realidade é bem maior e mais complexa que a nossa explosão emotiva... A realidade às vezes é totalmente surda aos nossos gritos. 

  


 SEM PROPOSTAS - ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2022 O que tem movido os eleitores brasileiro diante das candidaturas à presidência da República este ...