quinta-feira, junho 25, 2015

Falando um monte: tragédia com cantor

Falando um monte. Lamento pela morte do famoso que nem conhecia e, aproveitando o momento,  quero manifestar minha solidariedade à família dele. Com dor e sofrimento alheios não cabe brincadeiras. Porém, se não fosse essa tragédia (que lamento) talvez (muito provável) continuasse sem saber da existência dele e de sua arte. No mais, só tenho a dizer que vou continuar não ouvindo e nem querendo saber desse trabalho artístico dele, por pura e simples opção musical.

(Literalmente uma tragédia. É raro cantor sertanejo morrer e morrer jovem é a exceção brutal) 

segunda-feira, junho 22, 2015

Ninguém sabe a situação real do Brasil, mas se gasta muito tempo com Malafaia

Podem consultar diversos economistas, administradores, contadores etc. sobre a real situação do país e você vai ter opiniões das mais díspares. Se por uma parte multiplica-se as versões pessimistas, por outro lado, abre-se um legue nada coerente de alguns otimistas. Só há uma coisa comum na nas opiniões de todos eles: opinião. É só isso. Ninguém até o momento apresentou algo consistente em termos de conhecimento, algo que se sustente com dados e minimamente verificáveis. O que prova que não possuímos um sistema apurado de acompanhamento de todas as nossas contas e transações e muito menos um acompanhamento quase simultâneo das atividades econômicas maior peso na economia. Não há integração de dados que retire esse enorme atraso na produção de dados e na divulgação de indicadores. Isso precisa ser feito principalmente por entidades não estatais ou não submetidas diretamente ao Executivo. 

Hoje vivemos em meio a uma corrente de especulações, uma insegurança generalizada sobre a economia e pouquíssimo debate e ações propositivas para enfrentar a crise. Falta órgãos articuladores e falta dar um pouco mais de transparência sobre o contexto. Bom não está, mas é preciso saber melhor o tamanho da tragédia e de que tipo ela. 

A Dilma aparece e diz que não é para deixar de consumir. Como  não deixar de consumir com perda de poder aquisitivo, aumento de juros, aumento da carga tributária e a inflação subindo bem acima do "esperado pelo governo"? Que fórmula é essa de Dilma? 

Será que não existe nenhuma entidade capaz de apresentar um quadro geral dessa situação e que seja capaz de esclarecer melhor o cidadão sobre os riscos nesse contexto? 

Nas demais ciências sociais e humanas avoluma-se uma onda de interpretações de extremo ensaísmo e de generalizações gritantes sobre a atual situação do Brasil. Sendo que 80% desses intelectuais, pensadores etc. estão fazendo ação de torcida, defendendo o umbigo, os privilégios conseguidos pelo alinhamento ao governo ou estão em um confronto feroz contra os defensores do governo. 

Por outro lado, tem um segmento em busca de notoriedade e maior visibilidade, mas que acaba sendo ferramenta para distrair a atenção, em grande parte é isso. A quem interessa manter na mídia discussões em torno do que pensa Malafaia, Bolsonaro, Feliciano etc. ? Eles são as nossas maiores preocupações? Eles realmente são capazes de mobilizar de interferir nas questões mais graves de preconceito, discriminações, violências etc.? Não estamos deixar de olhar para outras coisas que também podem estar contribuindo para essa escalada de violência, de preconceito, de discriminação e de baixa qualidade de vida? Malafaia não é tão consequência quanto a falta de hospital? Essa voz nervosa de Malafaia não é fruto de tantas falências institucionais que a sociedade brasileira está vivendo? O que foi feito pela Educação e que patamar estamos na Política? 

Parece que a crise, antes de revelar sua face econômica, já estava consolidada enquanto crise de pensamento, ética e política. 


quinta-feira, junho 18, 2015

Que seleção é essa?

Todos os comentaristas falando de Neymar etc..querem explicar tudo pelo Neymar. Ninguém se pergunta se uma seleção deve depender de um único jogador. Nas quatros copas que Pelé disputou, em qual delas ele jogou sozinho? O nível dos jogadores que jogavam ao lado de Pelé estava anos luz à frente desses que estão jogando do lado de Neymar. Foi assim que Pelé pôde ser Pelé. Além disso, Neymar não é Pelé. Não é uma questão de nervosismo de Neymar, mas a ausência de um time de qualidade técnica e bem comandado tecnicamente. Não existe um padrão de jogo é taticamente ruim. 
Essa seleção brasileira atual é um caso típico da Era Dilma! 

quarta-feira, junho 17, 2015

Quilombolas: a continuada luta contra o sofrimento


Mais uma vez diversos presentantes de comunidades quilombolas e indígenas estão ocupando pacificamente a sede do Incra do Maranhão. Motivo: reivindicações que nunca foram atendidas. A ação não é mais que a reivindicação do atendimento das reivindicações já feitas diversas vezes. 

O que temos hoje são Reivindicações de reivindicações não atendidas por diversas gestões anteriores. O INCRA já teve diversas vários superintendentes, a Presidência da República já teve vários ocupantes, só o governo do Estado que está pela primeira vez sob novo comando (exceto a breve passagem de Jackson à frente dos Leões). E nada de significativo foi feito até agora. Tudo que está acontecendo é o eterno ontem se projetando no presente. A velha memória opressiva.  É uma negação continuada de Direitos e privação do essencial: de vida sem graves precariedades e perseguição.

Depois de 300 anos de escravidão legalizada, oficial, as comunidades e povos oprimidos desse o início do processo de coligação ainda vivem sob o desespero, sem garantias ao espaço de morada, de trabalho, de vida. Não bastou os séculos de pelourinho oficial, os negros e índios ainda precisam se lançar em ações extrema para serem ouvidos e terem seus direitos reconhecidos. Que Estado de Direito é esse que é um grupo de homens e Mulheres precisam fazer greve privando-se de alimentação (Greve de fome) para serem vistos (perder a invisibilidade social), ouvidos e ouvidos? 

Hoje completou 08 dias (não 05 como publiquei inicialmente) que um grupo de quilombolas estão em greve (de fome) dentro do INCRA, em São Luís. Os indiferentes são, no dizer de Gramsci, covardes. 

Aí é possível ver o porquê de não termos uma reforma política. É isso aí, para manter um parlamento que não represente realmente o que a o povo, os setores menos favorecidos. Onde estão esse 18 deputados federais do Maranhão? Estão em Brasília representando o que mesmo? Cadê os 42 deputados estaduais do Maranhão, distribuídos em 23 legendas? Nenhum desses partidos tem, no seu programa, algum item programático que se afine com essas reivindicações dos Quilombolas? Nenhumas das supostas causas desses parlamentares tem ligação com esse tipo de luta? Ou são políticos sem causas? Não. Não existe político sem causa. Resta então saber que causas tão diferentes são essas? 
Por que ninguém se movimenta para mediar, buscar consolidar um acordo, cobrar do governo federal que atenda essa pauta de reivindicações que há anos vem sendo solicitada?  

Hoje foi mais um dia de esforço de diálogo e de construção de acordos, compromissos, lá no auditório do INCRA estavam o representante do Ministério Público Federal (Procurador Alexandre Soares), Líderes das comunidades Quilombolas, Superintendente do INCRA-MA e, finalmente, um representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário. A falta de domínio técnico e habilidade política dos representantes do Governo Federal saltaram aos olhos, começando pela "planilha", imprecisa etc. 

Quero registrar que senti a falta de um representante do governo estadual. Pois, mesmo sendo alguns trâmites de competência da União, esse nobres cidadãos são maranhenses e a questões em pautas ocorrem integralmente em solo maranhense. Não custa nada compor a mesa para buscar soluções e, de imediato, tirar do risco de morte aqueles que estão em greve de fome. 

segunda-feira, junho 15, 2015

Com entrevista de Dilma Globo dá sinuca


Não sou contra Jô entrevistar nenhuma pessoa. Quem sou eu? Por isso, nenhum problema em a entrevistada ter sido a Dilma. Nada demais. Também não defendo que Dilma e Jô sejam silenciados. O que seria um absurdo!
Eu podia ter mudado de canal, mas preferi continuar assistindo a tal entrevista no programa do Jô. Há tempos assisto o programa do Jô e não será por conta dessa tal "entrevista" que deixarei de assistir o programa. 
Jô Soares também não se tornou a pior pessoa do mundo por tal entrevista. Agora vamos ao que é mais fundamental. Jô não realizaria tal entrevista na Globo sem a devida autorização do comando geral da emissora, dos Marinho. Não foi só Jô. 
Entrevista mesmo teve pouco e o programa ficou com cara de propaganda partidária obrigatória. A questão é: os esquerdofrênicos vão continuar dizendo que a Globo é parte da mídia golpista? Os petistas vão compartilhar no Facebook ou não a entrevista dada à rede Globo? A entrevista não vai ser retuitada? É isso. A Globo habilmente colocou petistas, petralhas e esquerdofrênicos em uma situação de sinuca, muito ímpar. 
E agora, heim?  

domingo, junho 14, 2015

Tirando o nível de uma administração

A água fica empoçada na entrada do condomínio ... a boca de lobo bem próxima, mas falta o uso do nível




















Na construção civil tem um recurso que já ultrapassa milhares de anos: o nível. Tirar o nível, bater nível são expressões conhecidíssimas de mestre-de-obras, pedreiros, ajudante de pedreiro etc. Pois é, o nível serve exatamente para medir os desníveis do terreno etc. etc. Essa percepção das variações da superfície do solo.. que qualquer pessoa consegue perceber, mesmo não tendo noções de edificação, não sendo topógrafo ou engenheiro... Porém, nas obras da prefeitura de São Luís nem perceber o nível topográfico conseguem. Nem mesmo em uma "obra" de recapeamento asfáltico de um rua e "construção" de sarjetas. Quem quer testemunhar é só caminhar pela rua Aririzal (Cohama/Eldorado). 

Na Aririzal o chão está pintado, sinalização das faixas foram feitas (com inúmeras estranhezas). Mas não foi muito além disso. Os pedestres vão continuar sofrendo para caminhar: calçadas de diversos níveis (uma com quase 80 cm de altura), desalinhadas (umas mais para dentro da pista ou mais recuadas). Não bastasse isso, as bocas de lobo continuam quebradas, sem tampas e (pasmem) fora do nível. Essa gestão é tão fora de nível que não consegue perceber que água desce pela força da gravidade.  Alguém tem que dizer que a água que escorre na rua não está sob os mesmo mecanismo como a excreção da urina (não existe nas ruas um sistema nervoso autônomo). 

Sarjeta. Que sarjeta foi feita? Passar uma camada de cimento entre o meio fio e a borda da pavimentação... só isso não faz sarjeta alguma. 


Por que esses políticos daqui sempre acham que podem fazer qualquer coisa e de qualquer jeito? Por que eles acham sempre que nós não merecemos o que preste, algo de qualidade? Por que esses nossos políticos sempre nos desmerecem tanto com tanta omissão, falta de vontade e sempre nos impondo "obras" miseráveis? 

Esse nível de administração não pode continuar... de jeito algum! 

segunda-feira, junho 08, 2015

A indiferença é uma brutal covardia

"Eu destini un'epoca sono di seconda delle manipolati tem ristrette Visioni, Scopi degli immediati, e delle ambizioni passioni personali di gruppi piccoli attivi, a massa e degli uomini ignorou empoleirado não preocupado." (Gramsci) 

Hoje lembrei de um texto do Gramsci, onde ele critica os indiferentes, definindo-os como peso morto da história. Eu não odeio os indiferentes tal como o Gramsci, nem trato aqui da desse fenômeno na mesma perspectiva e abrangência histórica. Quero destacar simplesmente como a indiferença pode ser uma brutal covardia. 

Imaginemos pessoas indefesas, sem a devida capacidade de defesa, seja qual for. Pessoas sem capacidade física e intelectual de prover seu sustento.Foquemos nas crianças. Ser indiferente à criança e toda sua fragilidade e incapacidade é uma forma brutal de covardia, pois corresponde a uma ato de lhe reduzir as chances de vida e vida decente. Qual indiferença seria pior que essa do abandono de crianças? Essas covardias não são só pesos mortos para a história, mas o real inferno para o indiferente. Sinto pena dos indiferentes.  

 SEM PROPOSTAS - ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2022 O que tem movido os eleitores brasileiro diante das candidaturas à presidência da República este ...