sexta-feira, janeiro 03, 2014

Gregos e troianos na disputa pelo Governo do Maranhão

Gregos e troianos na disputa pelo Governo do Maranhão

Acordei recebendo as seguintes questões:
“Atualmente temos os seguintes nomes como pré-candidatos: Flávio Dino (PC do B), Luís Fernando (PMDB), Eliziane Gama (PPS), Hilton Gonçalo (PDT), Zé Luís Lago (PPL) e Luís Pedrosa (PSOL). A quantidade de candidatos ao governo do estado pode aumentar? Essa quantidade aumenta as chances de segundo turno? Por ter uma eleição indireta vai ser uma eleição diferenciada?”

Sim. Tanto pode aumentar como diminuir. Várias alterações podem ocorrer. É cedo e existem diversas moedas de barganha sobre a mesa. A disputa para valer só está começando. 

O PSOL, PCB e PSTU ainda não fecharam acordo oficialmente. Não fechando acordo o número de candidatos ao governo do estado provavelmente aumentará.

O PDT ainda pode alterar sua posição, depende do que Flávio oferecer em termos de candidatura. Até pouco tempo o PDT não tinha candidato próprio. A candidatura pode ser mantida como resposta ao não atendimento das exigências apresentadas à Flávio. Mas pode retirada. Se a candidatura for mantida o tempo de TV e rádio de Flávio sofre uma redução que pode fazer falta. O PDT sabe negociar e sobreviver no poder. Já fez acordo com os Sarney. 

O PSB ainda apresenta tensões sobre o rumo a seguir. Vai depender do grupo que conseguir mandar mais e convencer Campos. Nem todos estão convictos de ir com Flávio. Os Rocha querem a oficialização do apoio à candidatura Roberto Rocha para o senado. Aqui também pesa questão do tempo na TV e no rádio. Sem o PSB e PDT o tempo de TV e Rádio fica muito reduzido para Flávio.  

Flávio tem que resolver quem vai ser o seu vice-governador. A escolha pode gerar descontentamentos sérios e perda de aliados, caso não haja a devida negociação compensatória.

A posição mais confortável é a de Castelo. Mesmo tendo perdido uma eleição recentemente, goza de uma fidelidade eleitoral significativa junto ao eleitorado maranhense. As suas chances de conquistar uma vaga de deputado federal são altas.

O exemplo Castelo. Ele perdeu uma eleição para ele mesmo. Tem um eleitorado fiel muito grande em São Luís e no restante do estado. É um político muito sagaz e certamente sabe que se ficar neutro fica no lucro (perdendo ou ganhando Flávio), se compor com os Sarney sai no lucro (pode até ser uma saída para os Sarney).

Enfraquecimento ou derrota de Flávio é vantajoso para Castelo, sem dúvida. Pois ele passa a ocupar muito mais espaço e centralidade dentro cenário político.

As eleições vão ser diferenciadas. Sim. Tendo ou não eleição indireta para um mandato tampão.
A diferença não está só nesse possível processo de eleição indireta. Pela primeira vez um candidato da oposição vai começar as eleições liderando nas pesquisas e bem a frente do candidato governista. Soma-se a isso a grande porosidade, fluidez e múltiplas adesões existentes atualmente em todos os grupos. Existem sarneístas e flavistas em praticamente todos os lados e blocos.

Estamos diante de um processo de formação de novas agregações e ajustes no interior da classe política e da elite governante simultaneamente. O ajuste intra-classe é muito visível. O que está em curso não é uma ruptura oligárquica imediata, nem mandonista, mas um mero ajuste interno. No Maranhão é uma constelação de oligarquias e a classe política é uma constelação de mandões.

Quanto ao candidato do governo. Em que pese a vantagem de Flávio em relação a ele, a maioria das avaliações que estão sendo divulgadas são precipitadas. E algumas são meras peças publicitárias de campanha eleitoral.

É preciso ter cautela e considerar alguns pontos.
Primeiro, a campanha verdadeiramente não começou, aquela da ação mais direta.
Segundo, é preciso esperar a propaganda eleitoral na TV e rádios para saber como o voto livre reage.
Terceiro, algumas pesquisas apontavam ele com menos de 2% da intenções de voto e agora, nas mesmas pesquisas da oposição ele aparece com 18%. Isso deve ser mais que preocupante para a oposição, já que ele conta com o suporte da máquina dos Leões.
Quarto, ele tem currículo, conhecimento técnico e experiência administrativa (gostando ou não). A oposição, representada por Flávio, até agora, só atacou a governadora Roseana e o senador Sarney. O pré-candidato Luís Fernando não sofreu nenhum ataque significativo, nem críticas e questionamentos. Por que essa oposição não faz isso? O candidato concorrente é Luís Fernando.  
Quinto, a vantagem que Flávio apresenta ainda corresponde a um cenário sem concorrentes bem definidos, sem adversários protagonizando enfrentamentos e difundindo propostas.

Flávio nunca foi testado em situação de favorito e sob ataques constantes. Essa vai ser a primeira vez que vai entrar na disputa como favorito. Ninguém sabe a capacidade dele reagir e qual a real fidelidade do seu eleitorado.
A família Sarney nunca perdeu essa eleição tendo nas mãos os recursos de todos os Leões dos poderes estaduais. Bom não esquecer. Se Flávio vencer, nessa situação, vai ser o diferencial da eleição. Ganhar e ganhar dos Leões.  

É muito cedo. Existem enormes possibilidades e arranjos para serem explorados até outubro. Flávio e os Sarney são aliados de Lula e Dilma, ambos possuem acessos ao PT. Para Lula, no meu entender, o melhor não é privilegiar um ou outro, mas de montar um concerto para ter todos.
Lula sabe da influência de Sarney no PMDB e em outras instâncias dos poderes nacionais. Sem deixar de ver que a bancada maranhense de deputados federais provavelmente será composta, em sua maioria, por aliados de Sarney. Compor com todos, com agrados múltiplos, deve ser o desejo maior de Lula e Dilma.

Por outro lado, qualquer acerto de Lula/Dilma com Sarney ou Flávio vai ter que garantir o cargo de vice ao PT.



O ostracismo de luxo imposto ao comandante Washington não agradou a alguns gregos e a alguns troianos da cúpula do Partido dos Trabalhadores. É preciso tirar do relento os demais companheiros, deve assim pensar solidariamente o comando do PT. O nó interno é desfeito com o que pode ser garantido politicamente ao grupo de Henrique e ao grupo de Monteiro, seguido da definição de quem assume o comando do partido. Mas aí é tudo PT, Lula sabe o que fazer e todos vão com Lula e Dilma. 

quinta-feira, janeiro 02, 2014

A esclerose dos "médias" boçais

Em São Luís, alguns indivíduos acham que para pertencer à classe média tem que ir de "carro próprio" para todos os lugares e, para completar, estacionar o carro dentro do estabelecimento.

quarta-feira, janeiro 01, 2014

Dia da PAZ


Dia da Paz.... Lembrem-se nós amanhecemos mais endividados, penhorados e comprometidos com altas quantias. Fizemos mil votos de paz, amor, caridade, felicidade etc.. Pois bem, é hora de começar a cumprir as promessas. 2014 já começou. Vamos nessa... vamos fazer a PAZ!!!!

segunda-feira, dezembro 30, 2013

Pesquisa IBOPE - Vejam em qual pé o sapato vai apertar.


Pesquisa de Opinião - Dezembro de 2013 IBOPE.
O item AVALIAÇÃO considero "muito arrumadinho", até demais. O quesito tem duas opções de aprovação: Ótima/Boa (máximas) e Regular (mínima), mas, só apresenta uma opção de desaprovação: Ruim/Péssima. Além disso, a opção Não sabe e/Não respondeu caiu para a metade ou um pouco acima da metade quando comparado com questões parecidas: Aprovação e Confiança. Fazendo uma comparação com outras sondagem, essa  opção Ótima/Boa, da questão Avaliação, está entre 17 a 22 (%). Na questão APROVAÇÃO o mais provável é a opção Aprova entre 25 a 28 (%). Mas essa juízo de aprovação muda mais constantemente principalmente em períodos de inaugurações de obras. Em governos bem avaliados, não é raro, o governante não  ter o mesmo índice de  intenção de voto (casos de reeleição ou disputa de outro cargo). 

Esse percentual (44%) para Confia na questão CONFIANÇA é diferenciado, no mínimo. Em levantamentos similares sobre quesito as pessoas demonstraram  imensa NÃO CONFIANÇA em todos os governos, em órgãos governamentais e governantes.  

Cabe não desconsiderar as estratificações feitas a partir do tamanho das cidades e as faixas salariais. Basta lembrar em que faixa salarial está o "mar de gente" (eleitores) e em que tipo de cidade boa parte do eleitorado vive. Enfim, depois de 45 anos à frente do poder, os Sarney ainda contam com uma  clientela eleitoral razoável. 

Disponível em:
http://www.ibope.com.br/pt-br/noticias/Documents/JOB_2726-13_MARANH%C3%83O%20-%20Relat%C3%B3rio%20de%20tabelas%20%28imprensa%29.pdf

sábado, dezembro 28, 2013

Disputa eleitoral no Maranhão: o paradoxo da contradição ou quase isso

O incrível e inacreditável complexo. O que quer dizer? Não sei. 
Mas, hoje tive a certeza que existe entre nós o paradoxo da contradição. Vi um mesmo texto sendo publicado em diversos blogs e no Facebook de forma tão passiva. 
Em qual lugar do mundo existe uma oposição que pede um adversário mais forte, mais competitivo? 

Reclamar de uma adversário que não decola é muito surreal. Querem um adversário que decole, é?

É certo que devemos escolher até os adversários. Isso é coisa repetida no meio politico. Mas, se esse texto foi com essa finalidade, o que não creio, ficou afastado do objetivo. Especialmente em relação  ao principal candidato da oposição: Dino. 

O texto é mais eficiente enquanto cobrança e pressão interna dos membros que compõem a oposição liderada pelo próprio Dino. Particularmente a parte que quer que ele defina logo seu candidato ao senado.  O aviso é claro: o PSB pode buscar outro rumo e o outro rumo é Eliziane, onde o candidato ao senado seria do PSB.

Quando dizem que Luís Fernando é um candidato que não passa de 18% mesmos nas pesquisas encomendadas pelo grupo dele, que não decola. O que isso quer dizer mesmo? 
É preciso considerar que a campanha oficialmente não começou, existe um número significativo de indecisos (os que nem pararam ainda para pensar em eleição) e há indícios fortes de abstenção alta. 

Em pesquisas anteriores o candidato governista não aparecia nem com 3%, não era citado na espontânea,  como desprezar esses 18%? É  lógico que isso é preocupante. Se Luís Fernando fosse realmente inexpressivo com 18% das intenções de voto, a oposição, no mínimo, deveria torcer para ele permanecer como candidato governista. Há algo estranho. Será que a oposição está torcendo para ter um concorrente mais forte? Ou desejando que Eliziane vire a candidata dos Leões? 

Disso tudo... fica alguns zumbidos: 1- existem diversas frações de interesses não declarados nesse grupo de Dino; 2- o PSB local vai desprezar as preferências de aliança de Campos?´; 3- Quem manda nesse PSB local?; 4- Ficou evidenciado que se o candidato dos Sarney não for Luís Fernando pode ter acordo. 

No meio dessa "notícia" existe algo mais envolvendo os sarneístas descontentes com a candidatura de Luís Fernando e "opositores" ao sarneísmo. Além da sede de poder e interesses nada públicos, essa turma possui o desejo, em comum, de rifar politicamente Zé Reinaldo. Motivos para um concerto não faltam. 

Nunca é demais lembrar que não se pode desconsiderar a rejeição, que sempre é um problema para quem tem rodapé alto e teto baixo.  Por outro lado, se a rejeição for baixa, mesmo com um rodapé baixo, o teto acaba ficando em aberto. 

Quem está à frente dos demais colocados não pode ficar se posicionando como segundo colocado. 

Que mago misturou tais ingrediente dessa poção desconhecida? 

terça-feira, dezembro 24, 2013

É NATAL


Eis que foi tomado como criminoso! O Natal dos quem creem no nascimento divino é um e só um. 
Aos presentes... Nunca acreditei em Papai Noel na minha infância. Pai sempre foi um conceito totalmente abstrato para mim. Só quando passei a ser pai entendi a realidade relacionada ao conceito. Mas, na infância, gostava...do amanhecer e ver algo amarrado no punho da minha rede... eram bem aquém dos meu sonhos, porém, o máximo do sacrifício da minha mãe. E aí tinha algo encantador... tudo passava a ser encantador pelo fato de ter ganho. Lembro-me de quase todos... inclusive o copo de plástico azul. Deus é Justo e Verdadeiro e faz a real Justiça! Confio em ti Senhor!!! 

 SEM PROPOSTAS - ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2022 O que tem movido os eleitores brasileiro diante das candidaturas à presidência da República este ...